O que Colatina tem a ver com Belém e com o candidato Eguchi?

Em 2014, na campanha para o Governo do Pará, visitei a Fazenda Colatina, em Tomé Açu

Vi uma postagem do Prefeito de Colatina, cidade do Espírito Santo, apoiando o candidato Delegado Federal Eguchi e me perguntei: o que Colatina tem a ver com Belém ou com o Pará?

Como nada na vida é por acaso, ou como diz a frase bíblica, que muitos gostam de repetir, tirando-a do contexto, em que escreve São Paulo: não caí uma folha sem que Deus não queira.

Lembrei-me da ligação triste de Colatina, com Tomé Açu e com o Pará. Não por acaso,Tomé Açu, que nesta eleição, elegeu Carlos Vínicos, acusado do assassinato, por meio de pistoleiros, do advogado Jorge Pimental e do empresário Luciano Capacio, é o município de origem do candidato Eguchi.

Em Tomé Açu, tem uma comunidade denominada Colatina (foto). Era a área da antiga Fazenda Colatina, uma terra grilada por um madeireiro oriundo do Espirito Santo. Como muitos de lá, este grileiro migrou para o Tomé Açu em busca de extrair madeira e arrecadar terra ilegalmente.

O homem da Colatina, devastou, escravizou, alugou pistoleiros, implantou o terror em uma comunidade pobre, de nativos e negros, um quilombo de Tomé Açu.

O ano era 1984, o dia era 04 de julho, por volta de meio dia, Benedito Bandeira, o Benezinho, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Tomé Açu, saia da sede da entidade, quando foi impiedosamente alvejado pelos tiros despejados pelas pistolas de Jaracy Pedro de Souza, José Machado do Nascimento e Natham, contratados pelo fazendo capixaba, Acrino Azevedo Breda, que havia grilado uma grande área de terra, expulsando os antigos moradores, para ali estabelecer a Fazenda Colatina.

A comunidade revoltada com a execução de Benzinho, destruiu a delegacia e matou os três pistoleiros, que receberam CR$ 5.000,00, do fazendeiro Breda, que nunca chegou a ser preso pelo caso.

Os capixabas que pra cá vieram com o mesmo proposito, se espalharam e muitos deles seguiram grilando terra e derrubando floresta pelo Pará a fora, cometendo crimes ambientas. Eguchi, amigo dessa gente, tentou ser o superintendente do Ibama para, quem sabe, ajudá-los na saga de destruir a Amazônia.

O passado é revelador. Por isso, a tentativa de eleger Eguchi representa muito mais que tomar posse de Belém, significa a vitória de pensamentos atrasados, onde o trabalho, o trabalhador e a natureza não criam riquezas e nem desenvolvimento, servem apenas ao proposito da ganância. O quem tem valor para eles é aquele que grila, devasta, mata e destrói.

Proposta do Delegado Federal Eguchi para o tratamento do lixo de Belém, não é viável e está baseada em um modelo da corrupção.

PPP para implantação de usina biodigestora, seguindo o modelo do Paraná, não serve para Belém

O que propõe o candidato a prefeito de Belém, Delegado Federal Eguchi, para o destino final de quase duas toneladas de lixo, produzidas diariamente pelos moradores de Belém, assunto que terá que ser resolvido em pouco tempo, logo depois da posse?

O Delegado Federal Eguchi, no seu programa, fala em lixeiras, educação ambiental, coleta seletiva, tudo de forma sintética, em bem poucas linhas, para destino final, o texto é mais claro, porém, sem viabilidade econômica, duvidoso do ponto de vista ambiental, não aplicável a realidade de Belém e não serve para substituir o aterro sanitário.

Leia o que propõe o candidato do Patriota:

Promover parcerias público-privadas para a substituição dos aterros sanitários pelas usinas de biodigestores para gerar energia através de esgoto e lixo, tal qual o modelo já existente no Estado do Paraná;

https://divulgacandcontas.tse.jus.br/candidaturas/oficial/2020/PA/04278/426/candidatos/696162/5_1601089177823.pdf

O próximo prefeito de Belém terá pela frente, logo após a posse, em janeiro de 2021, a urgência em apresentar solução para o “lixo” de Belém, notadamente, seu destino final. A Justiça Paraense deu prazo para encerrar o “Aterro Sanitário do Marituba”, operado pela empresa Guamá Resíduos Sólidos, que recebe toda a produção diária de “lixo” da cidade (estou utilizando a denominação “lixo”, embora a tecnicamente seja os rejeitos, após a reciclagem dos resíduos sólidos, para melhor compreensão), principalmente o lixo domiciliar, o que deve ocorrer até o mês de maio, caso não se consiga alguma prorrogação.

