O que aconteceu no primeiro turno em Belém?

Quando fechou a apuração e o TSE anunciou o segundo turno entre Edmílson Rodrigues e o Delegado Federal Eguchi, do Patriota, presidido pelo Deputado Raimundo Santos, ligado a Assembléia de Deus, a cidade passou a se perguntar quem é o Eguchi e como ele derrotou o candidato da máquina estadual, do MDB, da Igreja do Evangelho Quadrangular e do maior grupo de comunicação do Estado?

Eu não sei ao certo, mas desconfio de algumas coisas.

Campanha eleitoral é simbologia. O eleitor percebe um problema que deseja combater e busca nos candidatos aquele que melhor simboliza a solução.

Se todos concordarem com esta premissa, podemos seguir palpitando.

O que ficou marcante nesta campanha aqui em Belém foi o desejo do grupo e da família Barbalho controlar a Prefeitura da capital. Fez de tudo para que isso acontecesse: retirou do jogo eleitoral nomes bem mais aceitáveis, como o da secretária de cultura, Ursula Vidal. Atropelou o vice-prefeito Orlando Reis. Interferiu em outros partidos, ao ponto de derrotar Eder Mauro e Jefferson Lima, filiados ao PSD e PP, respectivamente.

As operações da PF no Pará e os processos judiciais para apurar crimes de corrupção do Governador e de seus auxiliares mais direitos, inclusive com prisão do seu braço direito, Parsifal Pontes e a apreensão de farta quantia em dinheiro, encontrada escondida em um cooler, dinheiro da compra de respiradores e outros itens da saúde, desviados em plena pandemia, deram ao povo o desejo de solucionar o problema da corrupção.

Diante deste cenário, o eleitor passou a nutrir o desejo de encontrar um candidato que tivesse força para impedir a subida de Priante e da vitória eleitoral do MDB e que também fosse uma resposta clara ao combate a corrupção.

Será que estou indo na direção certa?

Eguchi fez toda a sua campanha como delegado da Polícia Federal que combate a corrupção.

No único debate, organizado pelo Portal Roma News e desprezado por Edmilson e Priante, o candidato do Patriota apresentou um único argumento para solucionar os problemas de Belém: combater a corrupção.

Perguntaram ao Eguchi como ele iria fazer para ter recursos e colocar em prática seus planos para Educação. Respondeu que combatendo a corrupção teria dinheiro sobrando. Disse que era da PF e que traria para sua equipe delegados desta corporação e que como filho de japonês valorizaria a educação.

Eguchi foi se construindo como simbolo do combate a corrupção.

Quando as pesquisas mostraram sua tendência de crescimento, principalmente através da pesquisa do IBOPE, divulgada na véspera das eleições, este fato fez o movimento do voto útil para derrotar Priante. Mas a força popular e politica que manteve a candidatura de Eguchi está alicerçada em grupos bolsonaristas, em evangélicos e na articulação do deputado Raimundo Santos.

Agora vem o segundo turno, Eguchi enfrentará Edmilson Rodrigues. Eguchi é de direita bolsonarista. Edmilson Rodrigues de esquerda radical, será que teremos um campanha direita versus esquerda? Quem os dois candidatos pode agregar e somar força? Como a campanha de Edmilson superará sua rejeição? Como se posicionará o Governador Helder Barbalho? Bolsonaro prometeu entrar na campanha no segundo turno em Belém, será que o apoio do Presidente vai ser bem vindo?

São muitas as perguntas, mas como o segundo turno é rápido, acho que nem vai dar tempo das coordenações de campanha respondê-las. Quem vai dar a resposta será de fato o eleitor nas urnas.

É hora de eleger um projeto de cidade como um espaço que une

Por José Carlos do PV

No dia 15 de novembro, vamos escolher o engenheiro e os pedreiros que reformarão nossa casa. Queremos morar melhor e com mais conforto, mas chamo a atenção para o fato de que esses administradores e executores escolhidos precisarão de um projeto de reforma se quisermos morar melhor.

Escolher bem o prefeito e os vereadores é bom, é democrático, é necessário, mas não lhes dizer qual cidade queremos pode, fatalmente, piorar o que hoje não está bom.

A cidade é a nossa casa. Nosso espaço coletivo. Nosso lugar de criar a família, de fazer amigos, de realizar os sonhos profissionais. Um lugar assim deve ser o melhor lugar do mundo.

Quando pensamos em uma cidade, devemos pensar em pontos importantes para a sua funcionalidade e interação das pessoas. Vamos pensar sobre essa funcionalidade, levantando os pontos-chave e comparando com a cidade de hoje?

