Cardeal do MDB é preso em Altamira

O Senhor Domingos Juvenil foi alvo de uma operação de busca e apreensão comandada pela Polícia Federal e acabou preso porque portava armas, ouro e mais de R$700 mil em dinheiro vivo, armazenado em caixa com indicação que esta dinherama tenha sido despachada pelo correio.

Juvenil é um cardeal do MDB paraense. Foi o primeiro Chefe da Casa Civil quando Jader exerceu o Governo do Pará em 1983. Foi candidato a Governador do Estado antes de Helder Barbalho. É da cúpula do grupo político que está no poder. Um quase papa.

A prisão de Domingos Juvenil e estas imagens que você vai ver no vídeo, não foram exibidas para a população paraense. Um escandalo munumental escondido pela imprensa ou dado menor importância e pouquissima repercussão. Isto é grave, pois uma manipulação criminosa dos fatos graves da política paraense.

O Pará não vai avançar e se tranformar em um estado forte e democrático enquanto estiver sob controle de políticos mediocres.

O monopólio político e econômico da família Tonheiro no nordeste paraense e a insegurança pública em Capitão Poço

a população quer apuração com transparência de todas as denuncias de irregularidas e do assassinato brutal e clama por justiça

As denuncias que o policial aposentado, conhecido com Navalhada, fazia contra a família Tonheiro, que controla politica e economicamente o município de Capitão Poço, que resultaram em seu assassinato brutal, ainda não explicado, precisam ser investigadas.

Segundo as denuncias, depois que a família Tonheiro, empresários de laranja e limão, móveis, supermercados, açougue, shopping, loja de informática, loja de material de peças para motos, loja Ferro e aço e as mais diversas atividades econômicas na região, incluindo loja de móveis em Bragança, entrou para  política, os negócios estão indo de vento em popa.

Muitas empresa foram criadas, com empregados do grupo como sócios, para participarem e vencerem as licitações. O comissão de licitação do município é controlada e volta para estes interesses, era o que denunciava Navalhada.

Nas vésperas das eleições, foi denunciado que a merenda escolar das crianças suspensa durante a pandemia, estava sendo distribuídas como cestas básicas para famílias carentes em troca de votos, sete dias antes do pleito. Ainda apura-se a possível falsificação de diploma do prefeito eleito João Tonheiro, que segundo dizem seu opositores é analfabeto.

A família Tonheiro, que elegeu o deputado estadual Antonio Tonheiro, para um segundo mandato, tem planos mais ousados na política e, pelo visto, não pretende apenas o controle econômico de todas as atividades lucrativas em Capitão Poço e região. Os Tonheiros querem muito mais. Nesta eleição, além de eleger João Tonheiro, prefeito de Capitão Poço, o vereador mais votados, também conquistaram o controle da prefeitura de Irituia, para qual elegeram Marcos Tonheiro, derrotando políticos tradicionais daquele município.

Os capitão-pocenses, confiam na Justiça, no Ministério  Público e aguardam a apuração de todos os fatos denunciados, incluindo a apuração das mortes e das ameaças, até com usa do bombas na casa de adversários políticos, disparadas por integrantes da família poderosa.

O que Colatina tem a ver com Belém e com o candidato Eguchi?

Em 2014, na campanha para o Governo do Pará, visitei a Fazenda Colatina, em Tomé Açu

Vi uma postagem do Prefeito de Colatina, cidade do Espírito Santo, apoiando o candidato Delegado Federal Eguchi e me perguntei: o que Colatina tem a ver com Belém ou com o Pará?

Como nada na vida é por acaso, ou como diz a frase bíblica, que muitos gostam de repetir, tirando-a do contexto, em que escreve São Paulo: não caí uma folha sem que Deus não queira.

Lembrei-me da ligação triste de Colatina, com Tomé Açu e com o Pará. Não por acaso,Tomé Açu, que nesta eleição, elegeu Carlos Vínicos, acusado do assassinato, por meio de pistoleiros, do advogado Jorge Pimental e do empresário Luciano Capacio, é o município de origem do candidato Eguchi.

Em Tomé Açu, tem uma comunidade denominada Colatina (foto). Era a área da antiga Fazenda Colatina, uma terra grilada por um madeireiro oriundo do Espirito Santo. Como muitos de lá, este grileiro migrou para o Tomé Açu em busca de extrair madeira e arrecadar terra ilegalmente.

