Vereadores de Belém, caros e inúteis, aumentam os próprios salários

Os Vereadores de Belém aumentaram seus próprios salários em plena pandemia. Com todas as restrições econômicas que o país está passando, onde se pede sacrifícios a trabalhadores e empresários, os nossos legisladores não fora capaz de dar o bom exemplo e abrir mão deste reajuste em nome da sociedade.

A Constituição Federal e as leis permitem que se vote no final da legislatura a remuneração dos parlamentares da próxima legislatura. O que fizeram é legal. Porém, nem tudo que é legal, é legítimo.

A Câmara Municipal é um órgão essencial para cidade. Deve ser um colegiado com os melhores cidadãos, representantes da voz popular para discutir e deliberar sobre os problemas coletivos, para melhorar a vida urbana. A Câmara Municipal tem o papel de fiscalizar a correta aplicação do dinheiro da população, cuidando para que seja gasto naquilo que beneficia a todos e de acordo com a ética e a moralidade.

Não sempre o que se espera da Câmara acontece. Isto depende da composição, de quem o povo escolhe e como escolhe.

Grande parte da atual composição da Câmara Municipal de Belém foi rejeitada nas urnas, mas os cabeças, os lideres, os que decidem o dia a dia do parlamento escaparam e será para eles o benefício do reajuste. Os novos, aqueles que entram pela primeira vez, eleitos democraticamente, terão um teste para mostrar a que vieram, podem, se quiserem, rever a decisão e torná-la sem efeito, ou simplesmente abrir mão do reajuste. Será que farão?

Na sessão em que aumentaram os próprios salários, os vereadores apreciaram outros projetos, 76 ao todo, votadas simbolicamente, assim, por este método de votação, a população não saberá quem votou contra e quem votou a favor, impossibilitando separar o joio do trigo. Por eles, podemos avaliar a qualidade dos nosso legisladores.

Analisando os outros projetos votados, tem-se a impressão que aquela Casa, com a atual composição, era desnecessária, com gastos de receita do erário que não se justificavam pela péssima produção legislativa.

São projetos de baixa qualidade, sem relevância e de gosto duvidoso.

Enquanto o povo clama por cuidados e proteção enquanto a vacina para COVID-19 não chega, pede por emprego, por auxilio as empresas, por solução para o lixo, para saúde, para fim dos alagamentos, por transportes, por moradia, por arborização, por fiscalização dos gastos do dinheiro público, os vereadores usam a Câmara Municipal para distribuir comendas, homenagear seus cabos eleitorais e votar inutilidades.

Entre as leis aprovadas, teve uma farta distribuição de medalhas, de diplomas, é um tal de mérito judiciário concedido pelo legislativo, que não se explica por incompatível com as funções constitucionais do Parlamento Mirim.

Associação dos supermercados virou de utilidade público; uma escola de samba tornou-se patrimônio cultural; a Gretchen passou a ser cidadã de Belém; 22 medalhas foram distribuídas; 17 diplomas, dentre os quais, tal mérito judiciário, que eu não entendi, por ser ali o legislativo; e muitas novas datas para o calendário municipal.

O vereadores acrescentaram ao já tumultuado calendário municipal outras datas, algumas curiosos e inúteis. Este calendário é uma inutilidade, pois no dia destinado aquela situação ou causa, nada acontece na cidade, a Prefeitura Municipal não obedece, a Câmara Municipal não faz nada e nem cobra.

Separei aqui algumas pérolas, espero que vocês não fiquem loucos de raivas.

A partir de agora Belém vai ter:
Semana da Corrida e caminhada de Rua (Mauro Freitas). Sabe o que vai acontecer nesta semana? Nada.

Teremos o Dia Municipal do Motoristas de aplicativo (Nilda Paula)? Quem trabalha em Uber ou 99, continuaram sendo explorado pelos aplicativos e nada vai mudar na vida da cidade e dem que se descola por ônibus quentes.

Belém terá uma Semana Municipal da Beleza (Simone Kahwage), heim!


