Por que o Pará elege tantos políticos populistas e corruptos?

Em 7 de cada 10 lares paraenses alguém recebeu auxílio emergencial no Pará.

O que isso quer dizer?

Somos um estado rico com um povo pobre. Um povo que vive de favores governamentais, sem autonomia pessoal, sem orgulho de manter com dignidade sua família. Dependente e suscetível a ser enganado por políticos corruptos e populistas.

Por isso, insisto que o bom Governador e o político correto será aquele capaz de fazer um transformação econômica para gerar emprego e distribuir renda.

Esse negócio de asfalto pra cá, asfalto pra lá não muda a vida das famílias em nada, até porque o asfalto é caro, retira dinheiro público de outras áreas importantes, enriquece poucos, permite corruptos desviarem recursos públicos e de tão mal feito, dura só até o próximo inverno ou a próxima eleição.

Espaço Aberto: Quando vejo Tom Moore, eu me recuso a aceitar o fim do homem

Porque Tom Moore fez o que fez para ajudar o serviço de saúde de seu país para salvar vidas, nesta época em que o mundo inteiro derrama lágrimas pelas milhares de mortes em decorrência da pandemia.

Porque Tom Moore contrasta com um cenário em que vemos tantas pessoas, inclusive líderes políticos, agindo com crueldade, desumanidade, atrocidade e imbecilidade, tudo porque se aferraram a teses fanaticamente negacionistas que podem estar contribuindo para elevar a mortandade.
— Ler em blogdoespacoaberto.blogspot.com/2020/07/quando-vejo-tom-moore-eu-me-recuso.html

Histórias de Pescadores e peixes

Quem nunca comeu um bom peixe fresco, saído do mar, do rio, do lago e vindo direito para o mercado e do mercado para um bom molho de limão com sal e depois para panela ou para grelha, hein?

Vim para Bragança com a ideia de contar a história das pessoas que vão para as águas, com suas embarcações e tralhas em busca de capturar o peixe. Pensei também em contar a história do peixe, mas duvido que o peixe queira falar e acho que você não está interessado nela, acertei?

Antes de chegar aqui fiz pesquisas. Li a legislação. Consultei os sites oficias. Busquei estudo sobre o assunto. Já tenho muito material acumulado.

De posse dessas informações, percebi que meu universo está dividido entre dois tipo de pesca e de seus profissionais.

O pescador industrial, aquele que captura peixes de águas profundas e revoltas, cujo o produto é destinado, em sua maioria, à exportação.

O pescador artesanal, aquele que fica nas águas internas, nas regiões costeiras e abastece o mercado local.

Tenho que decidir e focar no meu personagem, alias, no nosso personagem, pois você será meu parceiro nesta viagem em busca das aventuras vividas por este seres meio água e meio terra. Aqueles que Jesus Cristos foi buscar no mar da Galileia e os transformou em apóstolos.

Disse tudo isso, para tentar lhe convencer a me auxiliar nesta pesquisa. Me conte histórias. Me mostre boas informações. Vamos fazer o nosso personagem ser conhecido dos brasileiros. Você topa?

Acho que o primeiro passo é definir-mos pelo tipo de pesca. Eu estou inclinado a conhecer a pesca artesanal e o pescador que a pratica. Acho que é bem mais romântico. Mas vamos decidir juntos e para isso espero sua manifestação sem demora.

A bancada do PV na Câmara apresentou ao Governo Federal dois requerimentos de informação relacionados a ações na Amazônia.

A bancada do PV na Câmara apresentou ao Governo Federal dois requerimentos de informação relacionados a ações na Amazônia. Nos documentos, os parlamentares questionam o uso das Forças Armadas e os resultados das operações na região, além das razões para a exoneração da coordenadora-geral de Observação da Terra do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (INPE).
— Ler em www.leandre.com.br/noticia/1575

Governo sanciona com vetos o novo Marco Legal do Saneamento, que ameaça o futuro da Cosanpa

A novo marco legal do saneamento, sancionado pelo Presidente Jair Bolsonaro, com vetos, será a pá de cal sobre a Cosanpa, que será privatizada, isto será uma questão se tempo.

www1.folha.uol.com.br/mercado/2020/07/veto-de-bolsonaro-no-marco-do-saneamento-abre-nova-crise-com-congresso.shtml