O homem da Colatina, devastou, escravizou, alugou pistoleiros, implantou o terror em uma comunidade pobre, de nativos e negros, um quilombo de Tomé Açu.

O ano era 1984, o dia era 04 de julho, por volta de meio dia, Benedito Bandeira, o Benezinho, Presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Tomé Açu, saia da sede da entidade, quando foi impiedosamente alvejado pelos tiros despejados pelas pistolas de Jaracy Pedro de Souza, José Machado do Nascimento e Natham, contratados pelo fazendo capixaba, Acrino Azevedo Breda, que havia grilado uma grande área de terra, expulsando os antigos moradores, para ali estabelecer a Fazenda Colatina.

A comunidade revoltada com a execução de Benzinho, destruiu a delegacia e matou os três pistoleiros, que receberam CR$ 5.000,00, do fazendeiro Breda, que nunca chegou a ser preso pelo caso.

Os capixabas que pra cá vieram com o mesmo proposito, se espalharam e muitos deles seguiram grilando terra e derrubando floresta pelo Pará a fora, cometendo crimes ambientas. Eguchi, amigo dessa gente, tentou ser o superintendente do Ibama para, quem sabe, ajudá-los na saga de destruir a Amazônia.

O passado é revelador. Por isso, a tentativa de eleger Eguchi representa muito mais que tomar posse de Belém, significa a vitória de pensamentos atrasados, onde o trabalho, o trabalhador e a natureza não criam riquezas e nem desenvolvimento, servem apenas ao proposito da ganância. O quem tem valor para eles é aquele que grila, devasta, mata e destrói.

Proposta do Delegado Federal Eguchi para o tratamento do lixo de Belém, não é viável e está baseada em um modelo da corrupção.

PPP para implantação de usina biodigestora, seguindo o modelo do Paraná, não serve para Belém

O que propõe o candidato a prefeito de Belém, Delegado Federal Eguchi, para o destino final de quase duas toneladas de lixo, produzidas diariamente pelos moradores de Belém, assunto que terá que ser resolvido em pouco tempo, logo depois da posse?

O Delegado Federal Eguchi, no seu programa, fala em lixeiras, educação ambiental, coleta seletiva, tudo de forma sintética, em bem poucas linhas, para destino final, o texto é mais claro, porém, sem viabilidade econômica, duvidoso do ponto de vista ambiental, não aplicável a realidade de Belém e não serve para substituir o aterro sanitário.

Leia o que propõe o candidato do Patriota:

Promover parcerias público-privadas para a substituição dos aterros sanitários pelas usinas de biodigestores para gerar energia através de esgoto e lixo, tal qual o modelo já existente no Estado do Paraná;

https://divulgacandcontas.tse.jus.br/candidaturas/oficial/2020/PA/04278/426/candidatos/696162/5_1601089177823.pdf

O próximo prefeito de Belém terá pela frente, logo após a posse, em janeiro de 2021, a urgência em apresentar solução para o “lixo” de Belém, notadamente, seu destino final. A Justiça Paraense deu prazo para encerrar o “Aterro Sanitário do Marituba”, operado pela empresa Guamá Resíduos Sólidos, que recebe toda a produção diária de “lixo” da cidade (estou utilizando a denominação “lixo”, embora a tecnicamente seja os rejeitos, após a reciclagem dos resíduos sólidos, para melhor compreensão), principalmente o lixo domiciliar, o que deve ocorrer até o mês de maio, caso não se consiga alguma prorrogação.

Lembrando que os resíduos não domésticos, compreendidos como restos de construção civil, os industrias, os entulhos atirados pelos moradores em determinados pontos da cidade e que incomodam, por dar aspecto de sujeira, são depositados em células que ainda funcionam no antigo aterro do Aurá, nunca desativado.

O projeto a que Eguchi se refere, implantado no Paraná, pelo Governador Beto Richa, cassado por corrupção, foi apelidado de “Pasadena do Paraná” em alusão a uma refinaria sucateada, comprada pela Petrobrás, no Governo da Presidenta Dilma Roussef, investigada na operação Lava Jato, um negócio que deu prejuízo de vultuosa soma a Estatal brasileira.

A PPP do Paraná foi uma associação da empresa pública SINEPAR, com a empresa privada CATTALINI, formando a empresa CS Bioenergia, empreitada que custou mais de R$ 62 milhões ao Governo do Paraná.