Lembrando que os resíduos não domésticos, compreendidos como restos de construção civil, os industrias, os entulhos atirados pelos moradores em determinados pontos da cidade e que incomodam, por dar aspecto de sujeira, são depositados em células que ainda funcionam no antigo aterro do Aurá, nunca desativado.

O projeto a que Eguchi se refere, implantado no Paraná, pelo Governador Beto Richa, cassado por corrupção, foi apelidado de “Pasadena do Paraná” em alusão a uma refinaria sucateada, comprada pela Petrobrás, no Governo da Presidenta Dilma Roussef, investigada na operação Lava Jato, um negócio que deu prejuízo de vultuosa soma a Estatal brasileira.

A PPP do Paraná foi uma associação da empresa pública SINEPAR, com a empresa privada CATTALINI, formando a empresa CS Bioenergia, empreitada que custou mais de R$ 62 milhões ao Governo do Paraná.

O projeto previa produzir 2,8 megawatts de energia, usando como matéria prima 1000 m3 de lodo, resultado do tratamento de esgoto de Curitiba e 300 toneladas de lixo orgânico produzidas pelo aterro sanitário.

A primeira descoberta feita pelas autoridades de controle dos gastos públicos foi de que o lodo produzido era insuficiente para alimentar o Biogás. Descobriu-se ainda que houve manipulação criminosa na montagem da PPP; que os maiores custos de operação da usina ficavam criminosamente para o estado, incluindo pagar R$180 mil por mês para transportar a matéria prima até a usina e o pior, a empresas nunca produziu energia suficiente para bancar suas despesas. Um projeto inviável do começo ao fim.

Leia mais em Dossiê CS Bioenergia

A referência ao modelo do Paraná, foi concebido por um governo corrupto e não serve para Belém, tampouco eliminará a necessidade do Aterro Sanitário. A matéria prima para produzir biogás é lodo e material orgânico.

O lodo é produzido depois da coleta e tratamento do esgoto, coisa que em Belém ainda é incipiente. Belém tem um dos priores índices de coleta e tratamento de esgotos do país. Em nossa cidade, a Prefeitura ou a Cosanpa coletam muito pouco do esgoto e tratam menos ainda.

Antes de pensar na Usina de Biogás, se conhecesse a Cidade, Eguchi nem teria aventado esta possibilidade a curto ou médio prazo.

A outra elemento que compõe a matéria prima destas usinas, é o lixo orgânico, resultado da decomposição que acontece nos Aterros Sanitários, depois que o lixo é coletado, separado, reciclado e sobra o rejeito a ser tratado. Este tipo de material também pode ser coletada na CEASA, mas o volume de tudo que se possa produzir não é bastante para alimentar uma usina e dar segurança a sua viabilidade econômica.

O que deve ser feito em Belém é a implantação integral da Política Nacional de Resíduos Sólidos-PNRS, instrumento importantíssimo da Lei n.º 12.305/2010.

O PNRS determina que a Prefeitura implante a logística reversa, exija dos produtores de resíduos o Plano de Gestão, implantem a coleta seletiva em todos os bairros, com a participação dos catadores de materiais reciclados, através de suas cooperativas, crie programa de educação ambiental envolvendo os moradores na meta de reduzir a produção de resíduos e promova o destino final adequado dos rejeitos.

O destino final dos “lixo” (rejeitos) pode e deve ser feito através de PPP. Defendo que a Prefeitura abra uma licitação para que empresas de todo país apresentem solução completa para todo o tipo de resíduos sólidos produzidos em Belém, incluindo os entulhos, a coleta seletiva, com os catadores, as usinas de reciclagem, o destino final ambientalmente correto e o encerramento do Aurá.