As fakes news vão tomar um pau e serão colocadas a nocaute pelo Março Branco – Mês de Combate às fake news (Gleisson Silva).


E o Dia Municipal do Padrinho afetivo e a Semana Municipal de incentivo ao apadrinhamento afetivo (Simone Kahwage), heim? Vai uma festa e os menores abandonados e os mais pobres podem sonha como o quê?


Espero que a Semana de Combate aos acidentes envolvendo linha de Cerol, seja pelo menos no mês em que se empina papagaios, curicas e rabiolas, nada de pipa, pipa não daqui.

Deixei de analisar todos os projetos aprovados e demais debates, por pura indisposição cidadã. Mas você pode fazê-lo, indo direito no portal da Câmara Municipal de Belém.

Vamos aguardar os novos vereadores, principalmente as mulheres de luta, confiamos nelas para fazer a diferença, abrindo mão deste inoportuno reajuste e passando a Câmara Municipal a limpo, fazendo o parlamento voltar a ser um colegiado dos bons cidadãos e cidadãs.

Quem matou e quem mandou matar Navalhada?

As cinzas de Navalhada chegam a Capitão Poço, antes que a Policia descubra quem o matou

A dor de Alex Pinheiro de Andrade e de Wanessa Pinheiro de Andrade, filhos do policial aposentado, Agnaldo Assis Andrade, conhecido como Navalhada, cruelmente assassinado no interior de sua residência, é a dor de todos os seus amigos e da população do munícipio de Capitão Poço, ainda abalada pela violência e possível impunidade de tão brutal assassinato.

Nos sete dias de sua morte, quando as cinzas de Navalhada foram conduzidas por seu familiares, para o Município, a pergunta que se ouvia pelos quatro cantos da cidade era: quem matou e quem mandou mata-lo?

O povo teme pela impunidade e clama por Justiça. Todos sabem que poderosos estão por trás da execução e por isso estão apreensivos com a condução local do inquérito, por isso reivindicam que o Secretário de Segurança Pública, Ualame Machado e o Delegado Geral da Policial Civil, Walter Resende, designe uma equipe da Divisão de Homicídio de Belém, para presidir e concluir as investigações, urgentemente, prendendo e denunciando mandates e matadores.

Desmatamento da Amazônia e Mudanças Climáticas: a esperança é o Partido Verde.

Entre agosto de 2019 e julho de 2020, em plena pandemia, grileiros criminosos destruíram 11.088 km2 de floresta nativa da Amazônia. Retiraram madeiras nobres, valiosas, mataram milhões de micro-organismos e suprimiram a riquíssima biodiversidade, comprometendo o futuro de incontáveis espécies. Se não bastasse, causam incalculável prejuízo ao clima de todo o planeta, colocando em risco a meta do Brasil no Acordo de Paris.

O vice-presidente do Brasil admitiu os números do desmatamento. O ministro do Meio Ambiente, responsável pelo desmonte da proteção à floresta, sumiu e se omitiu diante dos números alarmantes. O governo é o grande culpado. Foi de sua responsabilidade a retirada de todas as proteções ambientais, facilitando a ação dos criminosos, quando permitiu que o transporte e a exportação de madeira fossem feitos apenas com a declaração dos interessados nesse negócio privado, ilegal, criminoso e milionário.

Os governos dos estados amazônicos cruzam os braços, colocam-se na situação cômoda de empurrar o problema para a esfera federal. O Centro de Monitoramento do Pará, montado e financiado com recurso do Fundo Amazônia, parece que virou enfeite, por nada produzir em favor da defesa da pobre floresta. O Pará foi o estado que mais desmatou nesse período.

As ONGs – que eram incentivadas por verbas federais, para ajudar na defesa desse importante bioma, e que prestavam enorme serviço em favor da floresta e das populações tradicionais – foram todas criminalizadas no início do governo do presidente Jair Bolsonaro como organizações comunistas a serviço de potências internacionais de esquerda, que tramam a internacionalização das riquezas brasileiras.