O projeto previa produzir 2,8 megawatts de energia, usando como matéria prima 1000 m3 de lodo, resultado do tratamento de esgoto de Curitiba e 300 toneladas de lixo orgânico produzidas pelo aterro sanitário.

A primeira descoberta feita pelas autoridades de controle dos gastos públicos foi de que o lodo produzido era insuficiente para alimentar o Biogás. Descobriu-se ainda que houve manipulação criminosa na montagem da PPP; que os maiores custos de operação da usina ficavam criminosamente para o estado, incluindo pagar R$180 mil por mês para transportar a matéria prima até a usina e o pior, a empresas nunca produziu energia suficiente para bancar suas despesas. Um projeto inviável do começo ao fim.

Leia mais em Dossiê CS Bioenergia

A referência ao modelo do Paraná, foi concebido por um governo corrupto e não serve para Belém, tampouco eliminará a necessidade do Aterro Sanitário. A matéria prima para produzir biogás é lodo e material orgânico.

O lodo é produzido depois da coleta e tratamento do esgoto, coisa que em Belém ainda é incipiente. Belém tem um dos priores índices de coleta e tratamento de esgotos do país. Em nossa cidade, a Prefeitura ou a Cosanpa coletam muito pouco do esgoto e tratam menos ainda.

Antes de pensar na Usina de Biogás, se conhecesse a Cidade, Eguchi nem teria aventado esta possibilidade a curto ou médio prazo.

A outra elemento que compõe a matéria prima destas usinas, é o lixo orgânico, resultado da decomposição que acontece nos Aterros Sanitários, depois que o lixo é coletado, separado, reciclado e sobra o rejeito a ser tratado. Este tipo de material também pode ser coletada na CEASA, mas o volume de tudo que se possa produzir não é bastante para alimentar uma usina e dar segurança a sua viabilidade econômica.

O que deve ser feito em Belém é a implantação integral da Política Nacional de Resíduos Sólidos-PNRS, instrumento importantíssimo da Lei n.º 12.305/2010.

O PNRS determina que a Prefeitura implante a logística reversa, exija dos produtores de resíduos o Plano de Gestão, implantem a coleta seletiva em todos os bairros, com a participação dos catadores de materiais reciclados, através de suas cooperativas, crie programa de educação ambiental envolvendo os moradores na meta de reduzir a produção de resíduos e promova o destino final adequado dos rejeitos.

O destino final dos “lixo” (rejeitos) pode e deve ser feito através de PPP. Defendo que a Prefeitura abra uma licitação para que empresas de todo país apresentem solução completa para todo o tipo de resíduos sólidos produzidos em Belém, incluindo os entulhos, a coleta seletiva, com os catadores, as usinas de reciclagem, o destino final ambientalmente correto e o encerramento do Aurá.

O Delegado Federal Eguchi, que tanto prega o combate a corrupção, mesmo que não entendesse de tratamento de resíduos sólidos, deveria desconfiar que um projeto concebido e implantado por um governo corrupto do Paraná, nunca poderia servir de referência para constar de seu plano de governo.

O que aconteceu no primeiro turno em Belém?

Quando fechou a apuração e o TSE anunciou o segundo turno entre Edmílson Rodrigues e o Delegado Federal Eguchi, do Patriota, presidido pelo Deputado Raimundo Santos, ligado a Assembléia de Deus, a cidade passou a se perguntar quem é o Eguchi e como ele derrotou o candidato da máquina estadual, do MDB, da Igreja do Evangelho Quadrangular e do maior grupo de comunicação do Estado?

Eu não sei ao certo, mas desconfio de algumas coisas.

Campanha eleitoral é simbologia. O eleitor percebe um problema que deseja combater e busca nos candidatos aquele que melhor simboliza a solução.

Se todos concordarem com esta premissa, podemos seguir palpitando.

O que ficou marcante nesta campanha aqui em Belém foi o desejo do grupo e da família Barbalho controlar a Prefeitura da capital. Fez de tudo para que isso acontecesse: retirou do jogo eleitoral nomes bem mais aceitáveis, como o da secretária de cultura, Ursula Vidal. Atropelou o vice-prefeito Orlando Reis. Interferiu em outros partidos, ao ponto de derrotar Eder Mauro e Jefferson Lima, filiados ao PSD e PP, respectivamente.