O Delegado Federal Eguchi, que tanto prega o combate a corrupção, mesmo que não entendesse de tratamento de resíduos sólidos, deveria desconfiar que um projeto concebido e implantado por um governo corrupto do Paraná, nunca poderia servir de referência para constar de seu plano de governo.

Os verdes brasileiros festejam a vitória de Joe Biden

O resultado das eleições americanas, com a vitória de Joe Biden, não foi uma vitória da esquerda contra a direito, foi muito mais que isso. Representou a afirmação dos princípios civilizatórios, dos valores democráticas e a volta da pauta importante de combate as mudanças climáticas.

Esperamos que os bons ventos que sopram por lá, soprem também por aqui pelo nosso país e possamos derrotar o império da idiotice, que deseja se fixar no Brasil, causando tanto mal as pessoas e aos recursos naturais.

Ouça o recado dos verdes, na voz de seu principal porta-voz, o presidente nacional, Luis Penna.

É hora de eleger um projeto de cidade como um espaço que une

Por José Carlos do PV

No dia 15 de novembro, vamos escolher o engenheiro e os pedreiros que reformarão nossa casa. Queremos morar melhor e com mais conforto, mas chamo a atenção para o fato de que esses administradores e executores escolhidos precisarão de um projeto de reforma se quisermos morar melhor.

Escolher bem o prefeito e os vereadores é bom, é democrático, é necessário, mas não lhes dizer qual cidade queremos pode, fatalmente, piorar o que hoje não está bom.

A cidade é a nossa casa. Nosso espaço coletivo. Nosso lugar de criar a família, de fazer amigos, de realizar os sonhos profissionais. Um lugar assim deve ser o melhor lugar do mundo.

Quando pensamos em uma cidade, devemos pensar em pontos importantes para a sua funcionalidade e interação das pessoas. Vamos pensar sobre essa funcionalidade, levantando os pontos-chave e comparando com a cidade de hoje?

Mobilidade e saneamento

Espaços públicos são as ruas, as calçadas, as praças, os parques, as escolas, as quadras, os locais de eventos. Quanto mais limpos, bem cuidados, arejados e frequentados, muito melhor será a cidade. Faça um mapa mental desses espaços ao redor de onde você mora e descubra o que está faltando ou funcionando mal.

Mobilidade é a circulação fácil, rápida e confortável de onde você está para qualquer ponto de sua cidade, principalmente para realizar as atividade fundamentais do seu dia a dia – como trabalhar, estudar, praticar esporte, acessar lazer, cultura e diversão ou ir em busca de serviços públicos disponíveis.

Fazer tudo o que uma vida saudável requer, sem transtornos, congestionamentos, barreiras, sem impactar ambientalmente a cidade, é o ideal que buscamos em um espaço coletivo. Na sua cidade o que atrapalha o ir e vir dos moradores?

Água e saneamento nos remetem à limpeza, ao asseio, à assepsia, mas não é só isso. Tratar a água e limpá-la depois do uso, antes de devolvê-la ao meio ambiente, previne doenças, garante boa saúde e cuida adequadamente do meio ambiente. Receber água de qualidade, com tratamento adequado, PH acima de 6, é um direito de todos os moradores de uma cidade, porque é um direito à vida protegido na Constituição Federal.

Saber que, depois do uso doméstico ou industrial, a cidade coleta as águas servidas e as tratas satisfatoriamente antes de devolvê-las ao meio ambiente nos garante que não estamos espalhando doenças, comprometendo o futuro das pessoas e do território.

Cuidando do lixo

Resíduos sólidos é a classificação técnica para tudo aquilo que sobra depois do uso humano das coisas. Esses resíduos devem ser reutilizados e só aquilo que não tiver qualquer possibilidade de reutilização, o chamado rejeito, é que deve ser descartado adequadamente e segundo a melhor técnica ambiental. Nossa economia é linear e funciona produzindo resíduos em todas as suas etapas, seguindo uma reta de destruição. O bom é construirmos uma economia circular, sem resíduos e sem sacar da natureza em velocidade que não permite à natureza se recompor.

