Por que os radicais de direita e de grupos religiosas não apoiam Edmilson Rodrigues?

Estão distribuindo, por meio de WhatsApp, o texto abaixo, como justificativa de grupos religiosos, bolsonaristas e de direita para derrubar a candidatura de Edmilson Rodrigues. Ao mesmo tempo, usam o espaço da campanha eleitoral, para guerrear ideologicamente com temas que são caros a humanidade, muitos deles já consolidados na Declaração Universal dos Direitos Humanos e na Carta de São José da Costa Rica.

O pensamento esboçado nas afirmações mentirosas, equivocadas, preconceituosas, mostram que existem hoje no país grupos trabalhando pelo retrocesso, pela barbárie e contra estes grupos deveriam se unir todos os democratas e humanistas deste país.

Vou reproduzir o texto e fazer em cada tópico, e em texto destacado, um breve comentário para orientar o nosso debate sobre o assunto. Os meus comentários estarão entre parenteses.

POR QUE EU NÃO POSSO APOIAR EDMILSON E A ESQUERDA PARA BELÉM?

Essa não é uma questão partidária, mas cultural. Está muito acima de qualquer partido ou grupo político. É uma guerra ideológica e espiritual entre a luz do cristianismo e as trevas do marxismo. (A eleição de um prefeito da capital é apenas uma questão partidária e não tem a dimensão que desejam, transformando-a em um guerra ideologica)

Todas as doutrinas vermelhas (marxismo, socialismo, comunismo, nazismo, fascismo de esquerda…) são inimigas declaradas da fé CRISTÃ, e sua implantação foi responsável pela perseguição e morte de cerca de 100 milhões de pessoas. (Fizeram uma salada de doutrinas, confundindo propositalmente marxismo, socialismo, comunismo que são de esquerda, com nazismo, fascismo que são de direita. Também confundem as doutrinas de esquerda com regimes totalitários)

Nos últimos 13 anos que o PT e a esquerda governou o BRASIL, vimos um investimento fortíssimo contra os nossos valores éticos, morais, políticos, econômicos, sociais e religiosos. (não foi o PT que investiu para mudar valores, a sociedade brasileira é que não aceita machismo, racismo, homofobia, desigualdade social e econômica…)

