As crises que ameaçam o nosso futuro

Além das três crises apontadas pela Quinta Conferência de Meio Ambiente da ONU, realizada em dois dias, no mês de fevereiro, que reuniu representantes de 150 países, em Nairobi, o nosso modo de vida insustentável, esconde outras crises. A pandemia do novo coronavírus, deixou submerso a crise da violência, a crise da fome e a crise ambiental.

É fundamental que os governantes e os líderes empresarias se juntem para dar soluções concretas as crises que nos derrotaram em pouco tempo.

O Governo de cofre cheio e o povo de bolso vazio.

Bom dia, meus e minhas. Estou em Parauapebas e daqui irei também aos municípios da região.

Dou de cara com as atividades da Vale. A extração de minério é frenética.

A cidade está com todos os hotéis lotados. Aqui a economia está em ebulição. Nada lembra o estado de lentidão provocado pela pandemia do Coronavírus.

No final da tarde, fim de expediente ou troca de turno, o numero de ônibus trazendo os funcionários das empresas que prestam serviço a Mineradora é impressionante.

O Pará bate recorde de exportação e arrecadação. Os cofres do estado estão explodindo de tanta receita oriunda dos impostos da mineração.

O Estado é rico. Poderoso. Se quiser, acaba com a pobreza dos seus filhos, criando emprego para todos e garantindo um futuro seguro para os jovens de hoje e os que ainda virão.

Não da para aceitar pobreza entre o nosso povo. O governo e os políticos precisam ser competentes. Falo isso para o bem e conclamo você a também falar. Antes que torrem nossas riquezas em propaganda e corrupção.

Prefeitura autoriza a construção e funcionamento de Atacadão no Portal da Amazônia

Uma cidade para ser boa deve ser planejada visando o bem-estar das pessoas que nela moram, trabalham e vivem.

Quem planeja a cidade é a prefeitura. É a prefeitura que autoriza as atividades humanas de acordo com as leis aprovadas pela Câmara de Vereadores.

As leis mais importantes são: Estatuto das Cidades. Estatuto da Metrópole. A Lei Orgânica. A Lei dos Uso do Solo. A Lei do Zoneamento Urbano. O código de posturas municipal e as leis ambientais.

Através da aplicação correta destas leis, no momento da autorização das construções e licenciamentos, a Prefeitura organiza os espaços urbanos, delimitando onde ficará as áreas residenciais, as áreas comerciais, as zonas mistas, as áreas de lazer, permitindo um bom fluxo de trânsito, serviço de transporte e qualidade de vida para os moradores.

Dito isto, falo do Portal da Amazônia e Mangal das Garças, áreas destinadas ao lazer e ao turismo em Belém. Escolhida assim por estar no entorno da área de preservação do sítio histórico e as margens do rio Guamá.

Será que é de acordo com um planejamento urbano a Prefeitura autorizar a construção e funcionamento de um mega supermercado de varejão? O fluxo de pessoas e veículos, incluindo caminhões de abastecimento ajudarão ou atrapalharão os equipamentos de lazer e turismo? Comprometerão o conjunto histórico da Cidade Velha?

Sem levar em conta o que é bom para a cidade, a Prefeitura de Belém aprovou e autorizou um supermercado gigante para atender milhares de pessoas e inúmeros portos ao longo da extensão do rio Guamá, com um imenso fluxo de veículos e pessoas.

Se você fosse ouvido e tivesse direito de manifestar a sua opinião como morador de Belém, você permitiria que este estabelecimento comercial atrapalhasse a importante área de lazer da cidade e comprometesse o sítio histórico de Belém?

A PEC DA IMPUNIDADE É UMA IMORALIDADE NUNCA VISTA E SEUS AUTORES PRECISAM SER PUNIDOS PELO VOTO NAS URNAS.

Ali naqueles dois prédios ao fundo, no final da Esplanada dos Ministérios, fica o Congresso Nacional.

Lá estão os políticos votando a Lei da Impunidade para se blindar de ser julgado e punido quando cometem crime. É uma Proposta de Emenda a Constituição presentada pelo deputado paraense Celso Sabino.

Eles querem se proteger e proteger criminosos do povo e das leis penais. Querem se transformar nos únicos brasileiros acima do bem e do mal, tudo com o nosso voto e não foi para isso que os elegemos, concorda?

