Ônibus de paraenses que transportava sonhos, termina em desastre e expõe a tragédia da política econômica predatória.

Acidente com ônibus na BR-376 em Guaratuba, que deixou 19 mortos e 31 feridos, na segunda-feira (25), transportava paraenses em busca do sonho do emprego de qualidade, com carteira assinada, direitos garantidos e renda para sustentar a família.
Imagem: G1 – Globo

Entra governo e sai governo, mas o modelo econômico extrativista, explorador das riquezas naturais, in natura, continua o mesmo. Aqui no Pará tem um bordão antigo, que mais parece uma sina: “somos um estado rico com um povo pobre”.

O PIB per capita é alto. O saldo na balança comercial é um dos maiores do país. As exportações paraenses batem recorde. A arrecadação de imposto só aumenta. Somos o primeiro em exportação de vários produtos. Mas o modelo econômico não é capaz de tirar o povo paraenses da condição de miserável e nem consegue gerar emprego de qualidade para sua população.

Foi este modelo predatório, fabricante de pobreza, que fez paraenses jovens e familiares saírem em um ônibus lotado, percorrer mais de 3 mil quilômetros, para morrer sonhando com um emprego.

O que eles queriam não era abandonar sua terra natal, empreender uma aventura de viagem e nem o enfrentar perigo da morte. Queriam apenas trabalhar, viver com dignidade e do suor do próprio rosto. Direito elementar, que o estado onde nasceram não lhes proporcionou.

O governador Helder Barbalho tem se esforçado em muitas áreas e até se esmerado em propagandear seus atos, mas seu Governo não tem projeto de desenvolvimento e de preservação do meio ambiente.

Ele repete o mesmo do mesmo.

Constrói prédios públicos, asfalta ruas. Compra respiradores. Anda por todos os cantos do Pará e se esforça para que seu slogan “Governo por todo o Pará” seja uma realidade, apenas com placas de obras e inaugurações. Mas sua política econômica e ambiental é uma negação. Um zero a esquerda.

O desastres deste ônibus e a morte dos 19 paraenses, está sendo vista pela imprensa local apenas pelo lado da tragédia humana e dá dor das perdas de vida. O Governo é tão raso que tratou o caso apenas pelo lado da segurança pública.

Vamos prantear nossos 19 conterrâneos, cujo nomes, para lembra-los, está listado aqui e as homenagens soaram no coração de seus parentes e amigos que por que aqui ficaram.

  • Alexandre Costa da Cruz – 26 anos
  • Andreia Miranda dos Santos – 27 anos
  • Antonio Carlos Teixeira Lima – 41 anos
  • Carlos Henrique Da Silva Teixeira – 14 anos
  • Christopher Silva – idade não confirmada
  • Dailson Ferreira Pimentel – 32 anos
  • Emanuele Cristina Martins Miranda – 26 anos
  • Emanuelle Pinheiro – idade não confirmada
  • Gabrielly Pinto Favacho – 21 anos
  • Geovanna Cristina Pacheco Pinheiro – 20 anos
  • Iracelma de Carvalho e Souza – 47 anos
  • Iranilda Carvalho de Souza – 54 anos
  • João Paulo Ferreira Santos – 19 anos
  • José Renan da Silva Souza – 18 anos
  • Juliane de Jesus Botelho Garcia – 23 anos
  • Roni Cristian Pinheiro de Almeida – 21 anos
  • Thyago dos Santos Barros – 32 anos
  • Valdenilson Gurjão de Souza – 22 anos
  • Yasmin Carvalho de Souza – idade não confirmada

Fiquemos cientes que outros tantos paraenses continuarão fugindo em ônibus fretado ou ônibus de linha regular em busca de trabalho digno, que sabem não encontrarão por aqui.

Fazem desta aventura a porta de saída ou da esperança para não ser mais um sem emprego ou com trabalho informal, quando muito, nas filas dos auxílios indigentes ou até, infelizmente, aumentando as estáticas da enorme população carcerária, que entope as casas penais e os fóruns em audiências de custódia e nas sessões processuais penais.

O governador Helder Barbalho é jovem, está com todo gás, tem experiência e tempo de mandato, ainda dá para sair da mesmice, do populismo e do excesso de palanque eleitoral. Se quiser, pode escrever seu nome e o de sua família construindo um corajoso programa de desenvolvimento econômico, baseado na sustentabilidade, na geração de emprego e renda.

O destino, Governador, está lhe dando a oportunidade de mudar o futuro de jovens pobres de periferia. O Senhor tem a caneta, o apoio político e popular suficiente pra construir um novo futuro para o nosso Pará.

Faça um compromisso sobre o caixão destes dezenoves paraenses que a partir deles nem um jovem talentosos e trabalhador do nosso estado precisará se arriscar a morrer para sonhar com um emprego digno.

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