Voto impresso, bolsa família e precatórios

Nesta semana, você ouvirá falar de três assuntos: voto impresso, bolsa família e precatórios. O Presidente da República pautou os três temas.

O voto impresso foi derrotado na comissão especial, mas o presidente da Câmara dos Deputados resolveu levar o assunto para o plenário. O Presidente vai ao Congresso Nacional apresentar uma PEC reajustando o Bolsa Família e usando o dinheiro dos precatórios para financiar este reajuste.

Tudo tem a haver com a reeleição.

O presidente, com a polêmica do voto impresso busca alcançar dois objetivos: colocar suspeita sobre os processos eleitoral e mobilizar a sua audiência em torno do tema. Conseguiu, mesmo que o voto impresso seja derrotado na Câmara dos Deputados.

Jair Bolsonaro não está preocupado com o resultado da votação no Legislativo, quer apenas garantir 25% dos eleitores radicais e de direita aquecidos para defendê-lo. Estes aliados bolsonarista não tem provas de fraudes, porque fraude não teve, mas isso pouco importa.

Com a Proposta de emenda constitucional sobre o bolsa família, Bolsonaro busca diminuir a rejeição entre os mais pobres. A área econômica previu uma bolsa de trezentos reais, mas a equipe do candidato Bolsonaro quer mais, precisa de impacto e que isso se transforme em apoio político e voto nas urnas. Mas não tem dinheiro público para pagar esta conta. Se conseguir aumentar o valor do Bolsa Família, claro, terá garantido mais 25% e chegará ao segundo turno, com certeza.

Quem pagará a conta desta bondade com o chapéu alheio?

O Governo Federal não tem receita nova e nem produz nada. O dinheiro que financia estas políticas tem duas fontes, vem do imposto ou do corte de despesas.

Imposto novo e nem aumentar a carga tributária é possível, pois o Brasil tem uma das maiores e mais injusta carga tributária do mundo.

Cortar despesas significa desalojar aliados, mas isso não é possível depois que Bolsonaro entregou a caneta de nomeação para Ciro Nogueira, líder do centrão, grupo parlamentar campeão de fisiologismo.

Sem alternativa para aumentar receita ou cortar despesas, a equipe econômica resolveu dar o calote não pagando as dívidas privadas, inscritas em precatórios vencidos.

Precatório é a divida decorrente de condenação judicial em valores acima de 60 salários mínimos.

O governo não te pagou, você recorre para o Judiciário, leva anos brigando com o Governo tendo direito a prazo em dobro, após um longo e sofrido tempo de peleja judicial, quando o governo não pode mais recorrer, os valores são inscritos em precatórios, vai para o orçamento gera obrigação e deve ser pagao na ordem de vencimento.

O Bolsonaro não vai pagar, vai parcelar através de uma PEC e usar este dinheiro para financiar a sua reeleição, fraudando a vontade popular com dinheiro público e tomado dos credores.

Finalizo dizendo que o eleitor, pobre eleitor, precisa saber que a democracia brasileira é fraudada, não pela ausência de voto impresso, mas por manobras políticas, uso da máquina pública, conchavos, negociatas, toma lá da cá, etc.

Quem rouba as eleições são os políticos espertos e não a coitada da urna eletrônica, apenas uma máquina inocente de registrar de votos.

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