Mensagem de Feliz Círio 2020 do Papo sobre os jornais de domingo

Papo sobre os jornais de domingo é uma live que faço toda semana. Nunca fiz dia do Círio.

Quem não é paraense nem pode avaliar o tamanho da fé e a quantidade de energia que emana das ruas, vinda diretamente diretamente do coração de pessoas humildes ou de classes sociais mais bem aquinhoadas.

É a única festa que une todas as pessoas do Pará.

Neste ano, o Círio sem procissão por causa da pandemia e para seguir as orientações da OMS, nos permitiu gravar e postar uma mensagem. Assista e deixe seu comentário nesta corrente de amor ao próximo.

Seu candidato tem solução para os alagamentos de Belém?

As campanhas dos candidatos a prefeito de Belém seguem o ritmo de sempre. Falar bem de si mesmo e meter o pau no adversário. Só que agora isto também é feito nas redes sociais, pelos militantes e apoiadores, enchendo os perfis pessoais de ataques aos adversários.

Esse modus operandi é até normal para a forma atrasada de fazer política entre os brasileiros. Agora eu quero ver debater os problemas da cidade e apresentar soluções.

Vamos a um deles: os alagamentos.

A cidade alagava na época em que Edmilson era Prefeito? Sim. Alagava na administração Duciomar? Sim. Alaga agora no período do Zenaldo? Sim.

Basta cair uma chuva forte e coincidir com a maré alta para parte das ruas da cidade alagarem. O escoamento é mais rápido que em outros lugares. Mas que alaga, alaga.

Vamos ao diagnóstico do problema. Belém está numa cota baixíssima em relação ao nível do mar. As áreas baixas da cidade foram ocupadas desordenadamente. Uma parte da população não colabora e atira entulho nos canais, entope os bueiros com sacos e garrafas plásticas. Resultado são os constantes alagamentos em todas as administrações, exceto no tempo de Antonio Lemos, quando a população ainda era diminuta.

Para desobstruir canais e fazer o escoamento das águas decorrentes de grandes precipitações é necessário ter projeto de engenharia adequado, altas somas de receita para investimentos, receitas que vão além da capacidade de arrecadação do município, indenizar e remanejar moradores cuja moradias obstruem a livre passagem das águas e respeitar a natureza, fazendo-se aliado dela.

O seu candidato tem solução de esquerda, de centro ou de direita para este problema eterno? Isto sim é muito mais importante que debater ideologias ou idade da pessoa.

Por que o TCE mudou? | Lúcio Flávio Pinto

Reproduzo a seguir a nota pública que acaba de distribuir, o sindicato que reúne os servidores do Tribunal de Contas do Estado questiona a aprovação das organizações sociais que atuaram no combate ao coronavírus. É o oposto da campanha publicitária desencadeada pelo governo do Estado na televisão. ______________________ O SINDICATO DOS SERVIDORES DO TRIBUNAL DE…
— Ler em lucioflaviopinto.wordpress.com/2020/10/07/por-que-o-tce-mudou/

É Círio, outra vez

Eu sempre me preparo para o Círio. Isto já se vão mais de 60 anos. Conheço tudo da Festividade. Todos os passos. Todos os momentos, tenho de cor e salteado. Este ano, ainda não sei o que fazer. Estou perdido. É como se me encontrasse no meio do mar, sem bússola, sem as estrelas e sem rumo.

Minhas primeiras lembranças da Festa vem do papai vestido de branco, roupa de linho, engomada no ferro a carvão, pés descalços, nos levantando no ombro, ali na Praça dos Estivadores, em frente a Folha do Norte, mirando os galpões da antiga SNAPP, que encobriam a vista para Baia do Guajará, para vermos a passagem da Berlinda, com a Santinha, quando a sirene tocava e os fogos pipocavam ensurdecendo e levantando uma nuvem com cheiro de pólvora queimada.

Quando os fogos silenciavam, os alto-falantes da Rauland voltam a ser ouvidos e o povo retomava a marcha, com seus potes de água e os alguidares de cheiro cheiroso, rumo a subida da Presidente Vargas. Papai cortava caminho pela Primeiro de Março, para boiarmos depois da Berlinda e seguir para o Guamá de ônibus.

Não íamos até a Basílica. A visita a Santa faríamos depois, junto ao tradicional passeio no largo de Nazaré.