Mobilidade e saneamento

Espaços públicos são as ruas, as calçadas, as praças, os parques, as escolas, as quadras, os locais de eventos. Quanto mais limpos, bem cuidados, arejados e frequentados, muito melhor será a cidade. Faça um mapa mental desses espaços ao redor de onde você mora e descubra o que está faltando ou funcionando mal.

Mobilidade é a circulação fácil, rápida e confortável de onde você está para qualquer ponto de sua cidade, principalmente para realizar as atividade fundamentais do seu dia a dia – como trabalhar, estudar, praticar esporte, acessar lazer, cultura e diversão ou ir em busca de serviços públicos disponíveis.

Fazer tudo o que uma vida saudável requer, sem transtornos, congestionamentos, barreiras, sem impactar ambientalmente a cidade, é o ideal que buscamos em um espaço coletivo. Na sua cidade o que atrapalha o ir e vir dos moradores?

Água e saneamento nos remetem à limpeza, ao asseio, à assepsia, mas não é só isso. Tratar a água e limpá-la depois do uso, antes de devolvê-la ao meio ambiente, previne doenças, garante boa saúde e cuida adequadamente do meio ambiente. Receber água de qualidade, com tratamento adequado, PH acima de 6, é um direito de todos os moradores de uma cidade, porque é um direito à vida protegido na Constituição Federal.

Saber que, depois do uso doméstico ou industrial, a cidade coleta as águas servidas e as tratas satisfatoriamente antes de devolvê-las ao meio ambiente nos garante que não estamos espalhando doenças, comprometendo o futuro das pessoas e do território.

Cuidando do lixo

Resíduos sólidos é a classificação técnica para tudo aquilo que sobra depois do uso humano das coisas. Esses resíduos devem ser reutilizados e só aquilo que não tiver qualquer possibilidade de reutilização, o chamado rejeito, é que deve ser descartado adequadamente e segundo a melhor técnica ambiental. Nossa economia é linear e funciona produzindo resíduos em todas as suas etapas, seguindo uma reta de destruição. O bom é construirmos uma economia circular, sem resíduos e sem sacar da natureza em velocidade que não permite à natureza se recompor.

A cidade é produtora de muito resíduo e deve encontrar solução adequada, implementando a Lei n.º 12.305, Política Nacional de Resíduos Sólidos, principalmente com a coleta seletiva de recicláveis e com o descarte adequado dos rejeitos, além de um política de não produção de resíduos sólidos. Faça agora um exame de consciência e veja a partir da sua casa, dos seus hábitos, como sua comunidade trata o lixo de sua cidade.

Patrimônio histórico e serviços públicos

Meio ambiente não é só o ambiente natural. Existe também o meio ambiente artificial, construído por nós, como é o caso do meio ambiente urbano. Nele, devemos resguardar o equilíbrio e a vida. Cuidar da história, guardando e zelando pelo patrimônio histórico. Manter as fachadas dos prédios harmônicos, preservando a beleza estética. Arborizar e criar espaços verdes. A beleza visual acalma, estimula, permite um ambiente de vida saudável, atrai negócios, turismo, produz cultura, ajuda o equilíbrio. Quanta história e beleza foi destruída em sua cidade?

Serviços públicos básicos, de qualidade, para todos, sendo ofertados na cidade são fundamentais. Saúde, educação, esporte, assistência social. Cuidar das pessoas com humanidade é o que se espera dos administradores e de seus agentes. Isso não é menos importante, mas é o que deveria ser a prática republicana, como política de Estado. Será que tudo isso funciona em seu espaço?

Outro ponto é a organização das finanças públicas, a arrecadação dos tributos e o controle dos gastos excessivos, com ética, transparência e participação dos moradores nas decisões de prioridades dos gastos. É importante ter um planejamento participativo de forma plurianual, pensando no amanhã.

Para não alongar muito mais a reflexão sobre qual cidade queremos eleger e manter, segue um trecho da encíclica pastoral Laudato Si, emitida pelo Papa Francisco, que resume o sentido de pertencimento e integração que devemos ter em nossas cidades: “Como são belas as cidades que superam a desconfiança doentia e integram os que são diferentes, fazendo desta integração um novo fator de progresso! Como são encantadoras as cidades que, já no seu projeto arquitetônico, estão cheias de espaços que unem, relacionam, favorecem o reconhecimento do outro!”.

Para que servem as árvores urbanas?

A pergunta vem depois que uma mangueira nova e carregada, caiu e perdeu parte significativa da copa, ontem, dia 30/10. A mangueira estava carregada de frutos e sem manutenção, após muitas intervenções humanas, ficou desequilibrada e não suportou a carga de frutos e tombou, perdendo parte significativa da copa.