O futuro da humanidade está comprometido. Estamos perdendo para a ganância de alguns. Perdemos a liberdade de fazer coisas simples que nos são naturais. Quando os humanos invadiram as florestas africanas e foram contagiados por animais daquele bioma, ganhamos a Aids. Da Ásia nos veio o contágio mais recente do Coronavírus, que nos impede de nos abraçarmos, de estarmos juntos de quem amamos. Da Amazônia, nos virão quais ameaças? Mas estamos prontos a seguir nosso modo egoísta de viver, desconhecendo todos os avisos.

E disse o Senhor: Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até o animal, até o réptil, e até a ave dos céus, porque me arrependo de os haver feito.

Gênesis

Antes que isso aconteça novamente, devemos mudar nossa modo de vida aqui na Terra e nos harmonizarmos com todas as outras espécies, construindo um modelo de uso sustentável dos recursos naturais, limitando o crescimento da economia a capacidade de regeneração da natureza, adotando modos compatíveis com a possibilidade de sua resiliência.

A pauta principal que devemos adotar é o combate às mudanças climáticas, cumprindo as regras do Acordo de Paris. Aliás, as metas para 2021 serão cobradas e, segundo o Observatório do Clima, o Brasil não cumprirá a sua parte. O governo do presidente Jair Bolsonaro desmontou todos os mecanismos de acompanhamento das metas e do controle do clima.

A esperança brasileira e mundial está depositada nos ombros dos dirigentes do Partido Verde brasileiro, único instrumento da política com sensibilidade e capaz de entender a urgência de lutar contra as mudanças climáticas e os danos irreparáveis causados pelo desmatamento da Floresta amazônica.

O Liberal critica o IBOPE, seu parceiro em muitos erros

O Grupo O Liberal contratou e divulgou a pesquisa do IBOPE e agora, depois que as eleições ocorreram democraticamente, com um resultado inquestionável, vem reclamar do resultado, tentando se eximir de sua responsabilidade. Esta reclamação é no mínimo estranha e com cheiro de segundas intenções.

O IBOPE contratado pelo Grupo Liberal sempre errou nas pesquisas em Belém ou foi usado para tentar influir nos resultados. As oposições no Pará cansou de acusar o Instituto desta prática. Nos bastidores as informações falavam em venda de resultados, fato nunca comprovado.

Nesta eleição municipal, a maioria dos institutos errou, e o IBOPE errou muito mais. A campanha de Eguchi tentou emplacar sua pesquisa contratada pelo ECODATA. Quem se aproximou do resultado das urnas foi o instituto paraense DOXA, cuja prospecção foi publicada pelo grupo ROMA News, as vésperas do pleito.

Um pesquisa é uma tendência e pode sim influenciar nas eleições. O IBOPE pode ter influenciado no primeiro turno, quando, as vésperas das eleições, colocou o Delegado Eguchi em posição de ser possível chegar ao segundo turno, retirando desta possibilidade o candidato Thiago Araújo e Cassio Andrade.

Isto nunca foi novidade, o fato novo que temos aqui é a Nota de Repúdio publicada hoje em O Liberal, na qual o Grupo que contratou a pesquisa repudia o resultado e admite o que nunca quis admitir, principalmente em muitas eleições quando o candidato apoiado pelo grupo despontava muito bem nos números do IBOPE.

Edmilson Rodrigues ganhou legitimamente nas urnas. O PSOL não tem qualquer ingerência sobre o IBOPE e nem de longe pode ser acusado de ter agido para influenciar as pesquisas. As pesquisas podem errar e erram, como erraram aqui em Belém muitas vezes. O eleitor de Belém de tanto ver o IBOPE errar já não se influencia por ele e segue seu desejo e sua decisão eleitoral sem levar em consideração o que diz o Instituto.

Os grupos que contratam e a Justiça Eleitoral precisa dar tratamento republicanos e adequado as pesquisas e suas divulgações as vésperas das pessoas irem as urnas, manifestar sua vontade livre de escolha democrática.

Ps.: O Senhor Vladimir, do Instituto Veritate, questionou a matéria através de um comentário que está moderado aqui em baixo para todos tomarem conhecimento. O Vladimir só erra em querer desmerecer o Instituto Doxa, não precisava.

