Respeitar governadores e prefeitos é mais Brasil e menos Brasília

Um slogan que o PV defendeu com Eduardo Jorge

O Presidente Jair Bolsonaro caiu em grave contradição com seu programa “Mais Brasil e menos Brasília”, alias uma cópia do Programa “Viver Bem Viver Verde”, apresentado pelo candidato a presidente da república do Partido Verde, o médico sanitarista Eduardo Jorge (conheça o programa: https://issuu.com/partidoverde/docs/viver_bem_viver_verde_) ao se voltar contra os Governadores e Prefeitos, que adotaram as medidas sugeridas pelo SUS, corroborada pelo seu Ministro da Saúde, com aval da OMS, de isolamento social e fechamento de algumas atividades não essenciais, para evitar aglomeração e o colapso do sistema de saúde.

O que os governadores e prefeitos fizeram foi “Mais Brasil e menos Brasília”na veia.

Você é brasileiro, mas não mora no Brasil, você mora em um município, de um estado da Federação e quando a doença chega, não é na porta de um órgão federal que você bate para ser atendido. Os postos de saúde, as UPAs, os pronto socorros e os hospitais estaduais são o destino da grande maioria dos brasileiros que não tem plano de saúde.

As doenças e os tratamentos começam debaixo pra cima na estrutura do Sistema Único de Saúde (SUS). O município é responsável pela atenção básica. Os estados ficam com a média e alta complexidade. A União compete a coordenação do Sistema. Os municípios e os estados é que cuidam da prevenção e da vigilância sanitária, incluindo as vacinais e os exames em geral e também disponibilizam os leitos, as UTIs e os respiradores.

No caso da pandemia do coronavírus, são os estabelecimentos municipais de saúde e os estaduais que receberão todos os pacientes em crise, precisando de UTI e respiradores. Quanto mais pessoas infectadas, mais leitos serão ocupados, lembrando que as outras doenças continuam se manifestando e precisando desses mesmos leitos. Claro que prefeitos e governadores terão que cuidar da transmissão para evitar o colapso dos sistemas de saúde locais.

O papel da União é facilitar a vida dos entes federativos, fornecendo os recurso financeiros e os meios para adquirir equipamentos e medicamentos em grande quantidade para suprir suas redes e equipar seus servidores da área de saúde.

“Mais Brasil e menos Brasília” é que todos esperavam que o Presidente colocasse em prática, mas ao contrário, o Palácio do Planalto, além de ver nas ações dos prefeitos e dos governadores uma articulação para derrubar o Presidente da República do poder, ainda tentou retirar a competência deste entes federados, dificultando a vida de todos e colocando em risco o atendimento direto ao cidadão.

Nesta briga de Brasilia contra o Brasil, atingindo direitamente as pessoas mais pobres, dois fatos dão bem o tamanho da contradição do Presidente da República.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), organizou o que chamou de uma operação de guerra para trazer ao estado 107 respiradores e 200 mil máscaras compradas da China, em março, para enfrentar a pandemia do novo coronavírus. Os equipamentos saíram da China, seguindo uma rota pela Etiópia e pousando direito em São Luís, para evitar o confisco da União, mesmo assim, a Receita Federal ameaça processar os responsáveis pela importação.

O Maranhão agiu com cautela depois que o Governo Federal tentou confiscar respiradores comprados pela Prefeitura do Recife. No entanto, a Justiça conseguiu barrar a tentativa do Governo Federal e garantiu que os respiradores chegassem ao Recife.

A população precisa aprender com a pandemia do coronavírus que o “Mais Brasil e menos Brasília” proposta visionária do Partido Verde, através do seu porta-voz Eduardo Jorge, nas eleições de 2014, é fundamental para que os serviços públicos cheguem aos lugares mais distantes e bem mais perto das pessoas que deles necessitam, diminuindo atravessadores, custos, aumentando a fiscalização e possibilitando o controle direto dos cidadãos sobre os serviços de seu interesse.

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