A cidade é produtora de muito resíduo e deve encontrar solução adequada, implementando a Lei n.º 12.305, Política Nacional de Resíduos Sólidos, principalmente com a coleta seletiva de recicláveis e com o descarte adequado dos rejeitos, além de um política de não produção de resíduos sólidos. Faça agora um exame de consciência e veja a partir da sua casa, dos seus hábitos, como sua comunidade trata o lixo de sua cidade.

Patrimônio histórico e serviços públicos

Meio ambiente não é só o ambiente natural. Existe também o meio ambiente artificial, construído por nós, como é o caso do meio ambiente urbano. Nele, devemos resguardar o equilíbrio e a vida. Cuidar da história, guardando e zelando pelo patrimônio histórico. Manter as fachadas dos prédios harmônicos, preservando a beleza estética. Arborizar e criar espaços verdes. A beleza visual acalma, estimula, permite um ambiente de vida saudável, atrai negócios, turismo, produz cultura, ajuda o equilíbrio. Quanta história e beleza foi destruída em sua cidade?

Serviços públicos básicos, de qualidade, para todos, sendo ofertados na cidade são fundamentais. Saúde, educação, esporte, assistência social. Cuidar das pessoas com humanidade é o que se espera dos administradores e de seus agentes. Isso não é menos importante, mas é o que deveria ser a prática republicana, como política de Estado. Será que tudo isso funciona em seu espaço?

Outro ponto é a organização das finanças públicas, a arrecadação dos tributos e o controle dos gastos excessivos, com ética, transparência e participação dos moradores nas decisões de prioridades dos gastos. É importante ter um planejamento participativo de forma plurianual, pensando no amanhã.

Para não alongar muito mais a reflexão sobre qual cidade queremos eleger e manter, segue um trecho da encíclica pastoral Laudato Si, emitida pelo Papa Francisco, que resume o sentido de pertencimento e integração que devemos ter em nossas cidades: “Como são belas as cidades que superam a desconfiança doentia e integram os que são diferentes, fazendo desta integração um novo fator de progresso! Como são encantadoras as cidades que, já no seu projeto arquitetônico, estão cheias de espaços que unem, relacionam, favorecem o reconhecimento do outro!”.

Para que servem as árvores urbanas?

A pergunta vem depois que uma mangueira nova e carregada, caiu e perdeu parte significativa da copa, ontem, dia 30/10. A mangueira estava carregada de frutos e sem manutenção, após muitas intervenções humanas, ficou desequilibrada e não suportou a carga de frutos e tombou, perdendo parte significativa da copa.

A mangueira está plantada na Av. Generalíssimo Deodoro, entre Conselheiro Furtado e Mundurucus, num terreno onde está sendo construída a nova sede da concessionário da Chevrolet. A construção, deste estabelecimento retirou outros vegetais, incluindo frondosa mangueira, que ficava na parte interna e que servia de moradia para um casal de gaviões e muitos pássaros, de todas as espécies urbanas, principalmente bem-te-vis e sabias.

Todos os dias temos este conflito entre as árvores urbanas, as áreas verdes e a necessidade de implantação de prédios para moradia e atividades comerciais. As árvores internas são suprimidas. As externas, as que estão nas ruas, quando atrapalham a fiação, as faixadas, as garagens, os espaços de estacionamentos, são cortadas sem dó nem piedade. As árvores, sem voz, sem vereador, sem votos, sempre perdem a guerra por espaço urbano.

Mas para que servem as arvores urbanas? É possível encontrar a paz entre as árvores e as atividades humanas?

As árvores dão sombra. As árvores limpam o ar da poluição. As árvores evitam alagamentos e enchentes. As árvores reabastecem o lençol freático. As árvores absorvem os ruídos. As árvores abrigam as mais diversas vidas na área urbana, equilibrando o meio ambiente inóspito do concreto e do asfalto.

Você tem mais vantagens para as árvores? Então, meu amigo, minha amiga, comente e colabore.

Uma rua arborizada, ganha de 3º a 4º em conforto térmico. Isto é muito para uma cidade que fica em plena linha do Equador, com o sol se projetando sobre as pessoas a 90º. O conforto térmico é uma parte da vantagem, pois o sol em excesso prejudica a pele, com doenças importantes, além do envelhecimento precoce.

