Bandidos roubam mais de 3 bilhões em ouro em território paraense

Através de documentos fraudulentos e conivência de autoridades, bandidos destroem o meio ambiente e retiram ilegalmente toneladas de ouro em território paraense, sem que os órgãos ambientais, policias, ministério público e políticos dessem um pio. Foi o que revelou a reportagem do programa Fantástico da Rede Globo.

Apenas os 3 bilhões de reais em bens e dinheiro, bloqueados pela Policia Federal, obtidos com a exploração ilegal de quase 4 toneladas de ouro, bem da União, pertencentes ao povo brasileiros, seriam suficientes para pagar auxilio de R$600,00 para mais da metade de toda a população paraense.

Os bandidos montaram uma empresa de fachada para lavar dinheiro de garimpos ilegais, tudo com licenças da Agência Nacional de Mineração – ANM e dos órgãos ambientais do Pará.

Até a Prefeitura de Itaituba, do prefeito Walmir Clímaco, que comprou aviões e lanchas por milhões, forneceu licença ambiental ilegal para que o bandidos cometessem os crimes.

A exploração de ouro é regulada por uma extensa legislação, incluindo a que tratar dos impactos ambientais.

As riquezas do subsolo, conforme determina a Constituição Federal, pertence ao povo brasileiro, através da União, cuja exploração pode ser feita través de concessão. A ANM primeiro autoriza a pesquisa e, só depois de conhecer o tamanho da mina e seu potencial, expede a concessão para mineração da substância, com a obrigatoriedade da empresa pagar um percentual ao estado de tudo que for retirado.

A empresa, em todas as fases, é obrigada a obter dos órgãos ambientais as licenças correspondentes, comprometendo-se, após a exploração mineral, recompor toda a área minerada, deixando tudo como encontrou.

Os bandidos, usaram documentos falsos, licenças ilegais para exploração área, que a princípio, nem poderia ser liberada por trata-se de área ambiental.

Todo o ouro retirado, através de garimpos ilegais, no lugar de financiar políticas públicas para superação da pobreza, financiava vida de luxo para lideres da organização criminosa.

Os donos da empresa, moravam em uma mansão em Novo Progresso e usavam empresas de fachadas em outros estados para lavar todo o dinheiro obtido com crimes ao patrimônio do povo paraense e ambientais. Pelo menos o correspondente a 200 campos de futebol forma destruídos pelos criminosos.

A exploração ilegal de ouro e outros minérios no Pará só pode ser feita com apoio de políticos, que fecham os olhos para o crime.

Os deputados estaduais, que usam a tribuna da Assembleia Legislativa para criar o Dia Estadual do Garimpeiro, lei sancionada pelo governador do estado, nos devem muitas explicações.

A imprensa paraenses, perdeu a capacidade de praticar o jornalismo investigativo e informativo, levando informações para que o cidadão tome consciência de que está sendo roubado no presente e tendo seu futuro comprometido por criminosos e seus comparsas.

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