Três mentiras políticas que destroem a democracia

Mentiras Políticas: Assista, comente e compartilhe

Neste vídeo busquei abordar o cerne da narrativa da direita brasileira, que são as mentiras, com as quais alimentam o ódio e dividem a sociedade, colocando em risco a unidade nacional e a própria democracia.

As três mentiras são: A corrupção como problema central do país. A busca da prosperidade através da fé religiosa. A destruição da família como estratégia política das esquerdas.

A corrupção é sim um problema e deve ser combatida diuturnamente, mas longe de ser o nosso principal problema. O Brasil sofre de muitas mazelas por ter uma das piores distribuição de riquezas do Mundo, que gera a mais absurda concentração de rendas das Américas. Este sim o nosso mais grave e histórico problema.

Quase 60% de todos os brasileiro precisaram ser corrido com o auxilio emergencial, sendo que 30 milhões sequer tinha cadastro ou conta bancária. Hoje, no Brasil, cerca de 49 milhões de pessoas recebem até meio salário mínimo per capita e cerca de 54 milhões de brasileiros não possuem rendimento, esses são considerados pobres. Fonte: Brasil Escola.

Este quadro de desigualdade social não permite que pessoa usufruam do primeiro direito natural que tanto pregam os liberais, que é o direito a vida com dignidade. Sem acesso as bens matérias e até sem alimento, estes milhões de brasileiros não exercem cidadania ṕlena, distorcem a vontade soberana das urnas, são vítimas de violência urbana, da criminalização e do encarceramento.

Eleger a corrupção como principal problema é uma estratégia para fugir das mudanças profundas na distribuição equitativa de renda e proteger as grandes fortunas que financiam a estratégia de poder desses grupos políticos.

A busca da prosperidade através da fé religiosa é a principal pregação das igrejas neopentecostais. Induzem as pessoas a raciocinar que todas as mazelas de sua vida decorrer da fúria divina por não obedecerem as leis e as regras da igreja, dentre elas pagar o dizimo obrigatório, as contribuições voluntárias, frequentar as obrigações e obedecer os líderes religiosos.

Sem entrar em polêmica sobre a fé e a liberdade religiosa, no vídeo explico porque considero a teologia da prosperidade um grande mentira e chamo de uso político da fé alheia.

As esquerda, na terceira mentira, são acusadas de destruir a família por atentar contra os costumes que mantem em pé a família tradicional formada por um homem e uma mulher, além de prostituirem jovens, estimulando aborto, homossexualidade, as drogas e a ideologia de gênero.

O aborto, a homossexualidade e as drogas são reais e não foram inventados pela esquerda. A sociedade buscar entendê-los e para cada um deles buscar a forma mais correta de aborda-los. As esquerda sensíveis a esta pauta, a coloca na ordem do dia. Os conservadores, por seu turno, buscam negar ou criminaliza-los.

No caso da ideologia de gênero, trata-se de uma abordagem negativa do termo e surgiu no Brasil durante o debate de PNE – Plano Nacional de Educação, quando o Ministério da Educação propôs a introdução da educação sexual nas escola e houve uma reação de setores conservadores da sociedade, que passaram a cunhar um conceito negativo para o termo. Separei para vocês um artigo do Instituto Politze sobre o assunto: Ideologia de Gênero.

Assista o vídeo, comente e compartilhe. Vamos combater a desinformação e melhorar o debate no Brasil.

Cardeal do MDB é preso em Altamira

O Senhor Domingos Juvenil foi alvo de uma operação de busca e apreensão comandada pela Polícia Federal e acabou preso porque portava armas, ouro e mais de R$700 mil em dinheiro vivo, armazenado em caixa com indicação que esta dinherama tenha sido despachada pelo correio.

Juvenil é um cardeal do MDB paraense. Foi o primeiro Chefe da Casa Civil quando Jader exerceu o Governo do Pará em 1983. Foi candidato a Governador do Estado antes de Helder Barbalho. É da cúpula do grupo político que está no poder. Um quase papa.

