Quem estraga a política são os políticos sabinos

O deputado federal Celso Sabino pediu inscrição como candidato a prefeito de Belém pelo PSDB.

O pediu, segundo anunciou a coluna do Bacana foi protocolado perante a Executiva Municipal.

Tudo seria normal se não fosse os fatos protagonizados pelo próprio Sabino, que o descredencia dessa pretensão política.

Ele é ainda filiado ao PSDB, deputado federal pela legenda e eleitor de Belém.

Ocorre que Celso Sabino, logo após eleito, diga-se por obra e graça do apoio da máquina, se afastou do ninho tucano e sua irmã foi confirmada na JUCEPA pelo Governador Helder Barbalho. Mostrando sua inclinação por governos de plantão.

O deputado Sabino controla o Partido Solidariedade e só ainda não se filiou nesta sua nova legenda para não perder o mandato por infidelidade.

Note-se ainda que o controle do PSDB municipal de Belém é do prefeito Zenaldo Coutinho que está comandando sua própria sucessão e nesta articulação o Deputado Celso não tem espaço.

O deputado Celso Sabino sabe que não tem qualquer simpatia dentro do PSDB Municipal e muito menos manteria o leque de partido aliados ao prefeito, por isso tem chance reduzidíssima de apoio oficial para sua pretensão.

Sabedor dessa pouca chance, por que Sabino pleiteia a vaga de candidato municipal pelo PSDB?

Aqui é que morar a razão do título deste artigo.

O Deputado age de caso pensado para melar o jogo, criar dificuldades e usar tudo como moeda de negociações. Sua movimentação, com certeza, está sendo comemorada pelos estrategistas do MDB e de outras legendas com pretensões em dirigir os destinos da Capital Paraense.

Neste episódio e em outros, o que menos interessa são os problemas das pessoas que moram na cidade de Belém e precisam dos servos públicos de transporte, moradia, emprego, saneamento, arborização, cultura, lazer.

Estas manobras dos políticos sabinos, que usam a política para seus objetivos de poder pessoal, desprezando a principal função desta nobre atividade, que é servir os interesses coletivos, é que provocam a desconfiança da população e fazem o povo achar que todos os políticos são iguais, nunca se dão respeito e nem respeitam o desejo popular.

Espaço Aberto: Simão Jatene bate o martelo e anuncia que não será candidato a prefeito de Belém em novembro

O ex-governador Simão Jatene (PSDB) anunciou na última terça-feira (21), em reunião realizada no escritório do PSB, que não será candidato a prefeito de Belém nas eleições de novembro. O prefeito tucano Zenaldo Coutinho esteve presente ao encontro,
— Ler em blogdoespacoaberto.blogspot.com/2020/07/simao-jatene-bate-o-martelo-e-anuncia.html

Por que o Pará elege tantos políticos populistas e corruptos?

Em 7 de cada 10 lares paraenses alguém recebeu auxílio emergencial no Pará.

O que isso quer dizer?

Somos um estado rico com um povo pobre. Um povo que vive de favores governamentais, sem autonomia pessoal, sem orgulho de manter com dignidade sua família. Dependente e suscetível a ser enganado por políticos corruptos e populistas.

Por isso, insisto que o bom Governador e o político correto será aquele capaz de fazer um transformação econômica para gerar emprego e distribuir renda.

Esse negócio de asfalto pra cá, asfalto pra lá não muda a vida das famílias em nada, até porque o asfalto é caro, retira dinheiro público de outras áreas importantes, enriquece poucos, permite corruptos desviarem recursos públicos e de tão mal feito, dura só até o próximo inverno ou a próxima eleição.

Ursula Vidal se colocou fora do jogo político e não foi agora.

Em qualquer situação, a verdade é sempre preferível, mas para alguns políticos essa regra parece não fazer sentido.

Uma pena!

A Secretária de Cultura Ursula Vidal publicou uma justificativa, repetida em nota no RD, que só não é infantil porque não corresponde a verdade, para dizer o que todos já sabiam, que ela não é candidata. Não é candidata porque não pode ser politica e nem legalmente.

Ursula não tem apoio político para se viabilizar como candidata. Não é a candidata do Governador Helder Barbalho, que tem outros compromissos. Não consegui ser a candidata do PT, que joga o jogo do MDB E sua imagem de novidade foi manchada pelas suas decisões pessoais equivocadas. Sem apoio político sua possibilidade eleitoral, que já era bem pequena, murchou

O segundo motivo, perdeu o prazo de desincompatibilização. O processo eleitoral exigia dela uma decisão que implicava em sair do governo em junho e correr o risco de concorrer sem a máquina e sem apoio político do seus atuais aliados, decisão que ela postergou por erro de interpretação jurídico.

Ursula Vidal se colocou fora do jogo e não foi agora.

Tudo começou quando Ursula se filiou, foi acolhida, apareceu no cenário e abandonou o seu primeiro partido, o PPS. Seguiu para uma nova legenda, o REDE Sustentabilidade, que logo trocou pelo PSOL, partido que a acolheu de braços abertos, mas deixou pra trás o esforço dos militantes daquela agremiação, para se juntar ao velho MDB de Jader Barbalho.

Ursula, foi mais uma promessa que ficou pra trás, engolida pela velha política, pela crença de que se pode viabilizar uma alternativa nova com velhas alianças e sem projeto político coletivo. Não há futuro nos velhos métodos, incluindo negar os fatos.

Pescador artesanal não é prioridade no Governo de Helder Barbalho, que não tem política pública para o setor

A pesca, muito importante para economia, renda e ocupação no Pará, não recebe atenção por parte do Governo do Estado, que não tem política e nem destina recurso para o setor.