As operações da PF no Pará e os processos judiciais para apurar crimes de corrupção do Governador e de seus auxiliares mais direitos, inclusive com prisão do seu braço direito, Parsifal Pontes e a apreensão de farta quantia em dinheiro, encontrada escondida em um cooler, dinheiro da compra de respiradores e outros itens da saúde, desviados em plena pandemia, deram ao povo o desejo de solucionar o problema da corrupção.

Diante deste cenário, o eleitor passou a nutrir o desejo de encontrar um candidato que tivesse força para impedir a subida de Priante e da vitória eleitoral do MDB e que também fosse uma resposta clara ao combate a corrupção.

Será que estou indo na direção certa?

Eguchi fez toda a sua campanha como delegado da Polícia Federal que combate a corrupção.

No único debate, organizado pelo Portal Roma News e desprezado por Edmilson e Priante, o candidato do Patriota apresentou um único argumento para solucionar os problemas de Belém: combater a corrupção.

Perguntaram ao Eguchi como ele iria fazer para ter recursos e colocar em prática seus planos para Educação. Respondeu que combatendo a corrupção teria dinheiro sobrando. Disse que era da PF e que traria para sua equipe delegados desta corporação e que como filho de japonês valorizaria a educação.

Eguchi foi se construindo como simbolo do combate a corrupção.

Quando as pesquisas mostraram sua tendência de crescimento, principalmente através da pesquisa do IBOPE, divulgada na véspera das eleições, este fato fez o movimento do voto útil para derrotar Priante. Mas a força popular e politica que manteve a candidatura de Eguchi está alicerçada em grupos bolsonaristas, em evangélicos e na articulação do deputado Raimundo Santos.

Agora vem o segundo turno, Eguchi enfrentará Edmilson Rodrigues. Eguchi é de direita bolsonarista. Edmilson Rodrigues de esquerda radical, será que teremos um campanha direita versus esquerda? Quem os dois candidatos pode agregar e somar força? Como a campanha de Edmilson superará sua rejeição? Como se posicionará o Governador Helder Barbalho? Bolsonaro prometeu entrar na campanha no segundo turno em Belém, será que o apoio do Presidente vai ser bem vindo?

São muitas as perguntas, mas como o segundo turno é rápido, acho que nem vai dar tempo das coordenações de campanha respondê-las. Quem vai dar a resposta será de fato o eleitor nas urnas.

Os verdes brasileiros festejam a vitória de Joe Biden

O resultado das eleições americanas, com a vitória de Joe Biden, não foi uma vitória da esquerda contra a direito, foi muito mais que isso. Representou a afirmação dos princípios civilizatórios, dos valores democráticas e a volta da pauta importante de combate as mudanças climáticas.

Esperamos que os bons ventos que sopram por lá, soprem também por aqui pelo nosso país e possamos derrotar o império da idiotice, que deseja se fixar no Brasil, causando tanto mal as pessoas e aos recursos naturais.

Ouça o recado dos verdes, na voz de seu principal porta-voz, o presidente nacional, Luis Penna.

Steve Bannon Loses Lawyer After Suggesting Beheading of Fauci – The New York Times

Homem mal que assessorou os bolsonaristas e olavistas. Vejam onde estes malditos foram buscar inspiração

Mr. Bannon, the former adviser to President Trump, said the heads of the F.B.I. director and Dr. Anthony Fauci should be put on pikes, leading Twitter to ban one of his accounts.
— Ler em www.nytimes.com/2020/11/06/nyregion/bannon-lawyer-beheading.html

Para que servem as árvores urbanas?

A pergunta vem depois que uma mangueira nova e carregada, caiu e perdeu parte significativa da copa, ontem, dia 30/10. A mangueira estava carregada de frutos e sem manutenção, após muitas intervenções humanas, ficou desequilibrada e não suportou a carga de frutos e tombou, perdendo parte significativa da copa.

A mangueira está plantada na Av. Generalíssimo Deodoro, entre Conselheiro Furtado e Mundurucus, num terreno onde está sendo construída a nova sede da concessionário da Chevrolet. A construção, deste estabelecimento retirou outros vegetais, incluindo frondosa mangueira, que ficava na parte interna e que servia de moradia para um casal de gaviões e muitos pássaros, de todas as espécies urbanas, principalmente bem-te-vis e sabias.