A prisão de Domingos Juvenil e estas imagens que você vai ver no vídeo, não foram exibidas para a população paraense. Um escandalo munumental escondido pela imprensa ou dado menor importância e pouquissima repercussão. Isto é grave, pois uma manipulação criminosa dos fatos graves da política paraense.

O Pará não vai avançar e se tranformar em um estado forte e democrático enquanto estiver sob controle de políticos mediocres.

O monopólio político e econômico da família Tonheiro no nordeste paraense e a insegurança pública em Capitão Poço

a população quer apuração com transparência de todas as denuncias de irregularidas e do assassinato brutal e clama por justiça

As denuncias que o policial aposentado, conhecido com Navalhada, fazia contra a família Tonheiro, que controla politica e economicamente o município de Capitão Poço, que resultaram em seu assassinato brutal, ainda não explicado, precisam ser investigadas.

Segundo as denuncias, depois que a família Tonheiro, empresários de laranja e limão, móveis, supermercados, açougue, shopping, loja de informática, loja de material de peças para motos, loja Ferro e aço e as mais diversas atividades econômicas na região, incluindo loja de móveis em Bragança, entrou para  política, os negócios estão indo de vento em popa.

Muitas empresa foram criadas, com empregados do grupo como sócios, para participarem e vencerem as licitações. O comissão de licitação do município é controlada e volta para estes interesses, era o que denunciava Navalhada.

Nas vésperas das eleições, foi denunciado que a merenda escolar das crianças suspensa durante a pandemia, estava sendo distribuídas como cestas básicas para famílias carentes em troca de votos, sete dias antes do pleito. Ainda apura-se a possível falsificação de diploma do prefeito eleito João Tonheiro, que segundo dizem seu opositores é analfabeto.

A família Tonheiro, que elegeu o deputado estadual Antonio Tonheiro, para um segundo mandato, tem planos mais ousados na política e, pelo visto, não pretende apenas o controle econômico de todas as atividades lucrativas em Capitão Poço e região. Os Tonheiros querem muito mais. Nesta eleição, além de eleger João Tonheiro, prefeito de Capitão Poço, o vereador mais votados, também conquistaram o controle da prefeitura de Irituia, para qual elegeram Marcos Tonheiro, derrotando políticos tradicionais daquele município.

Os capitão-pocenses, confiam na Justiça, no Ministério  Público e aguardam a apuração de todos os fatos denunciados, incluindo a apuração das mortes e das ameaças, até com usa do bombas na casa de adversários políticos, disparadas por integrantes da família poderosa.

O encarceramento feminino por tráfico de drogas traz graves consequências

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A política de drogas mudou para tratar o usuário diferente do traficante, mas isso não alterou a realidade do encarceramento no país. A população carcerária brasileira em 2019 era de 758.676, dos quais 30% por tráfico de drogas.

O grande traficante não anda por ai com papelotes ou trouxinhas de crack. A polícia prende o avião, a mula ou a mulher do viciado, presa em dia de vistas ao presidio.

Os elementos para prisão por tráficos são, a materialidade, dada pela droga apreendida; as circunstâncias: como local, atitudes, tipo do sujeito e a palavra da autoridade policial. Pronto, está feito o conjunto da obra para encarcerar pobre, preto e mulheres de periferia.

No caso das mulheres presas por tráfico de drogas é bom ouvir o que nos alerta a socióloga Julita Lemgruber, no Encontro Nacional de Encarceramento Feminino:
“Essas mulheres desempenham papel secundário no tráfico; muitas vezes são flagradas levando drogas para os companheiros nos presídios. Elas não representam maiores perigos para a sociedade e poderiam ser incluídas em políticas de reinserção social”
“Além disso, quando o homem é preso, os filhos ficam com suas mulheres. Mas quando a mulher é presa, geralmente o companheiro não fica com os filhos, que acabam sendo penalizados e passam a ter na mãe um referencial negativo. Essa é uma situação que tem tudo para reproduzir a criminalidade, já que essas crianças poderão seguir o mesmo caminho que os pais”, analisou a socióloga.

