As cidades, como espaço coletivo, necessitam de soluções coletivas: Belém precisa de um sistema público de transporte.

Belém tem um trânsito caótico e um transporte público de péssima qualidade. Só o fato de termos ônibus sem ar condicionado em uma cidade que fica localizada na linha do Equador, onde o sol se projeta a 90º, já é a fotografia da tragédia e do abuso. Sem contar que são ônibus velhos, sujos e sem manutenção.

As cidades, como espaço coletivo, necessitam sempre de soluções coletivas. As ações individuais, principalmente de mobilidade urbana, brigam com a lógica coletiva da cidade.

Está certa a frase: “A cidade avançada não é aquela em que os pobres andam de carro, mas aquela em que os ricos usam transporte público” ela foi dita pelo urbanista Enrique Peñalosa, um politico Colombiano que foi prefeito da cidade de Bogotá.

Para que todos os cidadãos, independente de classe social e distância use o transporte público, este transporte deve está integrado em um sistema inteligente e eficiente, com veículos limpos, confortáveis, pontuais, de fácil acesso e integrado aos mais diversos modais de transporte.

Um sistema assim não brota do chão e nem vence o modus operandi sem esforço, planejamento, participação e determinação de administradores públicos comprometidos com a qualidade de vida dos habitantes da cidade, preservando o coletivo em detrimento do individual.

Enquanto isso não acontece, as pessoas vão buscando se deslocar, uma necessidade premente de todos que habitam em uma cidade. Trabalhar, estudar, comprar, se alimentar, ter lazer, visitar amigos, conhecer pontos importantes do espaço urbano, tudo impulsiona o ir e vir, um direito básico, que será feito apesar do poder público.

Andar, pedalar, ir de motocicleta, de carro. Os moradores da cidade sempre se deslocaram em grande quantidades, provocando impacto ambiental pela queima desesperada de combustível fóssil, que emite partículas tóxicas, causando inúmeras doenças respiratórios a um custo financeiro exorbitante.

Um sujeito de 85 quilos, usando uma massa de metálica de mais de 1500 quilos para se deslocar no espaço urbano é uma grande idiotice.

O caos no trânsito, os acidentes, o estresse, as doenças decorrentes desta ausência de um sistema de transporte público sempre cobrará o preço dos habitantes da cidade, pois, como disse anteriormente: As cidades, como espaço coletivo, necessitam sempre de soluções coletivas.

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