Ex-ministros da Fazenda lançam carta por retomada verde na economia | Diario de Cuiabá

O grupo assina uma carta conjunta. Entre os signatários estão o ex-presidente da República e ex-ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, os ex-ministros da Fazenda e colunistas da Folha Armínio Fraga e Nelson Barbosa e os ex-ministros da Fazenda Henrique Meirelles (que atuou também como presidente do Banco Central), Joaquim Levy, Pedro Malan, Eduardo Guardia, Gustavo Krause, Luiz Carlos Bresser-Pereira, Maílson da Nóbrega, Marcílio Marques Moreira, Rubens Ricupero e Zélia Cardoso de Mello.
— Ler em www.diariodecuiaba.com.br/politica/ex-ministros-da-fazenda-lancam-carta-por-retomada-verde-na-economia/535501

Pescador artesanal não é prioridade no Governo de Helder Barbalho, que não tem política pública para o setor

A pesca, muito importante para economia, renda e ocupação no Pará, não recebe atenção por parte do Governo do Estado, que não tem política e nem destina recurso para o setor.

Corvina, Gó, Pescada, Serra, Tamuatá, Anujá, Mapará, Tucunaré, Tambaqui, Pirarucu, Filhote, Pargo, Pirapema, peixes das águas continentais, dos lagos, dos igarapés, dos rios, dos oceanos. A diversidade faz do Pará um campeão em espécies de peixes.

O setor pesqueiro do Pará é forte, aproveitando a quantidade e a qualidade, movimenta milhões e gera muita ocupação, principalmente entre as famílias dos pescadores artesanais.

O setor pesqueiro paraense representa 63% de todo a produção da Região Norte e 15,5% do país, sendo o maior produtor brasileiro de pescado.

Deste volume de produção, a aquicultura, ainda é incipiente, representa apenas 2%, enquanto que a pesca industrial produz 21,4%. O peso maior fica por conta da pesca artesanal, que é responsável por 77,2% de todo o volume pescado nas águas continentais e interiores deste vasto emaranhado de rios, furos, igarapés e de um dos maiores manguezais do país.

Os pescadores artesanais, responsáveis por colocar o Pará em destaque neste setor, atuam sem qualquer presença de políticas públicas do Estado. Não tem tecnologia, não tem fiscalização, não tem sistema de comercialização justo, nem na qualidade de vida das famílias destas pessoas. Basta um simples leitura ao Orçamento Geral para 2020, para constatar que o Governo não tem olhos e nem foi fisgado pela importância econômica deste setor.

veja o quadro do Orçamento Geral do Estado:

Apesar do gordo Orçamento Geral do Estado, as prioridades, as escolhas e os reais interesses do Governo, aparecem no orçamento das pastas.

O orçamento da Secretária de Estado de Desenvolvimento Agropecuária e da Pesca revela o que pensa o Governador sobre o setor produtivo, em especial o da pesca artesanal.

Os pescadores artesanais sem voz e nem representação na Assembléia Legislativa viram um Orçamento do Pará para 2020 de R$27 bilhões, destinar apenas 1,07% para investimento no setor pesqueiro ou míseros R$290.000,00. Sendo que o único programa “Desenvolvimento da Produção Aquícola e Pesqueira, é destinado a aquicultura e não a pesca artesanal.

No verão paraense, muitas vão saborear uma gó frita, um bandeirado assado, um tucunaré na manteiga, uma banda de tambaqui, pescado por estes heróis paraenses, desprezados pelas políticas públicas, mas responsável por colocar o Pará entre os mais produtivos do Brasil.