Em 2022, eles voltarão e baterão a sua porta, enviarão suas propagandas pelas redes sociais, pelos aplicativos, darão uma de “Karol Conká” depois de sair da Casa do BBB, e, humilhando-se, simularão arrependimento.

Mas você não vai cair no papo deles, não é?

Você lembrará que quando mais de mil brasileiros morriam todos os dias, quando faltava vacina, quando a economia estava parada, quando precisávamos que eles priorizassem os interesses do país e votassem o auxilio emergencial, eles gastaram o tempo votando apenas nos seus próprios interesses e votaram o que para eles era mais importante dando o banana para o seu sofrimento.

Ônibus dos infernos, só em Belém

Os ônibus de Belém tem alguns defeitos graves: são velhos, mal-cuidados, quentes, desconfortáveis, as cadeiras (quase que chamo de poltronas) são apertadas e o preço que pagamos é de padrão europeu.

Quis falar da imensa quantidade de vendedores e pedintes que abordam os passageiros, tornando a viagem um mar de lamentações, com histórias dramáticas, mas entendo o drama das pessoas que usam o transporte público para levantar uma graninha.

A, é bom dizer que falta todo o tipo de boas informações sobre trajetos, horários, paradas, nome do motorista, do cobrador e os meios para reclamações e sugestões.

E por falar em paradas, as mais de 1.500 estão sucateadas.

Chega!

Desconstruir as narrativas através do papo?

Todos os domingos, às 09h30, faço uma live lendo os jornais e os blogs paraenses. A ideia é ler a noticia por trás da noticia e confrontá-las com fatos e outras versões. A experiência tem se mostrado exitosa e ajudado a sociedade a se esclarecer, principalmente sobre a política.

O tempo e a experiência nos mostrou que informação é a melhor ferramenta para tornar uma sociedade livre e democrática, que, por isso, os grupos que estão no poder fazem de tudo para que a maioria das pessoas não tenha acesso os fatos como os fatos realmente acontecem e a repercussão de deles sobre o jogo de poder real, principalmente sobre a economia e acumulação de riquezas.

Aqui no Pará, os jornais escritos trabalham a narrativa como instrumento de poder. Os caciques políticos se escudam nos meios de comunicação para construir suas carreiras, alcançar cada vez mais poder e manter-se neles.

Desconstruir as narrativas dos que estão utilizando delas para diminuir o poder da sociedade é o nosso maior desejo.

Para nos acompanhar, basta acessar o endereço: https://www.facebook.com/zecarlosdopv

Deputados paraenses protegem colega truculento que queria a volta da ditadura

Eder Mauro, Joaquim Passarinho, Eduardo Costa e Paulo Bengston, foram os quatro deputados federais paraense que votaram contra a prisão em flagrante do deputado Daniel Silveira, aquele que desejava a volta do AI-5, da ditadura e da cassação de todos os ministros do STF.

Não vou avaliar e nem opinar sobre a posição dos deputados, deixo para você fazer isso nos comentários.

Punição ao deputado Daniel Silveira e aos radicais, seja de lado estejam.

Os ministros e o próprio STF vêm sendo alvo de ataques por políticos radicais, que pregam o fim da democracia e a volta de governos ditatoriais. Na verdade, o incomodo deste grupo tem como alvo a Constituição Federal e as garantias individuas, direitos que protegem os cidadãos.

O mais novo ataque partiu do ex-ministro de Exercito, Eduardo Villas Bôas, em livro recente, conta como reuniu a cúpula das Forças Armadas para pressionou publicamente o STF, as vésperas da votação de um habeas corpus que poderia por em liberdade o ex-presidente Lula.

Esta manifestação do General Villas Bôas, incentivou o truculento deputado Daniel Silveira, que gravou mais um vídeo criminoso, ameaçando a integridade física dos ministros, defendendo a renúncia dos onze membros do Supremo Tribunal Federal, tudo em nome da imunidade e das liberdades, porém, propondo a volta do AI-5, instrumento ditatorial que fechou o STF e a Câmara dos Deputados, dando poderes pleno ao Presidente da República, que neste caso seria o capitão Jair Bolsonaro e seus militares de plantão.

O prontuário de Daniel já era o suficiente para que ele nunca tivesse assumido qualquer cargo público, principalmente de membro do Congresso Nacional.