O ar nas cidades sempre fica carregado de partículas expelidas pelas descargas dos veículos que circulam por nossas ruas. As partículas são provenientes da queima de combustível fóssil. São estas partículas que respondem pela enorme quantidade de doenças respiratórias, incluindo a incomoda rinite. As árvores urbanas são filtros poderosos. Funcionam limpando e purificando o ar, incluindo melhorar o nível de oxigênio no ar da cidade.

As áreas das cidades são impermeabilizadas pelo as construções urbanas, pelo cimento das calçadas e pelo asfalto das ruas. Quando as chuvas caem, o acumulo de água que se precipita vindo do céu, em dias de chuvas, chegam ao solo e precisam escorrer, de volta ao leito dos rios ou ao encontro dos corpos d’água subterrâneo. É o movimento normal da natureza interrompido pelas nossas obras e construções. Se não escorrem, as águas represam e, dependendo do volume, causam grandes transtornos, geralmente nas áreas baixas, ocupadas pelas populações mais pobres. As árvores e áreas verdes, quando mantidas em quantidade suficiente, recebem as águas precipitadas, que escorrem através de suas copas, caules, até chegar as raizes, se infiltrando e alcançando o lençol freático, evitando os transtornos e reabastecendo os corpos hídricos.

Você nem nota, de tanto que está acostumado, os barulhos da cidade onde mora, mas o seu sistema auditivo está sendo prejudicado dia após dia. As maquitas cortando lajotas, os carros, as motos, as buzinas e as descargas, as obras, os bares, as baladas, o carro do gás. São diversas as fontes sonoras que elevam os decibéis a níveis insuportáveis nas áreas urbanas. A poluição sonora, provocada pelos abusos, correspondem a maioria das ligações para os telefones da Policia Civil em plena madrugada que deveria ser silenciosa. Pois também aqui, podemos contar com as árvores para diminuir o impacto, dissipando os ruídos urbanos.

Um cidade sem outras vidas, seria um cenário de um trágico drama humano. Queremos viver apenas com os pets? é um escolha. Mas podemos criar nossos belos e bem cuidados pets em nossos apartamentos e manter também entre nos, muitas espécies de pássaros, roedores, mamíferos, que nos garanta qualidade de vida urbana. Um levantamento, mostrou que São Paulo, com 506 espécies catalogadas, abriga mais aves que o Chile e o Portugal juntos. E a sua cidade, tem quantas espécies vivendo entre os habitantes? Confira. Peça para o Poder Público catalogar tudo que é vivo onde você mora.

Repetindo as vantagens da arborização, para fixar:

>Preserva a fauna silvestre;
->Reduz a temperatura;
->Melhora o microclima local;
->Garante melhor qualidade de vida;
->Garante sombra a pedestres e veículos,
->Ameniza a poluição sonora,
->Protege contra ventos fortes,
->Reduz o impacto da chuva no solo,
->Assegura bem-estar psicológico,
->Proporciona efeito estético.

Até aqui, creio eu, não temos divergências e concordamos com tudo que as árvores trazem de bom para nossa vida urbana. Agora, nossa missão, meus caros, é trabalhar por ter uma arborização farta e sadia, resolvendo plantio, saúde dos vegetais e o fim do conflito entre morar, gerar emprego, manter atividades urbanas, com arborização e qualidade do verde da cidade.

Convido você é a ser uma amigo das árvores urbanas. Topas?

Comece olhando ao seu redor e conferindo as árvores do seu entorno. Veja em que estado elas estão. As que estão precisando de manutenção devem ser informadas para a SEMMA – Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Gabinete da Semma: E-mail: oficiosemma@gmail.com; Ângela Maria Costa Pereira de Sousa: (91) 98882-7527; e Telefone: (91) 3039-8106

Devemos escolher gestores amigos da arborização. Devemos pedir que elaborem plano municipal de arborização. Que este plano seja debatido com as autoridades e com os interessados. Decidir por meta de plantio e manutenção. Fiscalizar e punir os que atentam contra a arborização.

Lute por sua cidade e pela arborização urbana.

Vamos levantar e empunhar as nossas causas.