Em outubro sempre me desperta sentimentos vindos do cheiro da cidade e do próprio Círio. Cheiro de maniçoba. Cheiro de tucupi. Cheiro de pessoas. Cheiros de fé.

Eu ainda estou incrédulo como foi que um minúsculo ser, passado de um animal para um humano, lá na China, teve a força de mudar o Círio aqui no norte do Brasil.

Esta semana, a semana do Círio está sendo estranha na minha vida. Já comprei maniva. Comprei e vamos fazer a maniçoba para o almoço de domingo. Será o primeiro sem o Seu Hildebrando, meu sogro, falecido antes da pandemia.

Quando estava me preparando para ter um domingo sem ele na sala da minha casa, o que já era bem difícil, veio este tsunami que varreu uma tradição que começou em 1793.

Vou manter a fé. Vou evitar aglomerações. Vou seguir a programação oficial e reconheço o esforço dos Padres Barnabitas e da Diretoria da Festa. Mas que vai ser duro passar por esta provação, tenho certeza que vai.

A corrupção na saúde em tempos de Helder Barbalho

A quantidade de crimes relatados pela reportagens do Fantástico da Rede Globo, assusta a qualquer membro de facção criminosa. Ainda mais quando sabe-se que o dinheiro roubado faltou para salvar vidas de paraenses, pobres e sem outra alternativa que não o serviço público. O mais grave e chocante foi saber que um dos chefes da quadrilha usava o dinheiro roubado para pagar orgias com garotas de programa.

Tudo tem que ser apurado e muito bem esclarecido. Com dinheiro público não se brinca.

Dois secretários de estado, um assessor direito do Governador Helder Barbalho. O próprio Governador é acusado de chefiar o esquema de desvio de recursos da saúde. A defesa dele tem que nos convencer de suas inocência, caso contrário, não há outro caminho que não seja o impedimento do seu mandato.

As críticas mal intencionadas ditas pelos adversários políticos podem prejudicar a cidade.

Nas eleições dar-se ênfase as críticas severas aos políticos que está no cargo, pouco ao debate dos problemas da cidade e as propostas para solucioná-los. Isto porque quem avalia os prefeitos e os problemas da sua administração são os adversário.

Os prefeitos deveriam ser avaliados pelos cidadãos. Quem tem interesse que a cidade funcione bem, com todos os serviços públicos em perfeita ordem não são os adversários do prefeito. Estes estão interessados em galgar o cargo público em disputa eleitoral.

Quem mora em Belém não deixa de elogiar obras como a Praça Batista Campos, as mangueiras das principais avenidas, os Bulevares, o Mercado de São São Braz, o Bosque Rodrigues Alves, o planejamento do bairro do Marco, como suas ruas e quarteirões bem medidos. Tudo são obras da Administração de Antonio Lemos, um dos melhores prefeitos que já passou por esta terra. Mas aos olhos de seus adversários, Antonio Lemos não tinha este cartaz que hoje a atual geração reconhece nele.

A lógica dos adversários políticos é injusta e obedece um só padrão, resumido na frase folclórica: meus amigos não tem defeitos e meus adversários não possuem virtudes. 

Foi usando essa lógica, que os adversários de Antonio Lemos, insuflados por Lauro Sodré e seus aliados, atacaram o prefeito de forma brutal e vil: “Em 1912, Lemos teve sua residência e o jornal de sua propriedade, A Província do Pará, incendiado pela população e por seus inimigos políticos, tendo sido expulso da cidade após este ato” http://www.snh2013.anpuh.org/resources/anais/27/1371341559_ARQUIVO_Acidadeconcedida-ANPUH2Final.pdf

Zenaldo Coutinho, atual prefeito de Belém, trabalhou muito. Administrou em plena crise econômica, quando o município perdeu mais de um bilhão em receitas. Não se meteu em escândalos de corrupção. Buscou soluções para os mais diversos problemas da nossa comunidade. 

Vale destacar que o Prefeito Zenaldo foi gigante no combate ao coronavírus. Não abandonou ao povo no momento mais crucial, quando a população precisou enfrentar a pandemia. Deu conta do recado! 

Ao dizer isso, faço como provocação e sei que para muitos, serão estes parágrafos que irão dominar os comentários ao texto, torna-dos mais importante que o tema central do texto.

