Sai o juiz Sergio Moro,” da Lava Jato, entram os réus do “Centrão”

Foto: Veja

A saída do Ministro Sergio Moro do governo, a troca do Diretor Geral da Policia Federal, a nomeação do Superintende do Rio de Janeiro e o avanço das negociações com os parlamentares do “Centrão”, cuja moeda é sempre a mesma de todos os outros governos, cargos estratégicos na máquina pública por apoio político no Congresso Nacional, é a retirada da máscara, quando a ordem é usa-la para se proteger do vírus.

Durante a campanha eleitoral, Bolsonaro colocou uma máscara de combatente da corrupção, da velha política, do fim da violência, para se parecer com os eleitores brasileiros, que não queriam a velha política.

O eleitor que o apoiou é avesso ao nojento “tomá lá, da cá”, de cargos públicos em troca de apoio político, prática que levou o país ao pico de corrupção, com o vírus se espalhando por dentro da máquina pública e infectando a política nacional, levando a morte grandes figuras nacionais. A máscara caiu.

Os eleitores que votaram em Bolsonaro, desejam que o governo pratique o isolamento e até o lok down, afastando-se dos políticos corruptos do Congresso Nacional. Mas Bolsonaro, começou a tratar a corrupção como uma “gripezinha”, confiando no seu histórico de atleta, retirou a máscara e de peito aberto passou a apertar a mão de políticos infectados, praticando aglomeração de decretos de nomeação em cargos públicos de afilhados infectados não testados pela subnotificação viral.

Sem máscara, é possível que os eleitores vejam o rosto verdadeiro de Jair Messias Bolsonaro. Militar desligado do Exército por comportamento inadequado a carreira militar. Eleito vereador em 1988 pelo RJ e depois sete vezes deputado federal, Bolsonaro passou por sete partidos políticos (PDC, PPR, PTB, PFF, PSC, PSL) a maioria com políticos envolvidos em escândalos de corrupção. Neste muitos anos de mandato, o Presidente aprovou poucos projetos, dentre eles o que autoriza o uso da fosfoetanolamina, substância que ficou conhecida no Brasil como “pílula do câncer” e que teste demonstraram que a substância não tem qualquer efeito contra a doença.

Neste anos se elegendo pelo Rio de Janeiro e participando dos partidos ligados ao “Centrão”, Bolsonaro traz a herança de ligações políticas perigosas e nada modernas. Sua base eleitoral é fortemente vinculada a milicianos e suas relações políticas preferem os caciques da velha política nacional, incluindo Waldemar da Costa Neto, Roberto Jefferson e Arthur Lira.

As bases eleitorais milicianas do Rio do Janeiro, passaram de Bolsonaro, por herança, aos filhos Flavio e Carlos, um deles suspeito de praticar a “rachadinha”, empregar miliciano e ainda esconder o Queiroz. O vereador Carlos, por diversas oportunidades, aparece próximo dos suspeitos de envolvimento no crime da vereadora Mariele Franco.

Para proteger seus filhos, as bases milicianas e se aproximar do “Centrão”, Bolsonaro precisou tirar a máscara, demitir o Sérgio Moro, símbolo da Lava jato, e trocar o Superintende da PF do Rio de Janeiro.

Daqui pra frente, sem mascara, Bolsonaro continuará criando crises políticas como cortina de fumaça para se manter minimamente escondido. Mas a fumaça era um método usado contra malária que não deu certo.

O próximo a cair será Paulo Guedes e suas teses liberais, eles se chocaram com o histórico de Bolsonaro em proteger privilégios de setores do funcionalismo público e gostar de gastar dinheiro público para financiar seu projeto de poder pessoal.

O vírus da corrupção está nas veias do governo e a única forma de matá-lo será encontrando o remédio e a vacina certa. Devemos apostar em pesquisas serias para encontrar as saídas e elas estão na política. Seja com a criação de um movimento que herde o lado positivo do movimento que levou Bolsonaro ao poder, mas que ao mesmo tempo consiga conversar a sociedade da importância de fazer um reforma política, derrubando os atuais partidos corruptos e implantando o parlamentarismo.

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