Secretaria de Pesca publica norma que regulariza situação de 400 mil pescadores no país

A emissão de registros para a pesca profissional está suspensa desde 2015 por recomendação dos órgãos de controle. A Secretaria de Aquicultura e Pesca estima que cerca de 500 mil pessoas tenham o registro de pesca profissional em todo o Brasil válido, sendo que de quase 400 mil aguardam a análise dos pedidos feitos de 2015 para cá ou estão com os registros suspensos. Ou seja, exercem a atividade da pesca de forma irregular e estão sujeitos a autuações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) caso sejam pegos em fiscalizações do órgão, que vão desde a apreensão dos produtos e instrumentos, aplicação de multas até ações penais.
— Ler em www.mdic.gov.br/index.php/micro-e-pequenas-empresa/61-noticias/2645-secretaria-de-pesca-publica-norma-que-regulariza-situacao-de-400-mil-pescadores-no-pais

Sem informações não somos cidadãos

Os cidadãos brasileiros tem direito a informação e os governos são obrigados a nos informar corretamente de todas as suas ações. É um direito nosso, escrito na Carta Constitucional de 1988 como princípios importantes, denominado princípios da transparência e da publicidade.

O princípio da publicidade administrativa caracteriza-se também como direito fundamental do cidadão, indissociável do princípio democrático, possuindo um substrato positivo — o dever estatal de promover amplo e livre acesso à informação como condição necessária ao conhecimento, à participação e ao controle da administração — e outro negativo — salvo no que afete à segurança da sociedade e do Estado e o direito à intimidade, as ações administrativas não podem desenvolver-se em segredo. Este direito fundamental desdobra-se, segundo Canotilho, em quatro vertentes:

a) direito de conhecer todos os expedientes e motivos referentes à ação administrativa, bem como seus desdobramentos e resultados, em razão do direito fundamental à informação;

b) garantia frente ao processo de produção de decisões administrativas, em contraposição ao segredo procedimental, por meio da audiência dos envolvidos e interessados, em razão do princípio da ampla defesa;

c) direito subjetivo de acesso aos arquivos e registros públicos, em decorrência direta do princípio democrático;

d) direito de exigir do Estado ações positivas para possibilitar a visibilidade, cognoscibilidade, e controle das ações administrativas1

https://www.conjur.com.br/2018-fev-01/interesse-publico-publicidade-transparencia-sao-conceitos-complementares

Dito isto, vamos aos fatos.

O vice-presidente Hamilton Mourão, presidente do Conselho da Amazônia Legal, esteve no dia 08/07, em Belém, para cumprir agenda com três compromissos oficias.

Após a visita e reuniões oficias do Vice-presidente, não tivemos noticiais oficiais dando conta do que aconteceu, quais os assuntos abordados e que decisões ou ações governamentais foram adotadas em favor do meio ambiente, do desenvolvimento, das queimadas, das ocupações de terras indígenas e unidades de conservação e da ação do Exercito Brasileiro na região.

A ausência de publicidade e transparência por parte do Conselho da Amazônia, além de deixar o cidadão sem poder avaliar o que de fato foi feito em seu nome, permite que se faça desinformação com uso político.

Sem qualquer juízo de valor, apenas com objetivo de permitir uma avaliação isenta do leitor deste blog, deixo aqui a noticia sobre a visita de Hamilton Mourão pela ótica dos dois jornais paraense.

Para O Liberal, Hamilton Mourão veio ao Pará firmar acordo de cooperação para agricultura: “União e Estado firmam cooperação para agricultura”.

Para o Diário do Pará, o objetivo da visita de Mourão foi elogiar o Governador Helder Barbalho pelas medidas no combate ao coronavírus e receber o título de cidadão paraense: “Vice-presidente elogia medidas do Estado no combate ao coronavírus”.

Liberdade de comunicação, imprensa e opinião

O jornalismo do Pará tem muitos bons profissionais. Jornalistas que honram seu oficio e seguem o ensinamento do mestre Graciliano Ramos.

“Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar.
Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer.”

(Graciliano Ramos)

O problema não são os jornalistas, mas os donos dos jornais, das rádios, das tevês e agora de alguns portais, que também são políticos ou vivem a serviços de um modelo econômico ultrapassado, predador. Controlam a informação, manipulam os fatos e usam a informação para desinformar ou perseguir.

Os poucos heróis que ousam usar os recursos disponíveis das novas mídias sociais para lançar dúvidas sobres vossas verdades, vocês os perseguem.

Chega!

Deixem-nos em paz. Tirem as mãos da nossa felicidade. Nós precisamos entrar no século XXI e olhar para o futuro, sem o seus atrasos colonialistas.

Aqui é a Amazônia, um celeiro de vida e vida em abundância, mas não feita para ser destruída, consumida, explorada para satisfação eterna de vocês.