A mangueira está plantada na Av. Generalíssimo Deodoro, entre Conselheiro Furtado e Mundurucus, num terreno onde está sendo construída a nova sede da concessionário da Chevrolet. A construção, deste estabelecimento retirou outros vegetais, incluindo frondosa mangueira, que ficava na parte interna e que servia de moradia para um casal de gaviões e muitos pássaros, de todas as espécies urbanas, principalmente bem-te-vis e sabias.

Todos os dias temos este conflito entre as árvores urbanas, as áreas verdes e a necessidade de implantação de prédios para moradia e atividades comerciais. As árvores internas são suprimidas. As externas, as que estão nas ruas, quando atrapalham a fiação, as faixadas, as garagens, os espaços de estacionamentos, são cortadas sem dó nem piedade. As árvores, sem voz, sem vereador, sem votos, sempre perdem a guerra por espaço urbano.

Mas para que servem as arvores urbanas? É possível encontrar a paz entre as árvores e as atividades humanas?

As árvores dão sombra. As árvores limpam o ar da poluição. As árvores evitam alagamentos e enchentes. As árvores reabastecem o lençol freático. As árvores absorvem os ruídos. As árvores abrigam as mais diversas vidas na área urbana, equilibrando o meio ambiente inóspito do concreto e do asfalto.

Você tem mais vantagens para as árvores? Então, meu amigo, minha amiga, comente e colabore.

Uma rua arborizada, ganha de 3º a 4º em conforto térmico. Isto é muito para uma cidade que fica em plena linha do Equador, com o sol se projetando sobre as pessoas a 90º. O conforto térmico é uma parte da vantagem, pois o sol em excesso prejudica a pele, com doenças importantes, além do envelhecimento precoce.

O ar nas cidades sempre fica carregado de partículas expelidas pelas descargas dos veículos que circulam por nossas ruas. As partículas são provenientes da queima de combustível fóssil. São estas partículas que respondem pela enorme quantidade de doenças respiratórias, incluindo a incomoda rinite. As árvores urbanas são filtros poderosos. Funcionam limpando e purificando o ar, incluindo melhorar o nível de oxigênio no ar da cidade.

As áreas das cidades são impermeabilizadas pelo as construções urbanas, pelo cimento das calçadas e pelo asfalto das ruas. Quando as chuvas caem, o acumulo de água que se precipita vindo do céu, em dias de chuvas, chegam ao solo e precisam escorrer, de volta ao leito dos rios ou ao encontro dos corpos d’água subterrâneo. É o movimento normal da natureza interrompido pelas nossas obras e construções. Se não escorrem, as águas represam e, dependendo do volume, causam grandes transtornos, geralmente nas áreas baixas, ocupadas pelas populações mais pobres. As árvores e áreas verdes, quando mantidas em quantidade suficiente, recebem as águas precipitadas, que escorrem através de suas copas, caules, até chegar as raizes, se infiltrando e alcançando o lençol freático, evitando os transtornos e reabastecendo os corpos hídricos.

Você nem nota, de tanto que está acostumado, os barulhos da cidade onde mora, mas o seu sistema auditivo está sendo prejudicado dia após dia. As maquitas cortando lajotas, os carros, as motos, as buzinas e as descargas, as obras, os bares, as baladas, o carro do gás. São diversas as fontes sonoras que elevam os decibéis a níveis insuportáveis nas áreas urbanas. A poluição sonora, provocada pelos abusos, correspondem a maioria das ligações para os telefones da Policia Civil em plena madrugada que deveria ser silenciosa. Pois também aqui, podemos contar com as árvores para diminuir o impacto, dissipando os ruídos urbanos.

Um cidade sem outras vidas, seria um cenário de um trágico drama humano. Queremos viver apenas com os pets? é um escolha. Mas podemos criar nossos belos e bem cuidados pets em nossos apartamentos e manter também entre nos, muitas espécies de pássaros, roedores, mamíferos, que nos garanta qualidade de vida urbana. Um levantamento, mostrou que São Paulo, com 506 espécies catalogadas, abriga mais aves que o Chile e o Portugal juntos. E a sua cidade, tem quantas espécies vivendo entre os habitantes? Confira. Peça para o Poder Público catalogar tudo que é vivo onde você mora.

Repetindo as vantagens da arborização, para fixar:

>Preserva a fauna silvestre;
->Reduz a temperatura;
->Melhora o microclima local;
->Garante melhor qualidade de vida;
->Garante sombra a pedestres e veículos,
->Ameniza a poluição sonora,
->Protege contra ventos fortes,
->Reduz o impacto da chuva no solo,
->Assegura bem-estar psicológico,
->Proporciona efeito estético.