Todos os dias temos este conflito entre as árvores urbanas, as áreas verdes e a necessidade de implantação de prédios para moradia e atividades comerciais. As árvores internas são suprimidas. As externas, as que estão nas ruas, quando atrapalham a fiação, as faixadas, as garagens, os espaços de estacionamentos, são cortadas sem dó nem piedade. As árvores, sem voz, sem vereador, sem votos, sempre perdem a guerra por espaço urbano.

Mas para que servem as arvores urbanas? É possível encontrar a paz entre as árvores e as atividades humanas?

As árvores dão sombra. As árvores limpam o ar da poluição. As árvores evitam alagamentos e enchentes. As árvores reabastecem o lençol freático. As árvores absorvem os ruídos. As árvores abrigam as mais diversas vidas na área urbana, equilibrando o meio ambiente inóspito do concreto e do asfalto.

Você tem mais vantagens para as árvores? Então, meu amigo, minha amiga, comente e colabore.

Uma rua arborizada, ganha de 3º a 4º em conforto térmico. Isto é muito para uma cidade que fica em plena linha do Equador, com o sol se projetando sobre as pessoas a 90º. O conforto térmico é uma parte da vantagem, pois o sol em excesso prejudica a pele, com doenças importantes, além do envelhecimento precoce.

O ar nas cidades sempre fica carregado de partículas expelidas pelas descargas dos veículos que circulam por nossas ruas. As partículas são provenientes da queima de combustível fóssil. São estas partículas que respondem pela enorme quantidade de doenças respiratórias, incluindo a incomoda rinite. As árvores urbanas são filtros poderosos. Funcionam limpando e purificando o ar, incluindo melhorar o nível de oxigênio no ar da cidade.

As áreas das cidades são impermeabilizadas pelo as construções urbanas, pelo cimento das calçadas e pelo asfalto das ruas. Quando as chuvas caem, o acumulo de água que se precipita vindo do céu, em dias de chuvas, chegam ao solo e precisam escorrer, de volta ao leito dos rios ou ao encontro dos corpos d’água subterrâneo. É o movimento normal da natureza interrompido pelas nossas obras e construções. Se não escorrem, as águas represam e, dependendo do volume, causam grandes transtornos, geralmente nas áreas baixas, ocupadas pelas populações mais pobres. As árvores e áreas verdes, quando mantidas em quantidade suficiente, recebem as águas precipitadas, que escorrem através de suas copas, caules, até chegar as raizes, se infiltrando e alcançando o lençol freático, evitando os transtornos e reabastecendo os corpos hídricos.

Você nem nota, de tanto que está acostumado, os barulhos da cidade onde mora, mas o seu sistema auditivo está sendo prejudicado dia após dia. As maquitas cortando lajotas, os carros, as motos, as buzinas e as descargas, as obras, os bares, as baladas, o carro do gás. São diversas as fontes sonoras que elevam os decibéis a níveis insuportáveis nas áreas urbanas. A poluição sonora, provocada pelos abusos, correspondem a maioria das ligações para os telefones da Policia Civil em plena madrugada que deveria ser silenciosa. Pois também aqui, podemos contar com as árvores para diminuir o impacto, dissipando os ruídos urbanos.

Um cidade sem outras vidas, seria um cenário de um trágico drama humano. Queremos viver apenas com os pets? é um escolha. Mas podemos criar nossos belos e bem cuidados pets em nossos apartamentos e manter também entre nos, muitas espécies de pássaros, roedores, mamíferos, que nos garanta qualidade de vida urbana. Um levantamento, mostrou que São Paulo, com 506 espécies catalogadas, abriga mais aves que o Chile e o Portugal juntos. E a sua cidade, tem quantas espécies vivendo entre os habitantes? Confira. Peça para o Poder Público catalogar tudo que é vivo onde você mora.

Repetindo as vantagens da arborização, para fixar:

>Preserva a fauna silvestre;
->Reduz a temperatura;
->Melhora o microclima local;
->Garante melhor qualidade de vida;
->Garante sombra a pedestres e veículos,
->Ameniza a poluição sonora,
->Protege contra ventos fortes,
->Reduz o impacto da chuva no solo,
->Assegura bem-estar psicológico,
->Proporciona efeito estético.

Até aqui, creio eu, não temos divergências e concordamos com tudo que as árvores trazem de bom para nossa vida urbana. Agora, nossa missão, meus caros, é trabalhar por ter uma arborização farta e sadia, resolvendo plantio, saúde dos vegetais e o fim do conflito entre morar, gerar emprego, manter atividades urbanas, com arborização e qualidade do verde da cidade.