Os principais motivos para reprovarmos Edmilson e a ESQUERDA de modo geral, incluindo PSOL, PSTU, PCO, PCdoB, PSDB, PV, PSB, etc) são: (O PV nunca foi de esquerda, a própria esquerda tradicional o repele por ser uma ideologia nova e ligada ao ecologismo)
• Aborto (é um problema social grave e que precisa ser tratado adequadamente, sem ser confundido com atentado contra a vida)
• Ideologia de gênero – (A sociedade e não a esquerda luta pela igualdade de gênero, que querem confundir com ideologia de gênero por não aceitar as mudanças que tanto se reclama)
• Liberação das drogas – (a política de drogas baseada na criminalização e na prisão, copiada pelo Brasil dos EUA, não deu certo. Enchemos as prisões de pobres e negros pobres e alimentamos a industria do tráfico. Na última eleição americana, vários estados liberaram maconhas e até outras drogas mais pesadas)
• Censura da imprensa – ( esquerda e os progressistas são amantes da imprensa livre, quem fez e faz censura são governos autoritários. A imprensa livre é garantida pela nossa Constituição Federal e quem vem atentando contra é direita)
• Cerceamento da liberdade de expressão – (A liberdade de expressão consta da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da Carta de Sâo José da Costa Rica e do art. 5º da nossa Carta Magna)
• Perseguição religiosa – (a perseguição religiosa no Brasil é um fenômeno que vem acompanhado de grupos neo-pentecostais, quem mais tem sofrido ataques são os afroreligiosos. Lembrando que já tivemos templos católicos e imagens atacadas por fanáticos desta recentes seitas)
• Controle da internet – (No Brasil tem o marco regulatória da internet, que foi aprovado no Governo do PT.)
• Feminismo – (Está é uma bandeira justa, consta dos princípios programáticos do PV e de outras partidos, mas que deve ser universalizado, por ser de fundamental importância para termos uma sociedade justa)
• Militância homossexualista – (Não exite militância homossexualismo, o que existe é a luta das comunidades LGBTIQ+ por respeito a orientação sexual. O que se deseja é respeito)
• Corrupção – (O combate a corrupção sempre foi bandeira de todos os partidos progressistas, por se tratar de preservar todo o recurso público para obras pública em prol de todos. Aqui temos uma contradição quanto aos fatos. O recente combate a corrupção, preconizado pela Operação Lava jato, funcionou e apurou nos governos do PT, mas enfraqueceu e vem sendo esvaziado no Governo de Presidente Jair Bolsonaro, por quê)
• Alta carga tributária – (A reforma tributária justa, é uma bandeira das esquerdas e dos progressistas, mas não sai do papel, justamente porque as forças de direita, ligadas as grandes fortunas, lutam contra, fazendo com que a enorme carga tributária recaía sobre as costas da media e pequena empresa e dos assalariados, principalmente os de classe média.)
• Estatização – (O serviço público mostrou-se como fundamental durante a pandemia, derrotando as teses dos liberais. Enquanto o SUS salvou vidas, a empresa de energia privada deu um enorme apagão no Amapá)
• Alianças com ditaduras como Cuba e Venezuela – (Este é um erro de muitos partido de esquerda brasileiro, mas que não justifica o voto contrário ao candidato do PSOL)
• Promoção de ódio e luta de classes – (A promoção do ódio vem sendo feita por grupos de direita extremistas, mas a luta de classe sempre foi pregada por alguns dos partidos mais a esquerda, porém nada tem a ver com a promoção do ódio, são coisas diferentes)
• Incentivo à prostituição – (Nem um partido de esquerda incentiva a prostituição, até porque esta é uma das atividade humanas mais antigas do mundo. O que incentiva a prostituição é a pobreza, a desigualdade e o capitalismo. O avanço civilizatório diz que devemos ter respeito, além de combater as causas)
• Enfraquecimento das Forças Armadas – (As Forças Armadas são um patrimônio de qualquer nação, mas devem exercer função de estado, na proteção da soberania nacional)
• Populismo e assistencialismo – (Existem populistas e assistencialistas de todas as matizes ideológicas)
• Violação de propriedade privada – (propriedade privada é protegida pela nossa Carta Constitucional)
• Ataques ao conceito bíblico de família – (O conceito de família que está na Bíblia não é aquele que algumas denominações religiosas tentam defender com o verdadeiro e vindo de Deus)
• Intromissão do Estado no governo familiar – (O Estado é uma ficção jurídica criada para promover a paz, porém exite sim uma tendência do Estado em ampliar sempre seu poder avançando sobre as liberdades individuais e até coletivas, mas é um equivoco atribuir as esquerdas este fenômeno)
• Concentração de poder – (descentralização e poder popular é o que pregam as ideologias que aqui são atacadas. Concentração de Poder é típica de governos autoritários)
• Desarmamento civil – (O debate sobre armar a sociedade para que ela se proteja contra o Estado é um debate recém levantado pelo Presidente Jair Bolsonaro. O estatuto do desarmamento é correto e deve ser defendido por todos os amantes da paz social)
• Doutrinação em escolas e universidades – (esta foi uma grande mentira para desacreditar os centros de produção de conhecimento)
• Entre outros

Denunciar e se opor a todas essas monstruosidades é missão de todo CRISTÃO. (Não é essa missão dos cristãos, pelo menos não foi o que pregou Jesus Cristo)

Além disso, são os mais pobres que mais estão sofrendo com a recessão, a volta da inflação, o desemprego e os serviços públicos precários. (Aqui eu concordo, mas afirmo que estes grupos de direita, que atacam as propostas mais avançadas da política nacional defendem os mais ricos)

Oremos para que Deus livre Belém dessa revolução da COMUNISTA. (mesmo que Edmilson desejasse, não é possível fazer, a partir do cargo de prefeito, uma revolução comunista, digo que no máximo dá para melhorar alguns serviços básicos, isto se administrar bem e com captação de recuros)

Aconselho, por fim, a leitura de todos tratados de direitos humanos e suas normas correlatas, para que nunca se retroceda neste avanços conquistas pela humanidade. Direitos Humanos

Temos a primeira vacina, mas ainda não podemos relaxar

A Pfizer anunciou a vacina para o Coronavirus com eficácia de 95%, muito acima do que admitia a OMS. Para Organização Mundial de Saúde, diante de uma pandemia, poderia ser aceito vacinas com eficácia de até 50%. Que boa noticia. Agora, a Pfizer vai pedir registro a FDA, a Anvisa dos EUA. Obtido registro, começa a fase de fabricação, venda e distribuição.