Até aqui, creio eu, não temos divergências e concordamos com tudo que as árvores trazem de bom para nossa vida urbana. Agora, nossa missão, meus caros, é trabalhar por ter uma arborização farta e sadia, resolvendo plantio, saúde dos vegetais e o fim do conflito entre morar, gerar emprego, manter atividades urbanas, com arborização e qualidade do verde da cidade.

Convido você é a ser uma amigo das árvores urbanas. Topas?

Comece olhando ao seu redor e conferindo as árvores do seu entorno. Veja em que estado elas estão. As que estão precisando de manutenção devem ser informadas para a SEMMA – Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Gabinete da Semma: E-mail: oficiosemma@gmail.com; Ângela Maria Costa Pereira de Sousa: (91) 98882-7527; e Telefone: (91) 3039-8106

Devemos escolher gestores amigos da arborização. Devemos pedir que elaborem plano municipal de arborização. Que este plano seja debatido com as autoridades e com os interessados. Decidir por meta de plantio e manutenção. Fiscalizar e punir os que atentam contra a arborização.

Lute por sua cidade e pela arborização urbana.

Vamos levantar e empunhar as nossas causas.

O Pará tem um causa principal: deixar de ser colônia do Brasil. Para que isso ocorra precisamos nos libertamos da família barbalho, senhores de escravos e que nos mantem colonizado nos tempos atuais.

O ex-senador do Uruguai, José Mujica, renunciou ao mandato, com uma declaração muito serena e cheia de simbologias importantes sobre a política. Disse Mujica que a política não tem sucessão, tem causas e que as causas devem ser coletivas, destinadas a melhorar a vida das pessoas, tornando o mundo sempre um pouco melhor, mais feliz, humano e civilizado. https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/10/20/jose-mujica-renuncia-ao-cargo-de-senador-pela-segunda-vez.ghtml

Algumas causas sobrevivem. Outras são reinventada, adaptadas, modificadas. Acreditar que é a pessoa do líder e só ele ou seu sucessor que representam as causas, sendo maiores que elas, leva a distorção da política, com a sucessão de mandatos, sem causas, apenas por interesse pessoal ou familiar. Quem muda a realidade da sociedade é a própria sociedade e suas causas, sempre através da política.

O Pará é exemplo de estado onde a política deixou de ser feita por causas.

A família Barbalho, com o pai, a mãe, filhos, tias, primos, sobrinhos e até assessores de confiança, todos em cargos público, nas mais diversas instituições do estado, é o pior exemplo que podemos deixar para história do povo que vive neste pedaço geográfica do mundo.

Uma parte do Planta farto, rica, repleta de recursos naturais, o Pará é um estado de pobreza, com tantas causas fundamentais, sem mãos dignas para empunhá-las.

Somos mais de 2 milhões de famílias vivendo aqui nesta terra de contradições. Será que apenas uma família iluminada foi escolhida pelo destino para nos dirigir e empunhar as nossas causas?

Seguindo o exemplo da família Barbalho, outras famílias estão se achando no direito de sucedê-los quando sua dinastia enfraquecer. Os vales, os seffer, os sabinos, os dias, os faros, as famílias dos pastores evangélicos bengston, queiroz, marques, estão se preparando e aos poucos assumindo cargos estratégicos na administração pública do Pará de olho no poder econômico, político e no destino de mais de oito milhões de almas.

Deixemos de lado as famílias e vamos aderir as causas, estas sim é que podem nos fazer felizes.

Não será substituindo a família do B, por outra família rica e poderosa, com filhos bem nascidos, que estudaram em escolas de boa qualidade que nos garantirá as mudanças que necessitamos. O futuro melhor será obra de todos os homens e mulheres de bem.

O Pará tem um causa principal: deixar de ser colônia do Brasil. Para que isso ocorra é preciso nos libertamos dos barbalhos, senhores de escravos dos tempos atuais.

Nossas riquezas internas devem ser usada para gerar emprego, renda, diminuir nossas desigualdades internas, fazer cair o a ocupação informal, melhorar os lares chefiados por mulheres, fazer chegar tecnologia a todos os cantos, melhorar o abastecimento de água e o tratamento de esgoto e lixo nas cidades… Hoje elas enriquecem o PIB nacional, empresas estrangeiras e um elite local pouco sensível ao sofrimento da maioria.

Deixar de ser colônia nacional é uma causa coletiva, que se for aderir por todos nós, nos fará ganhar os benefícios de forma igual. Também nos fará ver quem está a favor da causa, por tanto, a favor do coletivo, ou quem está nos enganando e querendo nos usar para os seus próprios benefícios e de seus familiares.

Estou com 63 anos lutando pelo Pará. O Pará não merece este destino de ser um estado de sucessores sem causas. Já ajudei a todos os grupos políticos existentes por aqui, até eles fazem questão de me criticar por não ser fiel a eles, não sou mesmo, sou fiel a causa e me decepcionei com muitos deles, que nos enganar fazendo crer que tem bons propósitos, mas no fundo trabalham em benefício restrito e privado.