Daniel Silveira, nascido em Petrópolis, foi Policial Militar do Rio de Janeiro entre 2012 e 2018.[1] Enquanto ainda era policial, afirmou que gostaria de atirar em um manifestante contra Bolsonaro[2] e recebeu 60 sanções disciplinares. Na sua ficha policial, consta que Daniel tinha “mau comportamento”, ficou 26 dias preso e 54 detido, além de receber 14 repreensões e duas advertências, sendo considerado inadequado para o serviço policial militar segundo boletim da polícia.[3][4] Durante o período que foi policial, cursou direito na Universidade Estácio de Sá, concluindo o curso em 2019.[1] É também professor de muay thai e defesa pessoal.[5]

O próprio deputado federal, ao ser preso, ainda gravou, sob o auspício do delegado da PF, um novo vídeo mantendo as ameaças e afirmando que já esteve preso mais de 90 vezes quando era membro da PM.

O episódio, propiciado pelo General e pelo Deputado, tira o país do foco principal, estamos em meio a uma pandemia, com mais de mil brasileiros morrendo todos os dias, com a população esperando as vacinas, o tratamento de saúde e o apoio econômico, em meio ao desemprego e ao desaquecimento, com aumento de preços de produtos da cesta básica.

Estamos pedindo socorro aos governantes e eles nos apresentam um crise institucional que custará tempo e mais dinheiro dos nossos impostos.

A crise, provocada propositalmente pelo General e pelo Deputado, já teve como desenlace a movimentação do aparato da PF para prende-lo. O Instituto Medico Legal para fazer o corpo de delito. A carceragem para recebê-lo e custear sua estada naquele equipamento. A reunião urgente dos STF para apreciar a decretação monocrática da prisão. O Judiciário para realizar a audiência de custódia. A Mesa da Câmara dos Deputados que passou um dia inteiro reunida buscando saída para crise. Ainda teremos, no Legislativo, muitas reuniões que gastam luz, água, cafezinho e salários, que ali não são baratos.

O custo e a energia gastas pelos poderes da república para um crise provocada por autoridades pagas com nosso impostos em um momento de pandemia, quando o certo a fazer é focar nas necessidades da população demonstram que precisamos de mais democracia e de instituições republicana, com regras políticas capaz de tirar do jogo aqueles que não colaboram com o avanço civilizatório.

Se o nosso sistema político funcionar e se de fato o povo tiver o poder de decidir o que é melhor pra ele e para seu país, com certeza, os militares estariam nos quartéis e cuidando da segurança de nossas fronteiras e pessoas como o mau PM Daniel Silveira teria cumprindo suas penas quando ainda era membro da corporação militar.

O deputado Silveira imita a carreira do presidente Jair Bolsonaro, que quando membro do Exercito Brasileiro, tentou ser um líder sindical violento, inclusive ameaçando explodir um reservatório de água como forma de pressão para aumentar os salários dos militares. Bolsonaro foi convidado a se retirar das Forças Armadas e teve sua ficha funcional classificada como um mau militar, mas o sistema político abriu as portas ele entrou, muito embora tenha ficado na geladeira por muitos anos, aguardando o sistema enfraquecer para seguir ocupando espaço e provocando as crises institucionais, nas quais sempre foi um mestre.

O deputado precisa ser cassado, julgado e se condenado deve, em fim, ser punido. Este recado é fundamental para que os seus colegas de radicalismo entendam o recado das instituições.

Agora, o mais importante, é preciso unir todos os democratas para por fim a esta farra dos radicais e cuidar da saúde do povo, da economia e do meio ambiente.

O povo Tembé pede justiça em Capitão Poço

O povo Tembé pede justiça para a memória do guerreiro Isack Tembé, assassinado por PMs, a mando de poderosos de Capitão Poço.

O assassinato de Isack se soma ao de Navalhada e dos jovens executados e encontrados com as mãos amarradas dentro de um ônibus.

Quem conhece a cidade suspeita de onde procede a milícia paga e os contratantes do sindicato que se formou para executar inocentes na Cidade.

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal, em face dos indígenas e da proteção federal devem entrar no caso urgentemente.

A Polícia do Governador Helder Barbalho, porém, se quiser, chegará aos autores de tamanha violência muito rápido, sem precisar da genialidade dedutiva de Sherlock Holmes.