Comemorar sim, relaxar nunca. Devemos continuar usando máscaras, higienização, distanciamento e tudo mais que possa evitar o contágio. Os desafios ainda não foram superados.

A vacina, depois de aprovada, entra na fase de fabricação e como o matéria-prima é difícil e escassa para a grande quantidade de vacina a ser produzida, para atender o Planeta inteiro, são bilhões de pessoas, combinado com a montagem da infraestrutura das fabricas de vacinas, vai demandar um tempo ainda grande até a produção em massa.

Depois de produzidas, as vacinas devem chegar até o destino final que é as mãos dos profissionais que vão aplica-las no corpo das pessoas para imuniza-las, isto requer um grande logística, com condições específicas. A vacina da Pfizer deve ser transportada em temperatura de -70ºC e nestas condições durar 15 dias. Depois, chegando ao local , teremos poucos dias para guardar em geladeira e aplica-la.

Como é difícil tudo isso, precisamente pelo enorme volume de vacinas, será necessário que outras vacinas sejam testadas e produzidas. Depois, tem o problema do preço caro destas doses, que dificulta que países pobres adquiram e imunizem as populações, principalmente as mais carentes.

Por tudo isso, meus amigos e minhas amigas, vamos continuar nos cuidando e cuidando um dos outros.

O que aconteceu no primeiro turno em Belém?

Quando fechou a apuração e o TSE anunciou o segundo turno entre Edmílson Rodrigues e o Delegado Federal Eguchi, do Patriota, presidido pelo Deputado Raimundo Santos, ligado a Assembléia de Deus, a cidade passou a se perguntar quem é o Eguchi e como ele derrotou o candidato da máquina estadual, do MDB, da Igreja do Evangelho Quadrangular e do maior grupo de comunicação do Estado?

Eu não sei ao certo, mas desconfio de algumas coisas.

Campanha eleitoral é simbologia. O eleitor percebe um problema que deseja combater e busca nos candidatos aquele que melhor simboliza a solução.

Se todos concordarem com esta premissa, podemos seguir palpitando.

O que ficou marcante nesta campanha aqui em Belém foi o desejo do grupo e da família Barbalho controlar a Prefeitura da capital. Fez de tudo para que isso acontecesse: retirou do jogo eleitoral nomes bem mais aceitáveis, como o da secretária de cultura, Ursula Vidal. Atropelou o vice-prefeito Orlando Reis. Interferiu em outros partidos, ao ponto de derrotar Eder Mauro e Jefferson Lima, filiados ao PSD e PP, respectivamente.

As operações da PF no Pará e os processos judiciais para apurar crimes de corrupção do Governador e de seus auxiliares mais direitos, inclusive com prisão do seu braço direito, Parsifal Pontes e a apreensão de farta quantia em dinheiro, encontrada escondida em um cooler, dinheiro da compra de respiradores e outros itens da saúde, desviados em plena pandemia, deram ao povo o desejo de solucionar o problema da corrupção.

Diante deste cenário, o eleitor passou a nutrir o desejo de encontrar um candidato que tivesse força para impedir a subida de Priante e da vitória eleitoral do MDB e que também fosse uma resposta clara ao combate a corrupção.

Será que estou indo na direção certa?

Eguchi fez toda a sua campanha como delegado da Polícia Federal que combate a corrupção.

No único debate, organizado pelo Portal Roma News e desprezado por Edmilson e Priante, o candidato do Patriota apresentou um único argumento para solucionar os problemas de Belém: combater a corrupção.

Perguntaram ao Eguchi como ele iria fazer para ter recursos e colocar em prática seus planos para Educação. Respondeu que combatendo a corrupção teria dinheiro sobrando. Disse que era da PF e que traria para sua equipe delegados desta corporação e que como filho de japonês valorizaria a educação.

Eguchi foi se construindo como simbolo do combate a corrupção.