Corvina, Gó, Pescada, Serra, Tamuatá, Anujá, Mapará, Tucunaré, Tambaqui, Pirarucu, Filhote, Pargo, Pirapema, peixes das águas continentais, dos lagos, dos igarapés, dos rios, dos oceanos. A diversidade faz do Pará um campeão em espécies de peixes.

O setor pesqueiro do Pará é forte, aproveitando a quantidade e a qualidade, movimenta milhões e gera muita ocupação, principalmente entre as famílias dos pescadores artesanais.

O setor pesqueiro paraense representa 63% de todo a produção da Região Norte e 15,5% do país, sendo o maior produtor brasileiro de pescado.

Deste volume de produção, a aquicultura, ainda é incipiente, representa apenas 2%, enquanto que a pesca industrial produz 21,4%. O peso maior fica por conta da pesca artesanal, que é responsável por 77,2% de todo o volume pescado nas águas continentais e interiores deste vasto emaranhado de rios, furos, igarapés e de um dos maiores manguezais do país.

Os pescadores artesanais, responsáveis por colocar o Pará em destaque neste setor, atuam sem qualquer presença de políticas públicas do Estado. Não tem tecnologia, não tem fiscalização, não tem sistema de comercialização justo, nem na qualidade de vida das famílias destas pessoas. Basta um simples leitura ao Orçamento Geral para 2020, para constatar que o Governo não tem olhos e nem foi fisgado pela importância econômica deste setor.

veja o quadro do Orçamento Geral do Estado:

Apesar do gordo Orçamento Geral do Estado, as prioridades, as escolhas e os reais interesses do Governo, aparecem no orçamento das pastas.

O orçamento da Secretária de Estado de Desenvolvimento Agropecuária e da Pesca revela o que pensa o Governador sobre o setor produtivo, em especial o da pesca artesanal.

Os pescadores artesanais sem voz e nem representação na Assembléia Legislativa viram um Orçamento do Pará para 2020 de R$27 bilhões, destinar apenas 1,07% para investimento no setor pesqueiro ou míseros R$290.000,00. Sendo que o único programa “Desenvolvimento da Produção Aquícola e Pesqueira, é destinado a aquicultura e não a pesca artesanal.

No verão paraense, muitas vão saborear uma gó frita, um bandeirado assado, um tucunaré na manteiga, uma banda de tambaqui, pescado por estes heróis paraenses, desprezados pelas políticas públicas, mas responsável por colocar o Pará entre os mais produtivos do Brasil.

Secretaria de Pesca publica norma que regulariza situação de 400 mil pescadores no país

A emissão de registros para a pesca profissional está suspensa desde 2015 por recomendação dos órgãos de controle. A Secretaria de Aquicultura e Pesca estima que cerca de 500 mil pessoas tenham o registro de pesca profissional em todo o Brasil válido, sendo que de quase 400 mil aguardam a análise dos pedidos feitos de 2015 para cá ou estão com os registros suspensos. Ou seja, exercem a atividade da pesca de forma irregular e estão sujeitos a autuações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) caso sejam pegos em fiscalizações do órgão, que vão desde a apreensão dos produtos e instrumentos, aplicação de multas até ações penais.
— Ler em www.mdic.gov.br/index.php/micro-e-pequenas-empresa/61-noticias/2645-secretaria-de-pesca-publica-norma-que-regulariza-situacao-de-400-mil-pescadores-no-pais

Trapiche de restaurante desaba na ilha do Combu

As informações iniciais dão conta de que as vítimas foram trazidas para a praça Princesa Isabel (de onde embarcam e desembarcam diariamente passageiros em direção à ilha), no bairro da Condor, para receber atendimento médico em Belém.
— Ler em www.oliberal.com/policia/trapiche-de-restaurante-desaba-na-ilha-do-combu-1.284785

Piloto de embarcação morre em acidente na ilha do Combu

Liberal)
Juscelino Pinheiro, de 39 anos, morreu afogado, em um acidente na ilha do Combu, região das ilhas de Belém. Ele era piloto contratado de uma lancha particular, chamada “Perfect Life”. Estava, junto com um ajudante, trabalhando para clientes em uma área conhecida como “Prainha”. O ajudante também foi vítima do mesmo acidente, mas foi socorrido. O corpo foi encaminhado para a perícia na manhã desta segunda-feira (6).
— Ler em www.oliberal.com/policia/piloto-de-embarcacao-morre-em-acidente-na-ilha-do-combu-1.282954

Liberdade de comunicação, imprensa e opinião

O jornalismo do Pará tem muitos bons profissionais. Jornalistas que honram seu oficio e seguem o ensinamento do mestre Graciliano Ramos.

“Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar.
Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer.”

(Graciliano Ramos)

O problema não são os jornalistas, mas os donos dos jornais, das rádios, das tevês e agora de alguns portais, que também são políticos ou vivem a serviços de um modelo econômico ultrapassado, predador. Controlam a informação, manipulam os fatos e usam a informação para desinformar ou perseguir.

Os poucos heróis que ousam usar os recursos disponíveis das novas mídias sociais para lançar dúvidas sobres vossas verdades, vocês os perseguem.

Chega!

Deixem-nos em paz. Tirem as mãos da nossa felicidade. Nós precisamos entrar no século XXI e olhar para o futuro, sem o seus atrasos colonialistas.

Aqui é a Amazônia, um celeiro de vida e vida em abundância, mas não feita para ser destruída, consumida, explorada para satisfação eterna de vocês.