Julita Lemgruber – socióloga


A direita brasileira fixou seu ponto de vista em uma única política voltada para prisão e não aceita o debate de outras alternativas que vem sendo experimentada em diversos países . No caso das drogas, reduz tudo a uma acusação genérica, leviana e irresponsável contra todos que se opõe a política atual, como se fossem de esquerda, libertinos, que desejam liberar cocaína e maconha para destruir as famílias.

Vamos escancarar este debate e buscar novas soluções para o problema das drogas no Brasil? O debate será na quinta-feira, dia 26/11, as 19h30 e os links para quem deseja contribuir com o tema estão ai em baixo:

Crime político e clima de impunidade agitam Capitão Poço

O terror tomou conta de Capitão Poço, durante e depois das eleições. Denuncias de compra de votos, intimidação e assassinato política estão na lista dos eventos que chocam a cidade.

O policial aposentado, Agnaldo Assis Andrade, conhecido como Navalhada, que denunciava as irregularidades e os crimes eleitorais, acusando os aliados e o próprio prefeito João Tonheiro, eleito com 56,69% dos votos, de desviar recursos públicos para comprar votos, foi brutalmente assassinado, no interior de sua residencia, sem qualquer chance defesa.

As denuncias feitas por Navalhada foram repercutidas, neste vídeo, pelo digital influencer paraense, David Mafra:

O clima político em Capitão Poço, antes do assassinato de Navalhada, era tenso, com ameças correndo soltas nas redes sociais. A temperatura da Cidade pode ser tirada por este vídeo:

O prefeito de Capitão Poço, João Gomes de Lima, e também candidato à reeleição, é alvo de inquérito que investiga suposta compra de diploma de ensino médio. O despacho saiu nesta sexta-feira sob a tutela do juiz federal Sérgio Wolney de Oliveira Batista Guedes, noticiou o site ParaWebNews, antes da campanha.

O clima tenso e o desejo da sociedade local por justiça e transparência, exige providências urgentes das instituições paraense. Um força tarefa da Policia Civil destacada para apurar todas as denuncias, investigações que deverão ser acompanhadas por promotores especiais da capital, indicados pelo Procurador Geral de Justiça, é o que a comunidade deseja. A espera pela verdade de tudo é só o que fará Capitão Poço respirar novamente um clima de paz, deixando de ser, como gostava de pronunciar Agnaldo Assis Andrade, a “cidade dos laranjas”.

Quem tem medo da esquerda?

A esquerda classifica-se os partidos que se opõe ao modelo político e econômico vigente no país, fazendo oposição e propondo soluções diferentes das adotadas no modelo vigente.

No caso do Brasil, a esquerda denuncia a desigualdade social, a concentração de renda, o racismo, as discriminações de todo o gênero, pugna por liberdades e por igualdade, dentre outras pautas.

Muitos, porém, associam a esquerda ao pecado, ao mal, a liberação das drogas, ao aborto, as ditaduras, a violência de todas sorte e aos que serão condenados no dia do juízo final, usando as descrições que de Livros Sagrado, lidos tortamente e oportunisticamente por lideres religiosos mal-intencionados, que usam a religião como trampolim político de partidos à direita.

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.

A esquerda política nada tem a ver com a esquerda que fala a Bíblia, quando Jesus Cristo no Evangelho de Mateus 25, 31-33 separa os bons dos maus para o julgamento:

E quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória;
E todas as nações serão reunidas diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as ovelhas;
E porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda.

Mateus 25:31-33

Se seguirmos neste mesmo Livro e formos um pouco mais adiante, em Mateus 25, 34-36, poderemos, ai sim, entender o que é esquerda e o que é direita aqui na Terra, no meio dos homens.

Os justos estão a esquerda da política, porque são eles que trabalham para que as pessoas tenha vida com dignidade, sem fome, sede, com moradia, com saúde e justiça.

Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;
Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;
Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e foste me ver.