Quando as pesquisas mostraram sua tendência de crescimento, principalmente através da pesquisa do IBOPE, divulgada na véspera das eleições, este fato fez o movimento do voto útil para derrotar Priante. Mas a força popular e politica que manteve a candidatura de Eguchi está alicerçada em grupos bolsonaristas, em evangélicos e na articulação do deputado Raimundo Santos.

Agora vem o segundo turno, Eguchi enfrentará Edmilson Rodrigues. Eguchi é de direita bolsonarista. Edmilson Rodrigues de esquerda radical, será que teremos um campanha direita versus esquerda? Quem os dois candidatos pode agregar e somar força? Como a campanha de Edmilson superará sua rejeição? Como se posicionará o Governador Helder Barbalho? Bolsonaro prometeu entrar na campanha no segundo turno em Belém, será que o apoio do Presidente vai ser bem vindo?

São muitas as perguntas, mas como o segundo turno é rápido, acho que nem vai dar tempo das coordenações de campanha respondê-las. Quem vai dar a resposta será de fato o eleitor nas urnas.

Quem venceu as eleições?

Qual os recados que o povo deixou gravado nas urnas neste domingo de comemoração da Proclamação da República?

  1. Bolsonaro e sua direita perdeu, mas a direita do centro, do DEM, saiu-se muito bem nas urnas.
  2. O PT definhou, mas a esquerda resistiu através do PSOL de Boulos e da Manuela D’Avila do PCdoB.
  3. O eleitor voltou a premiar os gestores que atuaram satisfatoriamente durante a pandemia, rejeitando o discurso da gripezinha e dos que foram contra as medidas de isolamento.
  4. A forma tradicional de fazer política e o voto mais seguro foi a tônica.
  5. A guerra ideológica, esquerda x direita, não teve vez.
  6. Quem venceu? A democracia, o sistema eleitoral brasileiro e a vontade do povo venceram.
  7. O centro e a velha forma de fazer política se habilita para articular a sucessão de Bolsonaro.
  8. Os temas ambientais, como saneamento e resíduos sólidos, ainda não decidiram o voto dos eleitores.
  9. Outras lições ainda precisam ser percebidas.

Os verdes brasileiros festejam a vitória de Joe Biden

O resultado das eleições americanas, com a vitória de Joe Biden, não foi uma vitória da esquerda contra a direito, foi muito mais que isso. Representou a afirmação dos princípios civilizatórios, dos valores democráticas e a volta da pauta importante de combate as mudanças climáticas.

Esperamos que os bons ventos que sopram por lá, soprem também por aqui pelo nosso país e possamos derrotar o império da idiotice, que deseja se fixar no Brasil, causando tanto mal as pessoas e aos recursos naturais.

Ouça o recado dos verdes, na voz de seu principal porta-voz, o presidente nacional, Luis Penna.

Steve Bannon Loses Lawyer After Suggesting Beheading of Fauci – The New York Times

Homem mal que assessorou os bolsonaristas e olavistas. Vejam onde estes malditos foram buscar inspiração

Mr. Bannon, the former adviser to President Trump, said the heads of the F.B.I. director and Dr. Anthony Fauci should be put on pikes, leading Twitter to ban one of his accounts.
— Ler em www.nytimes.com/2020/11/06/nyregion/bannon-lawyer-beheading.html

Mentiras e promessas políticas, como se defender.

As campanhas eleitorais feitas para disputar poder sempre trazem práticas que revelam as feridas da alma humana, que mesmo quando curadas, ainda assim, as cicatrizes aparecem.

Mentir sobre o adversário. Prometer o que sabe ser impossível cumprir. Esconder seus reais objetivos impopulares, são algumas destas feridas da alma de alguns dos políticos brasileiros (Nem todo político é igual, ressalte-se). Fiquemos por aqui. Basta estes três defeitos da aparência e não da essência, para conversamos neste artigo. Não vou enchê-los com outras doenças dos nossos políticos.

Mentir sobre o adversário é mais comum que se possa imaginar. Tem até uma frase do folclore político que diz “meu adversário não tem virtudes e meu aliado não tem defeitos”. O adversário é um monstro insensível aos problemas do povo. Dizem: O adversário, quando no poder, não fez o que deveria fazer; abandonou a população a própria sorte; roubou; enriqueceu; protegeu os seus; superfaturou obras; desviou recursos públicos.