Mas é bom que se diga, o Prefeito atual de Belém não solucionou todos os problemas que uma cidade do porte de Belém apresenta. Nem era possível chegar a este resultado, uma vez que os recursos são sempre escassos para tanto que a Cidade exige e merece. 

Os entulhos jogados pelos moradores nas esquinas, levados por carregadores em seus carros de madeira, em todas as esquinas, dando a cidade um aspecto de sujeira, é uma dessas travancas sem uma boa e eficiente saída. 

Tem muitos outros entraves que, se resolvidos, facilitariam a vida da coletividade. São casos a espera de propostas eficazes. 

Se pedirmos para o Edmilson Rodrigues ou José Priante avaliar a administração de Zenaldo Coutinho, ouviremos uma repetição do que os lauristas diziam de Lemos, basta pegar uma noticia da época, publicada no jornal de oposição a Folha do Norte e onde estiver o nome de Antonio lemos, trocarmos por Zenaldo. Não trabalhou. Abandonou a cidade. Quer entregar a iluminação pública para seus aliados.

Lemos foi acusado de favorecer o engenheiro Francisco Bolonha, ao conceder a ele o direito de construir quiosque para funcionar como tabacaria e poder explorar as concessões por alguns anos. O povo, insuflado, quebrou os quiosque, sobrando apenas o Bar do Parque, que é uma joia da arquitetura urbana de Belém.

Os opositores e críticos de Zenaldo Coutinho, usarão como exemplo aquilo que ainda ainda não funciona em Belém e atribuirão a responsabilidade ao atual gestor, sempre carregando nas tintas para pintar o bicho ainda mais feio do que realmente é. 

O cidadão, justo como deve ser um bom cidadão, dirá, com justiça, que um prefeito não pode realizar tudo num só mandato e esperará que os candidatos a sucessão do atual gestor apresentem boas saídas e poucas críticas. 

Insistir em exagerar nos ataques para esconder sua incapacidade de apresentar propostas viáveis para melhorar a cidade é o que não se espera dos candidatos. Os eleitores, na urna, saberão julgar bem. 

Os candidatos devem deixar as criticas e a baixaria de lado para olhar  os desafios da cidade e ter coragem de apresentar soluções factíveis. Também seria bom que soubéssemos com que equipe pretendem governar.  Sim. O bom prefeito não é aquele que fala muito, gesticula como se desejasse incutir nos outros sua mensagem. Também não aquele que apresentasse como membro do poder familiar. 

Um prefeito não governa sozinho. Precisará de uma boa equipe de planejamento, outra de gestão, os que saberão arrecadar, engenheiros e técnicos de trânsito e transporte, pessoal para aplicar educação de qualidade, equipe da saúde… Sem equipe boa, nada feito. 

Antes de encerrar, indo para os finalmente, é bom que se registre que os detratores de Antonio Lemos, eram os seguidores de Lauro Sodré, que depois viraram apoiadores do General Magalhães Barata. Os baratistas foram apeados do poder em 1964, retornado apenas em 1983 na figura modernizada de Jader Barbalho, um jovem feito líder político pelo pai, Laércio Barbalho. Vendo assim, ficamos com a certeza que por aqui a história se repete.

Ser justo com as coisas boas do gestor e exigir que os postulantes ao cargo encarem os problemas sem solução é o que importa ao cidadão. O embate político nos ajuda a conhecer os concorrentes, mas não interessa para o futuro da cidade.

Quem é Parsifal Pontes, preso pela PF, na operação S.O.S?

Os políticos importantes do país sempre contaram com a figura dos operadores financeiros e políticos. As vezes, um só faz as duas missões. Collor tinha o Paulo Cesar Farias, morto no curso dos escândalos que resultaram no impeachment do primeiro presidente eleito pelo voto direito após redemocratização do país. FHC, contava com a ação de Sergio Mota, aquele que privatizou as teles e a Vale do Rio do Doce. Lula, tinha como braço esquerdo Zé Dirceu e Delúbio Soares, alcançados no escândalo do Mensalão. O operado de Temer, era o Coronel Lima, acusado de ser o caixa forte e pagar até as despesas pessoais da filha do ex-Presidente. A figura de Alkmin e dos tucanos paulista está ligada a Paulo Preto, o homem da DERSA e das obras viárias operadas pela Construtora Odebrecht.