Eles prometem lutar pelas causas, mas o que desejam mesmo é a sucessão para os seus.

Acredito que você também está cansado de tudo isso. Levantemos de nossas cadeiras e caminhemos. Não podemos concordar com este destino. Temos causas. Vamos empunha-las. Pagar o sacrifício que for necessário para viver juntos uma nova realidade.

Se você leu até aqui e concorda, me dê uma curtida, deixe um comentário e coloque seu e-mail para criamos uma corrente em prol de um novo momento no Pará de todos.

Belém é campeã em mães chefes de família.

O candidato Priante enxerga o problema, mas não propõe a solução correta. Em quase tudo, o programa que Priante propõe vem do velho jeito de fazer política, paliativa, populista, clientelista, feita para ganhar votos, eleições e servir de mais uma frustração para um povo esperançoso e crente no futuro que nunca chega.

Um exemplo claro é o programa “Mãe Guerreira”. Um resumo da proposta de Priante para mãe chefes de família não deixa dúvida quanto a sua fragilidade conceitual:

“O Programa “Mãe Guerreira” vai beneficiar mulheres chefes de família que sustentam por conta própria seus filhos. 👩‍👧‍👦 Na primeira fase serão 2 mil participantes que receberão um auxílio mensal de R$400 e apoio da prefeitura para conseguirem empregos. 👩🏽‍💼”

post da plataforma Facebook do candidato

Segundo o IBGE, as mulheres chefiam 4 de cada 10 lares em Belém. Aqui está parte do problema. Sem olhar os dados de emprego formal na Capital e da renda, ainda não se pode avançar em solução.

Belém tem apenas 29,5% de sua população ocupada, onde 39% tem rendimento per capita mensal de 1/2 salário mínimo.

Os dados revelam, sem qualquer sinal de escamoteamento, que mulheres chefes de famílias, além desta condição de sozinhas sustentarem a unidade familiar, ainda tem pela frente um mercado de trabalho que oferece muito pouco emprego formal, de onde o rendimento extraído é baixíssimo.

Para alterar este quadro, o candidato propõe um saída marqueteira e fácil de ser visualizada na propaganda política, criando a ilusão de coisa boa e do bom discurso. Trata-se de um programa de um auxilio mensal de R$400,00 e apoio para conseguir emprego. Se fosse fácil assim já teria sido feito, mas não foi porque não fácil e nem é a solução.

O programa diz ainda que no primeiro momento atenderá apenas 2.000 mulheres, um número bastante reduzido para o número de mães nestas condições, mas que significará um aporte de R$ 9,6 milhões por ano, que somados aos custos para administração do próprio programa e as iniciativas para conseguir emprego, pesarão significativamente no baixo capacidade orçamentária da Prefeitura de Belém.

O primeiro passo, para se ter uma saída segura, é saber que Belém precisa de um programa econômico de crescimento de emprego e renda. É preciso conhecer melhor a realidade das mulheres chefes de famílias. Saber quantas estão em situação de vulnerabilidade. Quantas já participam dos programas de rendas do Governo Federal, como bolsa família. Quantas precisam de empregos e em que áreas. Quantas precisam de formação profissional.

Se a mulher, chefe de família, está inscrita no Programa Bolsa Família, pelas regras do programa, não poderá acessar outro benefício com dinheiro público. Ou seja, estará fora do programa proposto por Priante.

Priante, mas não só ele, através de seus programas eleitorais, falam dos problemas, verbalizam sobre a dor e o sofrimento das pessoas, falam de negros, de periferia, de abandono, de alagamento, de saúde, de lixo, de pets, de mobilidade apenas como peças publicitárias de campanha, dita com cobertura de imagens e vozes emocionantes. O eleitor, na outra ponta, sente-se, por vezes, representado. Este jogo é jogo de perde, perde.

Enxergar o problema com honestidade, tratá-lo com decência, não transformar o drama das pessoas em bandeira eleitoral, apresentar soluções verdadeiras, me parece o único caminho seguro para Belém melhorar e crescer enquanto uma comunidade sadia.

Zenaldo Coutinho não é o pior prefeito de Belém

Uma mentira repetida toma força da verdade. Repetiram, Zenaldo é o pior prefeito de Belém, e isso vem se tornando verdade e facilitando com que os piores políticos paraenses virem mocinhos.

A frase foi criada e repetida por todos os adversários do prefeito, com seus meios de comunicação sustentados com verbas públicas e esse é o objetivo político de quem repete a frase, frase fácil de ganhar força frente a realidades históricas existentes na cidade.