As acusações feitas em campanha eleitoral, sem provas, merecem ser checadas e sobre as dúvidas, acender o farol, jogar luz, penetrar na entranha olhando os reais objetivos por trás da mentira usada politicamente.

Hoje, a mentira política, se sofisticou, alguns até a chamam de pós-verdade, a mentira até ganhou um apelido americano: fake news. O mais difícil de lidar nem é com a mentira clara e de fácil comprovação, mas com a desinformação criminosa. Aquela que usa um tijolo de verdade para construir um castelo falso.

Prometer o que sabe ser impossível cumprir. Já vimos de tudo neste item. Se for eleito vou acabar com a pobreza, dizem alguns, ignorando que Jesus Cristo, quando confrontado por Judas, na casa de Simão, o leproso disse: “Porquanto sempre tendes convosco os pobres, mas a mim não me haveis de ter sempre”.

Os candidatos ao cargo de prefeito, antes de se lançarem na busca do voto, deveriam olhar o orçamento do município. As cidade tem um orçamento com receitas e despesas.

As receitas são provenientes dos tributos pagos pela população e de empréstimos. Para aumentar a receita e obter mais recursos para investir, tem dois caminhos: criar novos tributos ou endividar o município. Não tem milagre.

No caso das despesas, o prefeito eleito, ao assumir, receberá o município com despesas que já existem, são obrigatórias e devem ser pagas todos os meses. Nas despesas estão as chamadas despesas correntes e as despesas de capital. As despesas correntes só diminuem se for cortado gastos. Isto é muito difícil operar, pois se trata de pagamento de salários, manutenção dos órgãos públicos, pagamento de contratos do cotidiano da máquina pública. Sempre sobra muito pouco para as despesas de capital, de onde poderão vir o dinheiro que vai pagar as promessas de campanha.

Então, meus e minhas, não tem jantar grátis e nem dinheiro caindo do céu. As promessas precisam caber no Orçamento ou não serão executadas.

Esconder objetivos impopulares. Muitos candidatos, para financiar a campanha, fazem acordos com políticos e com setores econômicos da cidade. Estes acordos, muitas vezes, inclui contratos, obras, cortes, serviços, que vão na contramão do que deseja a maioria dos cidadãos. Geralmente, quando isso acontece, os efeitos só aparecem durante o mandato.

Os acordos políticos, por exemplo, são feitos também com adversários, aqueles que estavam integrando as chapas contrárias, do que não se elegeu e que defendeu propostas contrárias as do candidato eleito.

Também há aqueles acordos para receber apoio de políticos que pedem fatias da máquina pública indicando secretários incompetentes e até corruptos. Estes acordos secretos surgem no decorrer do mandato, decepcionando os eleitores, que veem chegando ao poder aqueles que desejou derrotar.

No caso dos acordos econômicos, vamos a um exemplo concreto. O transporte público da cidade tem de um lado os empresários e do outro os usuários. Os donos das empresas de ônibus, são interessados em que seus custos sejam baixos, a passagem suba de preço e gere mais lucro para o seu negócio. O usuário quer e merece o transporte público eficiente e de baixo custo prometido durante a campanha.

O candidato pode ter recebido apoio financeiro dos empresários deste setor e estará preso a compromissos que não puderam ser revelados durante a campanha e apenas no mandato, quando a passagem ficar mais cara é que o eleitor perceberá que foi enganado mais uma vez.

O eleitor é o julgador, eu sei, como sei que para as pessoas comum do povo exigir um julgamento preciso e uma escolha certa, diferenciando o bom, do mau, o joio, do trigo, não é uma tarefa fácil.

O profeta Samuel quando foi enviado por Deus para escolher um substituto para o Trono de Israel quase comete enganos e Deus refreou seu ímpeto e nos deu um lição que podemos aplicar aos dias atuais.

E sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe e disse: Certamente, está perante o Senhor o seu ungido. Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a altura da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê como vê o homem. Pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração.

