A desinformação premeditada alimenta as mazelas do nosso tempo

O jornalismo é importantes em qualquer sociedade democrática, desde que seja praticado como ética. A ética simples de qualquer cidadão de não mentir e não levantar falso testemunho, por exemplo.

As informações devem chegar as pessoas limpas, cristalinas, sem preconceitos ou esteriótipos, auxiliando o mais simples do leitor a entender do que se trata.

O jornalista, profissional importante, é pressionado por uma realidade, muitas vezes contrária aos fatos. Diante disso, qual deve ser o seu comportamento. “A ética no jornalismo brasileiro: conceitos, práticas e normas”, publicado em 2019, da jornalistas Angelina Nunes, traça um roteiro preciso cobre os profissionais.

Prêmio Simineral de Comunicação

“A pressão exercida nas redações amplifica o efeito diante do crescente número de demissões. Muitas vozes se calam para manter o emprego. Evitar o confronto é uma forma de sobrevivência. Quem resolve encarar o conflito pode sofrer represálias, que nem sempre são feitas abertamente. Contestar uma ordem, discutir sobre um enfoque da pauta que não acha correto ou não aceitar redirecionar uma reportagem para atender os interesses de “amigos da Casa” são atitudes que podem ser encaradas como um ato de rebeldia.

Se o jornalista em questão tiver um chamado cargo de confiança, pode ser colocado no que chamamos de “geladeira” da redação, ou seja, ser relegado ao limbo. Estar nessa zona que é praticamente um local onde você deveria esperar a remissão do que outros consideram que sejam seus “pecados” é ficar de mãos atadas. Esse sentimento ficou muito presente durante quase dois anos na minha carreira, quando experimentei ver uma equipe sendo dissolvida, projetos arquivados e promoções que nunca vieram.

Olhando na perspectiva de hoje, não há espaço para arrependimentos de ações realizadas. Mas há a constatação de que as consequências chegam de alguma forma, quando um profissional se posiciona de maneira que foge ao controle da chefia imediata. Já ouvi relatos de outros colegas que também passaram pela mesma situação.

Esses dilemas não vão acabar. Eles permeiam a profissão desde que ela existe. Brigar dentro da engrenagem pode ser desgastante e até provocar doenças motivadas pelo stress excessivo, por exemplo. Mas não refletir sobre esses desvios éticos é admitir uma cegueira conveniente.”

O povo simples do Pará recebe noticias de primeira, bem apuradas e checadas? Acho que não. Acredito que a desinformação é mais presente que a informação. Os veículos de comunicação de massa, jornais impressos, rádios, tevês, pertencem a famílias de políticos, tem algum interesse econômico ou religioso.

A desinformação premeditada pode estar na raiz das péssimas escolhas feitas por muitas gerações do povo paraenses e pode estar ai a razão de não sabermos explicar as razões pelas quais não conseguimos mudar o rumo coletivo da nossa sociedade em busca de superar a desigualdade e a pobreza.

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