Quem anda em ônibus em Belém, uma porcaria de serviço público, ao ouvir a frase, em meio ao calor, não tem como reagir ao contrário. Sem sabe explicar porque a ganância fala mais alto que o interesse público, fica muito mais cômodo encontrar o culpado mais próximo e bem preparado pela repetição de mentiras.

Porém essa história vem de longe e não foi criada pelo Zenaldo Coutinho.

Ao contrário, Zenaldo, como relator da Lei Orgânica do Município de Belém, enfrentou, junto com a bancada do PT, PPS, PCdoB, PDT, a ganância dos empresário e permitiu a aprovação do avançado Capitulo de Transporte, que, se fosse implantado, mudaria definitivamente a qualidade e eficiência desse serviço público essencial.

Os empresários de empresas de transporte público nunca tiveram compromisso com a cidade e sempre sobreviveram com apoio político, seja de vereadores, do próprio prefeito, até do Judiciário e e de membros do Ministério Público, que aderem as teses de direito adquirido. Com toda essa força, mesmo derrotados na Lei Orgânica, eles boicotaram a implantação da lei, não permitindo que seus contratos perdessem a validade ou embarreirando as várias tentativas de licitações.

O Fernando Carneiro, vereador que apresentou o projeto de ar condicionado para fazer media e jogar para plateia, foi, no governo do Prefeito Edmilson (é bom lembrar que Edmilson Rodrigues já governo Belém por oito anos) diretor da CTBEL, não fez nada para implantar as regras novas prevista na Lei Orgânica. Sua sucessora, Cristina Bandini, se abraçou com os empresários e entregou a eles o domino da cidade.

Duciomar, trouxe o BRT por exigência do plano de Lula para copa, mas não tinha qualquer compromisso com o lado público desse sistema. A ideia era entregar tudo na mão do Barata, da Belém Rio, a mesma família metida em escândalos de transporte no governo de Sergio Cabral, no Rio de Janeiro, governo apoiado pelo PT, que hoje integra a chapa de Edmilson Rodrigues. Não custa lembrar que Duciomar era aliado do PT e de Lula, de quem recebeu tratamento vip nos anos que governou Belém.

O sistema BRT, quando implantado como um sistema de transporte interligado e intermodal, funciona, sendo capaz de fornecer eficiência, pontualidade e o melhor custo benefício entre o tradicional ônibus e o moderno metrô. A sua implantação e funcionamento dá transparência e permite maior controle do poder concedente e da população. Tudo, incluindo a receita e as despesas, passam a ser monitorado e controlado por sistemas autônomos e auditáveis. Pelo sistema BRT é possível saber o número de passageiro dia, a rotina de deslocamento na cidade, os pontos de concentração de pessoas e muitos outros dados que, permitirão ao operador, o aperfeiçoamento constante em favor da qualidade e conforto do passageiro, sem, contudo, alterar preço.

O que os empresários atuais não aceitam é exatamente perder o controle, permitir a transparência, entregar as informações sobre seus reais ganhos em cima da influência. Abrir a caixa preta é o nó górdio desta disputa, que ainda se entenderá por muito tempo e dependendo do resultado eleitoral, com eles no comando.

A cidade, independente de partido ou de ideologia, precisa tomar a bandeira do BRT e exigir sua implantação, doa a quem doer.

Sejamos justo, Zenaldo vem lutando para desfazer as bombas engatilhadas e impor o sistema BRT, e quem o apoiou?

A cidade precisa saber da verdade sobre os reais motivos por trás da má-gestão do serviço de transporte público em Belém. A nossa imprensa alternativa deveria ajudar nessa missão e levantar o tapete.

Thiago Araújo tem compromisso em dar seguimento a luta feita por Zenaldo para concluir o BRT. Priante e Edmilson teriam força para impor a eles que deixem de boicotar o BRT? Eu duvido. Priante teria disposição ou mesmo isenção para enfrentar os empresários deste setor? O MDB, historicamente, desde da época do dr. Augusto Nogueira, é aliado dos empresários de ônibus, herdou este compromisso de Alacid Nunes. Edmilson já teve a oportunidade e não fez.

Deixo aqui o debate. Mas não venham com ataques sem provas que mando um petardo, porque essa história eu conheço bem?

Responde Prefeito: Não tem debate, mas Belém tem perguntas a fazer.

Candidatos a Prefeitos de Belém: G1

O primeiro turno da campanha de prefeito de Belém vai ser apenas com a narrativa dos candidatos, sem debates. Eles e suas equipes de comunicação vão dizer o que bem quiserem e nós não vamos ter o direito de vê-los em confronto de ideias.

O debate entre os candidatos é fundamental para sabermos, pelo menos, parte da verdade. Vê-los expondo um a fragilidade do outro. Percebemos quem está mais preparado e quem pode realmente fazer o melhor pela cidade.