O Pará tem um causa principal: deixar de ser colônia do Brasil. Para que isso ocorra precisamos nos libertamos da família barbalho, senhores de escravos e que nos mantem colonizado nos tempos atuais.

O ex-senador do Uruguai, José Mujica, renunciou ao mandato, com uma declaração muito serena e cheia de simbologias importantes sobre a política. Disse Mujica que a política não tem sucessão, tem causas e que as causas devem ser coletivas, destinadas a melhorar a vida das pessoas, tornando o mundo sempre um pouco melhor, mais feliz, humano e civilizado. https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/10/20/jose-mujica-renuncia-ao-cargo-de-senador-pela-segunda-vez.ghtml

Algumas causas sobrevivem. Outras são reinventada, adaptadas, modificadas. Acreditar que é a pessoa do líder e só ele ou seu sucessor que representam as causas, sendo maiores que elas, leva a distorção da política, com a sucessão de mandatos, sem causas, apenas por interesse pessoal ou familiar. Quem muda a realidade da sociedade é a própria sociedade e suas causas, sempre através da política.

O Pará é exemplo de estado onde a política deixou de ser feita por causas.

A família Barbalho, com o pai, a mãe, filhos, tias, primos, sobrinhos e até assessores de confiança, todos em cargos público, nas mais diversas instituições do estado, é o pior exemplo que podemos deixar para história do povo que vive neste pedaço geográfica do mundo.

Uma parte do Planta farto, rica, repleta de recursos naturais, o Pará é um estado de pobreza, com tantas causas fundamentais, sem mãos dignas para empunhá-las.

Somos mais de 2 milhões de famílias vivendo aqui nesta terra de contradições. Será que apenas uma família iluminada foi escolhida pelo destino para nos dirigir e empunhar as nossas causas?

Seguindo o exemplo da família Barbalho, outras famílias estão se achando no direito de sucedê-los quando sua dinastia enfraquecer. Os vales, os seffer, os sabinos, os dias, os faros, as famílias dos pastores evangélicos bengston, queiroz, marques, estão se preparando e aos poucos assumindo cargos estratégicos na administração pública do Pará de olho no poder econômico, político e no destino de mais de oito milhões de almas.

Deixemos de lado as famílias e vamos aderir as causas, estas sim é que podem nos fazer felizes.

Não será substituindo a família do B, por outra família rica e poderosa, com filhos bem nascidos, que estudaram em escolas de boa qualidade que nos garantirá as mudanças que necessitamos. O futuro melhor será obra de todos os homens e mulheres de bem.

O Pará tem um causa principal: deixar de ser colônia do Brasil. Para que isso ocorra é preciso nos libertamos dos barbalhos, senhores de escravos dos tempos atuais.

Nossas riquezas internas devem ser usada para gerar emprego, renda, diminuir nossas desigualdades internas, fazer cair o a ocupação informal, melhorar os lares chefiados por mulheres, fazer chegar tecnologia a todos os cantos, melhorar o abastecimento de água e o tratamento de esgoto e lixo nas cidades… Hoje elas enriquecem o PIB nacional, empresas estrangeiras e um elite local pouco sensível ao sofrimento da maioria.

Deixar de ser colônia nacional é uma causa coletiva, que se for aderir por todos nós, nos fará ganhar os benefícios de forma igual. Também nos fará ver quem está a favor da causa, por tanto, a favor do coletivo, ou quem está nos enganando e querendo nos usar para os seus próprios benefícios e de seus familiares.

Estou com 63 anos lutando pelo Pará. O Pará não merece este destino de ser um estado de sucessores sem causas. Já ajudei a todos os grupos políticos existentes por aqui, até eles fazem questão de me criticar por não ser fiel a eles, não sou mesmo, sou fiel a causa e me decepcionei com muitos deles, que nos enganar fazendo crer que tem bons propósitos, mas no fundo trabalham em benefício restrito e privado.

Eles prometem lutar pelas causas, mas o que desejam mesmo é a sucessão para os seus.

Acredito que você também está cansado de tudo isso. Levantemos de nossas cadeiras e caminhemos. Não podemos concordar com este destino. Temos causas. Vamos empunha-las. Pagar o sacrifício que for necessário para viver juntos uma nova realidade.

