Morre o professor e jurista Zeno Veloso

​Faleceu o professor e jurista Zeno Veloso. Estou abalado. Éramos grandes amigos. Eu o admirava. Era seu fã.

Vivi ao seu lado muitas experiências e recebi muitas lições de vida. Um excelente parceiro viajem, literalmente.

Me permitam contar nossa viagem a Cuba, representando os deputados estaduais brasileiros, em uma missão diplomática, como observador eleitoral designado pela OEA.

Observamos as eleições gerais cubanas de 1998, quando o comandante Fidel Castro foi eleito deputado e em seguida, escolhido pelo parlamento como presidente do país. Sim, estais admirado? Cuba tem eleições, muitas consultas populares.

Antes da missão diplomática eleitoral, aproveitamos e fomos a casa do fotografo Alberto Corda, autor da célebre fotografia de Che Guevara, levar-lhe um livro do fotografo Gui Veloso. Estivemos na casa da mãe da maestrina do Conservatório Carlos Gomes, Maria Antonia. Mas foi na faculdade de direito da Universidade de Havana que testemunhei a importância deste jurista paraense.

Fomos recebido pelo decano da Universidade e Zeno disse que deseja avistar-se com a professora de direito de família Garcia Mezza.

O Decano, muito atencioso, providenciou o encontro e Zeno Veloso foi convidado por ela para ouvir a aula magna, do inicio do ano letivo do curso de direito, que seria ministrado pela professora Mezza.

Fomos os dois. Zeno gentilmente me levou. Eu, com uma máquina fotográfica nova, ainda não usada, prometi registar o momento singular. O evento era no auditório lotado onde estudou Fidel Castro.

Fomos convidados a sentar e a palestrante, nervoso diante de um ídolo, apresentou o professor e jurista Zeno Veloso ao auditório lotado.

Não satisfeita, a professora Cubana fez algo inédito, pediu que Zeno falasse de improviso aos seus alunos. Veloso, que dominava o tema direito de família como poucos, deu um verdadeira aula-show.

Eu, um paraense orgulhoso, fotografava tudo, sem perder uma só pose.

Terminada a aula, voltamos para o Hotel e Zeno ansioso queria revelar o filme. Era máquina fotográfica analógico. Ainda não tinha as digitais. Na primeira oportunidade, fomos a uma loja de fotografia revelar o tão esperado registro daquele momento importante na carreira do mestre. Para minha surpresa, o filme não rodou na bobina da máquina e nem uma imagem foi registrada.

Zeno Veloso quase chora, mas, bem humorado, levou na esportiva, porém me fez prometer que seria seu testemunho de que o fato realmente aconteceu.

Esta o aqui o registro, Professor. Eu vi o quanto o Senhor foi importante para o direito não só do Brasil. Do mundo. Descanse em paz, Mestre.

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