Como não vai haver debate porque a Globo desejou a concordância dos 13 candidatos, aceitando que que participe apenas os 4 primeiros colocados em pesquisa e consenso não haverá. Como o grupo RBA e seu candidato Priante se beneficia de não ter debate e por isso não o fará. Restaria uma saída, que seria a união dos blogs alternativos, como sugeriu Diógenes Brandão, para promover este momento democrático.

Pelo sim, pelo não, que tal perguntamos aos candidatos, desde agora, o seguinte:


1. Thiago Araújo: O senhor tem apoio do prefeito Zenaldo o que você manterá e o que você mudará como cara nova da gestão dele?

2. Edmilson Rodrigues: O Governador Helder Barbalho já sofreu várias operações da PF, MPF e Controladoria Geral da União, com busca e apreensão em sua residência, bloqueios de bens, prisão e demissão de secretários de confiança. Qual a sua opinião sobre as suspeitas de corrupção que pesam sobre o Governador? O PT está na base do governo Helder Barbalho e também integra a sua chapa, caso passe para o segundo turno, o Senhor pretende ter apoio do Governador Helder Barbalho?

3. Priante: O senhor tem 32 anos de mandatos, é membro da família Barbalho, que já governa o Pará e cujo Governador é investigado por suspeita da prática de corrupção durante o estado de emergência da Pandemia, como pretende tirar Belém do abandono sem corrupção? O Senhor diz que Belém está abandonada a 30 anos, o que o Senhor fez nestes 32 anos de mandato para impedir o abandono de Belém?

4. Gustavo Seffer: Belém tem pouco mais de R$ 500 milhões para investimentos em obras, um quilômetro de metrô custa R$300 milhões, para chegar ao Entrocamento, precisaríamos de 08 quilômetros de metrô, ou R$1,2 bilhão; em Belém, devido a composição do solo, este valor triplica, de onde você pretende arranjar esta fortuna para por em prática sua proposta de construir um metrô na Cidade? Caso consiga implementar o Metrô, vai destruir ou jogar no lixo tudo que já foi investido no sistema BRT?

5. Eguchi: Belém, para avançar, necessita solucionar problemas históricos, tais como alagamento, lixo, saneamento, etc, como sua experiência de policial federal pode ser utilizada para Governar Belém?

6. Mário Couto: O que o senhor acha da possibilidade dos Barbalhos controlarem Belém com a eleição de Priante?

7. Vavá Martins: O Círio é mais que um evento turístico, trata-se da maior manifestação religiosa em honra de Maria e do dogma de sua virgindade, antes, durante e depois do nascimento de Jesus Cristo; o senhor, Bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, que nega este dogma, como prefeito, respeitará o estado laico e manterá o apoio oficial as festividade nazarena?

8. Cleber Rabelo: qual sua opinião sobre a participação das esquerdas no Governo Barbalho, acusado de corrupção e como o senhor vê a aliança de esquerda PSOL – PT?

9. Gulherme Lessa: A Justiça determinou que até maio o lixão de Maritiba seja fechado, caso seja eleito, para onde enviará as quase 1.800 toneladas diárias de lixo da cidade?

10. Dr. Jerônimo: O senhor é homem e candidato do Partido da Mulher Brasileira, que tem como principal bandeira a igualdade de gênero, isto não é contraditório?

11. Jair Lopes: temos quatro candidatos de esquerda disputando a prefeitura de Belém, se todos estivessem unidos seriam mais forte, com mais chance de sucesso, qual é a dificuldade de unir as esquerdas no Pará?

12. Cassio Andrade: Belém é suja por causa dos entulhos jogados nas esquinas, em determinados pontos da cidade e nos canais. Qual sua proposta para resolver o problema do lixo?

Você, meu caro leitor, tem suas próprias perguntas. Então, por favor, não se faça de rogado, mande pelos comentários que selecionaremos as melhores e enviaremos aos comitês dos candidatos.

Mentiras e promessas políticas, como se defender.

As campanhas eleitorais feitas para disputar poder sempre trazem práticas que revelam as feridas da alma humana, que mesmo quando curadas, ainda assim, as cicatrizes aparecem.

Mentir sobre o adversário. Prometer o que sabe ser impossível cumprir. Esconder seus reais objetivos impopulares, são algumas destas feridas da alma de alguns dos políticos brasileiros (Nem todo político é igual, ressalte-se). Fiquemos por aqui. Basta estes três defeitos da aparência e não da essência, para conversamos neste artigo. Não vou enchê-los com outras doenças dos nossos políticos.