Convido você é a ser uma amigo das árvores urbanas. Topas?

Comece olhando ao seu redor e conferindo as árvores do seu entorno. Veja em que estado elas estão. As que estão precisando de manutenção devem ser informadas para a SEMMA – Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Gabinete da Semma: E-mail: oficiosemma@gmail.com; Ângela Maria Costa Pereira de Sousa: (91) 98882-7527; e Telefone: (91) 3039-8106

Devemos escolher gestores amigos da arborização. Devemos pedir que elaborem plano municipal de arborização. Que este plano seja debatido com as autoridades e com os interessados. Decidir por meta de plantio e manutenção. Fiscalizar e punir os que atentam contra a arborização.

Lute por sua cidade e pela arborização urbana.

Vamos levantar e empunhar as nossas causas.

O Pará tem um causa principal: deixar de ser colônia do Brasil. Para que isso ocorra precisamos nos libertamos da família barbalho, senhores de escravos e que nos mantem colonizado nos tempos atuais.

O ex-senador do Uruguai, José Mujica, renunciou ao mandato, com uma declaração muito serena e cheia de simbologias importantes sobre a política. Disse Mujica que a política não tem sucessão, tem causas e que as causas devem ser coletivas, destinadas a melhorar a vida das pessoas, tornando o mundo sempre um pouco melhor, mais feliz, humano e civilizado. https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/10/20/jose-mujica-renuncia-ao-cargo-de-senador-pela-segunda-vez.ghtml

Algumas causas sobrevivem. Outras são reinventada, adaptadas, modificadas. Acreditar que é a pessoa do líder e só ele ou seu sucessor que representam as causas, sendo maiores que elas, leva a distorção da política, com a sucessão de mandatos, sem causas, apenas por interesse pessoal ou familiar. Quem muda a realidade da sociedade é a própria sociedade e suas causas, sempre através da política.

O Pará é exemplo de estado onde a política deixou de ser feita por causas.

A família Barbalho, com o pai, a mãe, filhos, tias, primos, sobrinhos e até assessores de confiança, todos em cargos público, nas mais diversas instituições do estado, é o pior exemplo que podemos deixar para história do povo que vive neste pedaço geográfica do mundo.

Uma parte do Planta farto, rica, repleta de recursos naturais, o Pará é um estado de pobreza, com tantas causas fundamentais, sem mãos dignas para empunhá-las.

Somos mais de 2 milhões de famílias vivendo aqui nesta terra de contradições. Será que apenas uma família iluminada foi escolhida pelo destino para nos dirigir e empunhar as nossas causas?

Seguindo o exemplo da família Barbalho, outras famílias estão se achando no direito de sucedê-los quando sua dinastia enfraquecer. Os vales, os seffer, os sabinos, os dias, os faros, as famílias dos pastores evangélicos bengston, queiroz, marques, estão se preparando e aos poucos assumindo cargos estratégicos na administração pública do Pará de olho no poder econômico, político e no destino de mais de oito milhões de almas.

Deixemos de lado as famílias e vamos aderir as causas, estas sim é que podem nos fazer felizes.

Não será substituindo a família do B, por outra família rica e poderosa, com filhos bem nascidos, que estudaram em escolas de boa qualidade que nos garantirá as mudanças que necessitamos. O futuro melhor será obra de todos os homens e mulheres de bem.

O Pará tem um causa principal: deixar de ser colônia do Brasil. Para que isso ocorra é preciso nos libertamos dos barbalhos, senhores de escravos dos tempos atuais.

Nossas riquezas internas devem ser usada para gerar emprego, renda, diminuir nossas desigualdades internas, fazer cair o a ocupação informal, melhorar os lares chefiados por mulheres, fazer chegar tecnologia a todos os cantos, melhorar o abastecimento de água e o tratamento de esgoto e lixo nas cidades… Hoje elas enriquecem o PIB nacional, empresas estrangeiras e um elite local pouco sensível ao sofrimento da maioria.

Deixar de ser colônia nacional é uma causa coletiva, que se for aderir por todos nós, nos fará ganhar os benefícios de forma igual. Também nos fará ver quem está a favor da causa, por tanto, a favor do coletivo, ou quem está nos enganando e querendo nos usar para os seus próprios benefícios e de seus familiares.