Samuel 1:6

Helder Barbalho é alvo de uma segunda ação que apura corrupção na saúde pública em tempo de COVID-19

Um bilhão e duzentos milhões de reais é o prejuízo para saúde dos paraenses, causado por roubo, por desvios e corrupção praticadas por uma ORCRIM – Organização Criminosa, que segundo o Ministério Público Federal, tem como líder o próprio Governador do Estado, Helder Barbalho, filho do senador Jader Barbalho, da deputada federal Elcione Barbalho e primo do também deputado federal e postulante ao cargo de Prefeito de Belém, José Priante.

No pedido feito ao STJ, os investigadores do MPF afirmam que “o governador do Estado do Pará, Helder Barbalho, tratava previamente com empresários e com o então chefe da Casa Civil sobre assuntos relacionados aos procedimentos licitatórios que, supostamente, seriam loteados, direcionados, fraudados, superfaturados, praticando prévio ajuste de condutas com integrantes do esquema criminoso e, possivelmente, exercendo função de liderança na organização criminosa, com provável comando e controle da cadeia delitiva, dado que as decisões importantes acerca dos rumos da organização criminosa lhe pertenciam”.

https://www.poder360.com.br/justica/pf-mira-suposto-desvio-de-r-12-bilhao-em-contratos-da-saude-no-para/

A Operação desencadeada pela Policia Federal, foi autorizada pelo ministro Francisco Falcão, do Superior Tribunal de Justiça, que determinou, além da busca e apreensão no Gabinete do Governador, a prisão de seus auxiliares direitos. Foram presos temporariamente o secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia e ex- chefe da Casa Civil, Parsifal Pontes; o Secretário de Transporte, Antônio de Padua e o assessor especial, Leonardo Maia Nascimento.

O grupo criminoso é acusado de praticar os seguintes crimes: fraude a licitação, falsidade ideológica, peculato, corrupção passiva, corrupção ativa lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Todos este crimes, investigados pelo Ministério Público, Polícia Federal e Controladoria Geral da União, visaram combinar e superfaturar preços de serviços de saúde para população, dirigindo os contratos públicos para as empresas de membros da ORCRIM, arrombando os cofres do Estado e causando prejuízos financeiros e a saúde de pessoas.

A operação S.O.S da PF é a segunda só este ano, tendo como alvo a ORCRIM que se apossou do Pará, parece que com único objetivo fazer fortuna fácil. O Governador Helder Barbalho também foi alvo de um outra operação de combate a corrupção denominada PARA BELLUM, na qual, por determinação do ministro Francisco Falcão, teve R$ 25 milhões de bens bloqueados.

O líder dos criminosos, no sentir do MPF, Helder Barbalho, é dono de uma enorme cadeia comunicação de massas, formada por rádios, televisão, portal e jornal e através destes veículos de comunicação tenta driblar a gravidade dos fatos, negando tudo, se dizendo perseguido ou usando seus meios de comunicação para jogar lama em todos que se opõe aos inaceitáveis crimes com o povo paraense.

A ORCRIM conta ainda com o estranho silêncio das forças política ditas de esquerda, de sindicatos e de organizações da sociedade civil. Que nem uma nota ou um pequeno suspiro se descontentamento ou defesa do erário emitem.

O espantoso é ver o Ministério Público Estadual, o TCE e a Assembléia Legislativa do Estado, órgão responsável por fiscalizar o Poder Executivo, quedar-se inerte, sem uma só manifestação oficial que explique a ausência de cumprimento do seu dever constitucional ou ajude a população a compreender a gravidade das acusações contra as mais altas autoridades do Estado.

Os desdobramentos ainda vão render outras ações e o processo contra os envolvidos, que correrão na Justiça Federal, com as provas coletadas durante as buscas e apreensões e as prováveis confissões dos presos.

Enquanto não se tem um desfecho jurídico, o povo do Pará seguirá sofrendo os prejuízos dos desvios das vultuosas somas de dinheiro público da saúde e de todas as consequências dos desgastes públicos para imagem do estado.

Presidente Bolsonaro não aceita lista tríplice da UFPa e indicados do Consun abrem guerra jurídica

O MEC devolveu a UFPa., em 24/09, a lista tríplice organizada pelo CONSUN, indicado que, segunda a Casa Civil da Presidência da República, a mesma foi composta baseada num modelo de consulta a comunidade universitária em descordo com a legislação em vigor e com isso, abre a possibilidade, após encerrada o mandato do vice-reitor, Professor Gilmar, da nomeação de um interventor para realização de nova consulta.