Mentir sobre o adversário é mais comum que se possa imaginar. Tem até uma frase do folclore político que diz “meu adversário não tem virtudes e meu aliado não tem defeitos”. O adversário é um monstro insensível aos problemas do povo. Dizem: O adversário, quando no poder, não fez o que deveria fazer; abandonou a população a própria sorte; roubou; enriqueceu; protegeu os seus; superfaturou obras; desviou recursos públicos.

As acusações feitas em campanha eleitoral, sem provas, merecem ser checadas e sobre as dúvidas, acender o farol, jogar luz, penetrar na entranha olhando os reais objetivos por trás da mentira usada politicamente.

Hoje, a mentira política, se sofisticou, alguns até a chamam de pós-verdade, a mentira até ganhou um apelido americano: fake news. O mais difícil de lidar nem é com a mentira clara e de fácil comprovação, mas com a desinformação criminosa. Aquela que usa um tijolo de verdade para construir um castelo falso.

Prometer o que sabe ser impossível cumprir. Já vimos de tudo neste item. Se for eleito vou acabar com a pobreza, dizem alguns, ignorando que Jesus Cristo, quando confrontado por Judas, na casa de Simão, o leproso disse: “Porquanto sempre tendes convosco os pobres, mas a mim não me haveis de ter sempre”.

Os candidatos ao cargo de prefeito, antes de se lançarem na busca do voto, deveriam olhar o orçamento do município. As cidade tem um orçamento com receitas e despesas.

As receitas são provenientes dos tributos pagos pela população e de empréstimos. Para aumentar a receita e obter mais recursos para investir, tem dois caminhos: criar novos tributos ou endividar o município. Não tem milagre.

No caso das despesas, o prefeito eleito, ao assumir, receberá o município com despesas que já existem, são obrigatórias e devem ser pagas todos os meses. Nas despesas estão as chamadas despesas correntes e as despesas de capital. As despesas correntes só diminuem se for cortado gastos. Isto é muito difícil operar, pois se trata de pagamento de salários, manutenção dos órgãos públicos, pagamento de contratos do cotidiano da máquina pública. Sempre sobra muito pouco para as despesas de capital, de onde poderão vir o dinheiro que vai pagar as promessas de campanha.

Então, meus e minhas, não tem jantar grátis e nem dinheiro caindo do céu. As promessas precisam caber no Orçamento ou não serão executadas.

Esconder objetivos impopulares. Muitos candidatos, para financiar a campanha, fazem acordos com políticos e com setores econômicos da cidade. Estes acordos, muitas vezes, inclui contratos, obras, cortes, serviços, que vão na contramão do que deseja a maioria dos cidadãos. Geralmente, quando isso acontece, os efeitos só aparecem durante o mandato.

Os acordos políticos, por exemplo, são feitos também com adversários, aqueles que estavam integrando as chapas contrárias, do que não se elegeu e que defendeu propostas contrárias as do candidato eleito.

Também há aqueles acordos para receber apoio de políticos que pedem fatias da máquina pública indicando secretários incompetentes e até corruptos. Estes acordos secretos surgem no decorrer do mandato, decepcionando os eleitores, que veem chegando ao poder aqueles que desejou derrotar.

No caso dos acordos econômicos, vamos a um exemplo concreto. O transporte público da cidade tem de um lado os empresários e do outro os usuários. Os donos das empresas de ônibus, são interessados em que seus custos sejam baixos, a passagem suba de preço e gere mais lucro para o seu negócio. O usuário quer e merece o transporte público eficiente e de baixo custo prometido durante a campanha.

O candidato pode ter recebido apoio financeiro dos empresários deste setor e estará preso a compromissos que não puderam ser revelados durante a campanha e apenas no mandato, quando a passagem ficar mais cara é que o eleitor perceberá que foi enganado mais uma vez.

O eleitor é o julgador, eu sei, como sei que para as pessoas comum do povo exigir um julgamento preciso e uma escolha certa, diferenciando o bom, do mau, o joio, do trigo, não é uma tarefa fácil.

O profeta Samuel quando foi enviado por Deus para escolher um substituto para o Trono de Israel quase comete enganos e Deus refreou seu ímpeto e nos deu um lição que podemos aplicar aos dias atuais.

E sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe e disse: Certamente, está perante o Senhor o seu ungido. Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a altura da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê como vê o homem. Pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração.

Samuel 1:6

Por que o TCE mudou? | Lúcio Flávio Pinto

Reproduzo a seguir a nota pública que acaba de distribuir, o sindicato que reúne os servidores do Tribunal de Contas do Estado questiona a aprovação das organizações sociais que atuaram no combate ao coronavírus. É o oposto da campanha publicitária desencadeada pelo governo do Estado na televisão. ______________________ O SINDICATO DOS SERVIDORES DO TRIBUNAL DE…
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