O operador de Helder Barbalho é mais que um simples operador financeiro e político. Funciona como se fosse um tutor (um José Bonifácio Andrade e Silva no tucupí) designado pelo pai, Jader Barbalho, para cuidar da carreira e dos passos políticos do filho, o futuro “Rei do Norte”.

Que ambição!

Parsifal exerce esse mister desde a primeira campanha de Governador do Estado, quando Helder foi derrotado por Simão Jatene. Foi para Brasilia quando Helder exerceu os cargos de Ministro. Organizou a segunda campanha, coordenou a transição após a vitória eleitoral, montando em seguida o Governo.

Foi Parsifal quem indicou os auxiliares diretos de Helder, inclusive o Chefe da Policia Civil, Alberto Teixeira, que é seu cunhado, acusado de fazer espionagem contra adversários políticos e suspeito de atrapalhar as investigações em curso, usando um equipamento sofisticado, adquirido por R$ 5 milhões.

O Ministro Falcão e o delegado da PF, que deu a voz de prisão para Parsifal, até suspeitam da importância do preso, mas quem é da política tem certeza do seu papel decisivo na vida, na carreira e na administração do mandato de Helder Barbalho.

Parsifal Pontes é uma pessoa de fino trato, fala mansa, usa o vernáculo como poucos, é afável, um bom interlocutor e de cultura vasta, capaz de sustentar um papo por muitas horas.

No seu perfil oficial consta que já lecionou em uma universidade americana:

“Parsifal Pontes é formado em direito e engenharia mecânica, já foi professor em Chicago (EUA), prefeito de Tucuruí, Secretário Geral da Associação Brasileira de Prefeitos, Presidente da Associação dos Municípios do Araguaia e Tocantins – AMAT, Presidente da Federação das Associações de Municípios do Pará (FAMEP), Presidente da União dos Municípios Energéticos do Brasil, Presidente do Consórcio dos Municípios Paraenses Alagados pelo Rio Tocantins, Membro efetivo do Conselho Fiscal da Confederação Nacional dos Municípios, Presidente do Consórcio dos Municípios Paraenses Alagados pelo Rio Tocantins, Coordenador Regional da FUNASA no Estado do Pará, Defensor Público do Estado do Pará, Deputado Estadual e Presidente da Companhia Docas do Pará (CDP).”

Parsifal Pontes foi primeiro vice-prefeito de Tucuruí, por onde iniciou sua carreira política como companheiro de chapa do Prefeito Navegantes, ocasião em que estimulou a divisão territorial municipal, resultando em grande vantagem, uma vez que Tucuruí praticamente não tem zona rural e recebe uma bolada mensal de taxa de uso de recursos hídricos proveniente da Hidrelétrica.

Sucedeu o prefeito Navegantes e exerceu o cargo de prefeito por duas vezes, quando tencionou voar muito mais alto, incluindo uma disputa ao cargo de vice-governador, momento em que ganhou definitivamente a confiança de Jader Barbalho, seu companheiro de chapa na disputa em que foram derrotados por Almir Gabriel, transformando-se em homem forte do emedebismo paraense.

Apesar do Governador Helder Barbalho, através de nota pública, dizer que não tem qualquer irregularidade em seu governo, o Diário Oficial do Estado amanheceu com duas exonerações para uma mesma pessoa, Parsifal Pontes. O ex-chefe da Casa Civil foi exonerado de duas secretarias de estado, cargos que ocupava cumulativamente

A prisão de Parsifal, dada a sua importância no cenário político e na carreira de Helder Barbalho é, sem dúvida, um choque para classe política paraense e uma desarrumação em todo o esquema montado para que o MDB paraense mantenha-se no poder.

Parsifal Pontes é profissional e dele não espere delação premiada ou outra e qualquer atitude amadora. No mais, devemos aguardar os desfechos das investigações e confiar na Justiça brasileira para que não haja injustiça e nem impunidade.

