Bolsonaro prometeu, os verdes o farão cumprir a meta do clima

No pronunciamento perante os líderes mundiais, o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, prometeu antecipar a meta climática do Brasil em dez anos, prometeu ainda fortalecer os órgãos de fiscalização e zerar o desmatamento ilegal da Amazônia.

O Bolsonaro deste discurso, não é o mesmo das ações de seu governo, tão pouco se parece com aquele Presidente da República que assistiu seu Ministro do Meio Ambiente dizer que o governo deveria aproveitar a pandemia, quando todos estavam ocupados com o combate ao coronavírus, e passar a boiada do desregulamento das regras de proteção ambiental.

O Bolsonaro do discurso da Cúpula do Clima, também não é o mesmo que dificultou o prosseguimento do Fundo Amazônia e agrediu os países amigos do Brasil que fizeram doações para as ações de meio ambiente.

O Bolsonaro de hoje não é o mesmo que permitiu ao seu Ministro atacar as ONGs ambientalistas, enfraquecer o Conselho Nacional de Meio Ambiente, o IBAMA, o IcmBio e a fiscalização federal, acabando com a efetividade do sistema de comando e controle.

Por que devemos acreditar no Bolsonaro de hoje, que dá uma pedala climática, se o Bolsonaro de ontem nada fez de parecido com o seu discurso na Cúpula do Clima?

O Presidente do Brasil estabeleceu uma meta no seu discurso: garantir a neutralidade climática até 2050. É uma meta importante e necessária para auxiliar o Planeta a vencer o aquecimento global.

O Brasil terá muito trabalho pela frente neste 30 anos que nos separam do prazo que foi estabelecido.

De acordo com World Resources Institute, as principais atividades geradoras de gases de efeito estufa no mundo são: Geração de Eletricidade e Calor (24,9%); Indústria (14,7%); Transporte (14,3%); Agricultura (13,8%); Mudanças no uso do solo (12,2%); Outros combustíveis (8,6%); Processos industriais (4,3%); Lixo (3,2%); Emissões de gases provenientes de equipamentos de pressão (4%).

No Brasil, as atividades que geram os gases de efeito estufa são: Uso de Florestas e Terras (61%); Agricultura (19%); Geração de energia (15%); Atividades da indústria (3%); Tratamento de resíduos (2%).

Zerar o desmatamento ilegal da Floresta Amazônica, tornar a agricultura brasileira ambientalmente sustentável, substituir o uso de combustíveis fósseis por energias renováveis, tratar o lixo e esgoto das cidades, nos empurraram para o centro da meta.

A meta foi estabelecida e oficializada perante o Mundo, pois será a nossa bandeira daqui por diante. Cobraremos políticas públicas dos governos e ações concretas das empresas e dos cidadãos na busca de alcançar o que foi prometido em nome do Brasil.

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