Estou com 63 anos lutando pelo Pará. O Pará não merece este destino de ser um estado de sucessores sem causas. Já ajudei a todos os grupos políticos existentes por aqui, até eles fazem questão de me criticar por não ser fiel a eles, não sou mesmo, sou fiel a causa e me decepcionei com muitos deles, que nos enganar fazendo crer que tem bons propósitos, mas no fundo trabalham em benefício restrito e privado.

Eles prometem lutar pelas causas, mas o que desejam mesmo é a sucessão para os seus.

Acredito que você também está cansado de tudo isso. Levantemos de nossas cadeiras e caminhemos. Não podemos concordar com este destino. Temos causas. Vamos empunha-las. Pagar o sacrifício que for necessário para viver juntos uma nova realidade.

Se você leu até aqui e concorda, me dê uma curtida, deixe um comentário e coloque seu e-mail para criamos uma corrente em prol de um novo momento no Pará de todos.

Belém é campeã em mães chefes de família.

O candidato Priante enxerga o problema, mas não propõe a solução correta. Em quase tudo, o programa que Priante propõe vem do velho jeito de fazer política, paliativa, populista, clientelista, feita para ganhar votos, eleições e servir de mais uma frustração para um povo esperançoso e crente no futuro que nunca chega.

Um exemplo claro é o programa “Mãe Guerreira”. Um resumo da proposta de Priante para mãe chefes de família não deixa dúvida quanto a sua fragilidade conceitual:

“O Programa “Mãe Guerreira” vai beneficiar mulheres chefes de família que sustentam por conta própria seus filhos. 👩‍👧‍👦 Na primeira fase serão 2 mil participantes que receberão um auxílio mensal de R$400 e apoio da prefeitura para conseguirem empregos. 👩🏽‍💼”

post da plataforma Facebook do candidato

Segundo o IBGE, as mulheres chefiam 4 de cada 10 lares em Belém. Aqui está parte do problema. Sem olhar os dados de emprego formal na Capital e da renda, ainda não se pode avançar em solução.

Belém tem apenas 29,5% de sua população ocupada, onde 39% tem rendimento per capita mensal de 1/2 salário mínimo.

Os dados revelam, sem qualquer sinal de escamoteamento, que mulheres chefes de famílias, além desta condição de sozinhas sustentarem a unidade familiar, ainda tem pela frente um mercado de trabalho que oferece muito pouco emprego formal, de onde o rendimento extraído é baixíssimo.

Para alterar este quadro, o candidato propõe um saída marqueteira e fácil de ser visualizada na propaganda política, criando a ilusão de coisa boa e do bom discurso. Trata-se de um programa de um auxilio mensal de R$400,00 e apoio para conseguir emprego. Se fosse fácil assim já teria sido feito, mas não foi porque não fácil e nem é a solução.

O programa diz ainda que no primeiro momento atenderá apenas 2.000 mulheres, um número bastante reduzido para o número de mães nestas condições, mas que significará um aporte de R$ 9,6 milhões por ano, que somados aos custos para administração do próprio programa e as iniciativas para conseguir emprego, pesarão significativamente no baixo capacidade orçamentária da Prefeitura de Belém.

O primeiro passo, para se ter uma saída segura, é saber que Belém precisa de um programa econômico de crescimento de emprego e renda. É preciso conhecer melhor a realidade das mulheres chefes de famílias. Saber quantas estão em situação de vulnerabilidade. Quantas já participam dos programas de rendas do Governo Federal, como bolsa família. Quantas precisam de empregos e em que áreas. Quantas precisam de formação profissional.

Se a mulher, chefe de família, está inscrita no Programa Bolsa Família, pelas regras do programa, não poderá acessar outro benefício com dinheiro público. Ou seja, estará fora do programa proposto por Priante.

Priante, mas não só ele, através de seus programas eleitorais, falam dos problemas, verbalizam sobre a dor e o sofrimento das pessoas, falam de negros, de periferia, de abandono, de alagamento, de saúde, de lixo, de pets, de mobilidade apenas como peças publicitárias de campanha, dita com cobertura de imagens e vozes emocionantes. O eleitor, na outra ponta, sente-se, por vezes, representado. Este jogo é jogo de perde, perde.

Enxergar o problema com honestidade, tratá-lo com decência, não transformar o drama das pessoas em bandeira eleitoral, apresentar soluções verdadeiras, me parece o único caminho seguro para Belém melhorar e crescer enquanto uma comunidade sadia.