Mateus 25:34-36

Na visão de Jesus Cristo, olhando de lá do seu Trono, a visão é o inverso da dos homens, a esquerda está à direita e a direita à esquerda.

O Brasil sempre foi governado por partidos de direita, isto acontece desde o Brasil Colonia, passando pela escravidão, implantando uma enorme desigualdade social histórica. Todos os índices sociais do nosso país são sofríveis. Sendo a miséria e a extrema pobreza a madrasta do pobre e a mãe de todos os pecados.

No Brasil, milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza, que já é uma linha baixa, medida por meio salário mínimo de renda. Estas pessoas passam fome, sede e não tem outros direitos garantidos.

A pandemia do Coronavírus, revelou um quadro ainda maior que aqueles que o IBGE, através do censo, divulga. Mas de 30 milhões de brasileiros sequer constam das estáticas nacionais. O auxilio emergencial, pagos a quem estava em condições de pobreza, atingiu 65 milhões de brasileiros, quase 60% da nossa sociedade precisou ser acudida durante este período de paralisação das atividade econômicas.

Em todos os momentos que partidos mais a esquerda se aproximaram do poder político do Brasil, foram rechaçados por golpes de estado ou por campanhas de ódio patrocinadas por quem não deseja perder a hegemonia econômica e os privilégios históricos.

A classe dominante, poucos menos de 5% brasileiros, concentram quase toda a riqueza do país, usa a classe média, disseminado através dela um medo absurdo de versões odiosas, mentirosas de pautas: Aborto, Ideologia de gênero, Liberação das drogas, Censura da imprensa, Cerceamento da liberdade de expressão, Perseguição religiosa, Controle da internet, Feminismo, Militância homossexualista, Corrupção, Alta carga tributária, Estatização, Alianças com ditaduras como Cuba e Venezuela, Promoção de ódio e luta de classes, Incentivo à prostituição, Enfraquecimento das Forças Armadas, Populismo e assistencialismo, Violação de propriedade privada, Ataques ao conceito bíblico de família, Intromissão do Estado no governo familiar, Concentração de poder, Desarmamento civil, Doutrinação em escolas e universidades.

As classes dominantes, incentivadoras das ideologias de direita, usam também as religiões e a própria leitura oportunista da Bíblia para mobilizar pessoas, usando a fé e o medo da perda da salvação para que adiram a suas causas, que resumindo, significa manter tudo como está, com o lucro e a acumulação de riquezas para poucos.

Lula, Dilma, o PT e seus aliados, assumiram o poder em 13 anos, dos 520 de história do Brasil. Fizeram muito pelos mais pobres. Erraram também. Mas seus erros não justificam o tamanho da campanha de ódio que contra eles foi perpetrada. O megafone para bradar os erros foi direcionado apara o inimigo maior, as esquerdas, ampliando o alvo do ataque. Nesta campanha, muitas mentiras ganharam força de verdade.

Há pessoas que juram que as esquerdas venceram a ideologia de gênero e construíram cartilhas para que, nas escolas, crianças de 05 anos pudessem optar se queriam ser hétero ou homo. isto é uma grande mentira inventada por homofóbicos e políticos, travestidos de lideres religiosos, para encher igrejas fundadas em galpão e espalhadas pelo país como se fossem franquias, visando arrecadar fundos e arregimentar pessoas para seus propósitos de poder.

Por trás deste medo aos partidos de esquerdas, estão os bodes gordos, ricos, com sua ganância histórica e seu modelo econômico que destrói toda a riqueza que Deus nos deu nesta terra prometida, onde corre leite e mel, apenas para o seu próprio usufruto.

Encerro com um trecho do Livro de Deuteronômio, que a direita não que e esconde, esquecendo de ler ou de interpretar, uma ordem divina, que sempre deixaram de observar:

Quando houver um pobre em teu meio, ainda que seja um só dos teus irmãos numa de tuas cidades, na terra que o SENHOR teu Deus te está doando, não endurecerás teu coração, tampouco fecharás a mão para com este teu irmão pobre;

Deuteronômio 15,7