Se você leu até aqui e concorda, me dê uma curtida, deixe um comentário e coloque seu e-mail para criamos uma corrente em prol de um novo momento no Pará de todos.

A corrupção na saúde em tempos de Helder Barbalho

A quantidade de crimes relatados pela reportagens do Fantástico da Rede Globo, assusta a qualquer membro de facção criminosa. Ainda mais quando sabe-se que o dinheiro roubado faltou para salvar vidas de paraenses, pobres e sem outra alternativa que não o serviço público. O mais grave e chocante foi saber que um dos chefes da quadrilha usava o dinheiro roubado para pagar orgias com garotas de programa.

Tudo tem que ser apurado e muito bem esclarecido. Com dinheiro público não se brinca.

Dois secretários de estado, um assessor direito do Governador Helder Barbalho. O próprio Governador é acusado de chefiar o esquema de desvio de recursos da saúde. A defesa dele tem que nos convencer de suas inocência, caso contrário, não há outro caminho que não seja o impedimento do seu mandato.

Governo brasileiro é conivente com a destruição da Amazônia

A Amazônia está sendo destruída pelo fogo e pelo desmatamento e as autoridades responsáveis por evitar a destruição deste valioso e importante patrimônio se queixam das declarações de personalidades internacionais e das ONGs, cobrando e denunciando o descaso.

Dizer que a intenção de quem cobra responsabilidade nos cuidados com a Floresta e o meio ambiente é interferir e prejudicar o Brasil não cola.

O agronegócio brasileiro que ganha dinheiro importando produtos agrícolas, sabe que o consumidor de carne de boi, frago, porco, aquele que interessado em comprar soja, milho, frutas brasileiras, não aceita que produtos sejam produzidos destruindo o meio ambiente.

Se o Brasil não quiser sofrer críticas, prejuizos nas exportações e nos preços dos seus produtos, precisa provar para o Mundo que está cuidando da Amazônia e do meio ambiente.

As pessoas de bom-senso sabem que se a Floresta Amazônica for destruída, perderemos a batalha contra o aquecimento global e as mudanças climáticas e se isso, que Deus nos livre, acontecer, colocará em risco o futuro de todos aqui no Planeta.

Então General Heleno, Carlos Bolsonaro e Presidente Jair Bolsonaro, parem de jogar com o futuro do nosso povo, do bioma amazônico e do meio ambiente. Suas palavras não vão mudar o que o Mundo pensa do Brasil até que façamos nossa parte.

Foto: National Geographic

O satélite existe? – Amazônia Real

No ano passado, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que as imagens de satélite sobre queimadas e desmatamentos na Amazônia eram mentirosas. Sem outra saída do impasse, Ricardo Galvão, o diretor do Inpe, um dos mais antigos e respeitados do mundo na matéria, que captara e interpretara as imagens, sustentou a veracidade das fotografias e por isso foi demitido.
— Ler em amazoniareal.com.br/o-satelite-existe/

Garimpeiros invadem terras indígenas dos Mundurucus, com possível apoio de políticos

Não é possível acreditar que garimpeiros possam invadir a Terra Índigena Mundurucus, em Jacareacanga, no Pará, destruir a mata, contaminar rios e igarapés, levar vírus para contaminar a população, retirar ouro para contrabande-lo, sem ter apoio político e de autoridades, seja por ação ou por omissão.

Veja o que o garimpo está fazendo nas Terras Indígenas do Povo Mundurucus em Jacareacanga, aqui no Pará. Um absurdo, uma violência, um roubo, um atentado aos recursos naturais e ao povo do Pará.

O Governador Helder Barbalho, o Presidente Jair Bolsonaro, bem como os Senadores Paulo Rocha, Jader Barbalho e Zequinha Marinho e deputados federais, tem obrigação de agir e parar este absurdo, caso contrário vou entender que são, no mínimo, coniventes.

https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2019/11/05/zequinha-marinho-apresenta-reivindicacoes-do-setor-de-mineracao

https://www.jesocarneiro.com.br/para/ministerio-da-defesa-proibe-fiscalizacao-do-ibama-contra-garimpo-ilegal-no-para.html

Não tem desculpas.