P.S.: Após publicar este texto, lembrei-me que o esquema de poder dos Barbalhos sempre contou com préstimos de operadores, seja político ou financeiro. Por isso, resolvi acrescentar este post scriptum, e até peço desculpas a quem já leu o artigo sem ele, com o nomes de alguns destas figuras importantes dos bastidores da política paraense, que hoje estão em outros cargos e até sumiram do cenário político. São eles: Henry Kayath, Hamilton Guedes, Domingos Juvenil, Manoel Ribeiro, Artur Tourinho, Cel Adalvani, Fernando Ribeiro, Antonio José. Não estão todos aqui e alguns ficaram pelo caminho da vida ou receberam alguma sinecura como paga pela sua fidelidade ao grupo.

Helder Barbalho é alvo de uma segunda ação que apura corrupção na saúde pública em tempo de COVID-19

Um bilhão e duzentos milhões de reais é o prejuízo para saúde dos paraenses, causado por roubo, por desvios e corrupção praticadas por uma ORCRIM – Organização Criminosa, que segundo o Ministério Público Federal, tem como líder o próprio Governador do Estado, Helder Barbalho, filho do senador Jader Barbalho, da deputada federal Elcione Barbalho e primo do também deputado federal e postulante ao cargo de Prefeito de Belém, José Priante.

No pedido feito ao STJ, os investigadores do MPF afirmam que “o governador do Estado do Pará, Helder Barbalho, tratava previamente com empresários e com o então chefe da Casa Civil sobre assuntos relacionados aos procedimentos licitatórios que, supostamente, seriam loteados, direcionados, fraudados, superfaturados, praticando prévio ajuste de condutas com integrantes do esquema criminoso e, possivelmente, exercendo função de liderança na organização criminosa, com provável comando e controle da cadeia delitiva, dado que as decisões importantes acerca dos rumos da organização criminosa lhe pertenciam”.

https://www.poder360.com.br/justica/pf-mira-suposto-desvio-de-r-12-bilhao-em-contratos-da-saude-no-para/

A Operação desencadeada pela Policia Federal, foi autorizada pelo ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça, que determinou, além da busca e apreensão no Gabinete do Governador, a prisão de seus auxiliares direitos. Foram presos temporariamente o secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia e ex- chefe da Casa Civil, Parsifal Pontes; o Secretário de Transporte, Antônio de Padua e o assessor especial, Leonardo Maia Nascimento.

O grupo criminoso é acusado de praticar os seguintes crimes: fraude a licitação, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Todos este crimes, investigados pelo Ministério Público, Polícia Federal e Controladoria Geral da União, visaram combinar e superfaturar preços de serviços de saúde para população, dirigindo os contratos públicos para as empresas de membros da ORCRIM, arrombando os cofres do Estado e causando prejuízos financeiros e a saúde de pessoas.

A operação S.O.S da PF é a segunda só este ano, tendo como alvo a ORCRIM que se apossou do Pará, parece que com único objetivo fazer fortuna fácil. O Governador Helder Barbalho também foi alvo de um outra operação de combate a corrupção denominada PARA BELLUM, na qual, por determinação do ministro Francisco Falcão, teve R$ 25 milhões de bens bloqueados.

O líder dos criminosos, no sentir do MPF, Helder Barbalho, é dono de uma enorme cadeia comunicação de massas, formada por rádios, televisão, portal e jornal e através destes veículos de comunicação tenta driblar a gravidade dos fatos, negando tudo, se dizendo perseguido ou usando seus meios de comunicação para jogar lama em todos que se opõe aos inaceitáveis crimes com o povo paraense.

A ORCRIM conta ainda com o estranho silêncio das forças política ditas de esquerda, de sindicatos e de organizações da sociedade civil. Que nem uma nota ou um pequeno suspiro se descontentamento ou defesa do erário emitem.

O espantoso é ver o Ministério Público Estadual, o TCE e a Assembléia Legislativa do Estado, órgão responsável por fiscalizar o Poder Executivo, quedar-se inerte, sem uma só manifestação oficial que explique a ausência de cumprimento do seu dever constitucional ou ajude a população a compreender a gravidade das acusações contra as mais altas autoridades do Estado.

Os desdobramentos ainda vão render outras ações e o processo contra os envolvidos, que correrão na Justiça Federal, com as provas coletadas durante as buscas e apreensões e as prováveis confissões dos presos.

Enquanto não se tem um desfecho jurídico, o povo do Pará seguirá sofrendo os prejuízos dos desvios das vultuosas somas de dinheiro público da saúde e de todas as consequências dos desgastes públicos para imagem do estado.