Os integrantes da lista tríplice composta pelo conselho superior universitário, Emmanuel Tourinho, Zélia Amador de Deus e Doriedson do Socorro Rodrigues, após tomar conhecimentos deste fato, ingressaram com mandado de segurança contra a omissão do Presidente Jair Bolsonaro em nomear, dentre um deles, o próximo reitor da UFPa.

Embora reconheça que ao Poder Judiciário não cabe governar ou fazer escolhas que a Constituição Federal atribuiu ao chefe do Poder Executiva, os impetrantes desejam que a Justiça Federal, em caráter liminar, determine ao Presidente da República que nomeie um dos três impetrantes e integrantes da lista tríplice questionada e se abstenha de indicar ou designar gestor provisório para o cargo.

Entenda o caso: a UFPa. realizou consulta prévia à comunidade universitária. O resultado da consulta foi alterado pelo Conselho Universitário sob alegação de que a consulta não tinha caráter vinculante, compondo a lista com três nomes que representa a mesma visão ideológica e educacional da atual gestão, não dando ao Presidente da República, alternativa de mudanças e valendo-se do que dispõe o Inciso I, do art. 1.º, da Lei n.º 9192/95:

I – o Reitor e o Vice-Reitor de universidade federal serão nomeados pelo Presidente da República e escolhidos entre professores dos dois níveis mais elevados da carreira ou que possuam título de doutor, cujos nomes figurem em listas tríplices organizadas pelo respectivo colegiado máximo, ou outro colegiado que o englobe, instituído especificamente para este fim, sendo a votação uninominal;

No mesmo artigo, no Inciso III, temos que a consulta prévia deve ser respeitada

III – em caso de consulta prévia à comunidade universitária, nos termos estabelecidos pelo colegiado máximo da instituição, prevalecerão a votação uninominal e o peso de setenta por cento para a manifestação do pessoal docente em relação à das demais categorias;

O imbróglio envolvendo a maior e mais importante instituição federal de ensino da Amazônia importará, qualquer que seja o desfecho, em graves prejuízos a comunidade universitária. Se o Poder Judiciário acatar o pedido feito no Mandado de Segurança e determinar ao Presidente da República a nomeação de um dos membros da lista tríplice, o próximo reitor governará em desarmonia com o MEC. Ocorrendo a nomeação de um provisório, com a organização de nova consulta, haverá reação política dos que se sentirem prejudicados.

A solução seria um entendimento e uma saída pensada no que é melhor para o futuro da comunidade universitária e para produção de conhecimento em prol de uma sociedade melhor. Quem tem direito a ser preservado é a população que paga as contas para ter uma universidade de ponta na Amazônia, voltada a buscar soluções para as desigualdades regionais e a pobreza que por aqui imperam.

Governo brasileiro é conivente com a destruição da Amazônia

A Amazônia está sendo destruída pelo fogo e pelo desmatamento e as autoridades responsáveis por evitar a destruição deste valioso e importante patrimônio se queixam das declarações de personalidades internacionais e das ONGs, cobrando e denunciando o descaso.

Dizer que a intenção de quem cobra responsabilidade nos cuidados com a Floresta e o meio ambiente é interferir e prejudicar o Brasil não cola.

O agronegócio brasileiro que ganha dinheiro importando produtos agrícolas, sabe que o consumidor de carne de boi, frago, porco, aquele que interessado em comprar soja, milho, frutas brasileiras, não aceita que produtos sejam produzidos destruindo o meio ambiente.

Se o Brasil não quiser sofrer críticas, prejuizos nas exportações e nos preços dos seus produtos, precisa provar para o Mundo que está cuidando da Amazônia e do meio ambiente.

As pessoas de bom-senso sabem que se a Floresta Amazônica for destruída, perderemos a batalha contra o aquecimento global e as mudanças climáticas e se isso, que Deus nos livre, acontecer, colocará em risco o futuro de todos aqui no Planeta.

Então General Heleno, Carlos Bolsonaro e Presidente Jair Bolsonaro, parem de jogar com o futuro do nosso povo, do bioma amazônico e do meio ambiente. Suas palavras não vão mudar o que o Mundo pensa do Brasil até que façamos nossa parte.

Foto: National Geographic