Candidato de Bolsonaro será votado pelos deputados e deputadas federais do Pará

A maioria dos deputados paraenses deverá votar, para presidência da Câmara dos Deputados no candidato de Bolsonaro.

A disputa é entre o candidato apoiado pelo Presidente da República e os candidatos que prometem independência do Poder Legislativa frente ao Executivo.

Vou fazer um exercício aqui de como votarão os deputados paraenses. Aviso que é um palpite baseado em dados concretos e também que a votação será secreta.

O candidato preferido de Jair Bolsonaro, que não levará a frente os mais de 60 pedidos de impeachment é o deputado Artur Lira do PP. Seu maior adversário e apoiado pelo deputado Rodrigo Maia é o deputado federal do MDB, Baleia Rossi.

Conheça todos os candidatos a presidente da Câmara dos Deputados: https://www.nsctotal.com.br/noticias/como-sera-e-quem-sao-os-candidatos-a-presidencia-da-camara-de-deputados-em-2021

Vamos ao placar, segundo o meu palpite:

Joaquim Passarinho – Bolsonaro

Eder Mauro – Bolsonaro

Elcione Barbalho – Baleia Rossi

Beto Faro – Baleia Rossi

Airton Faleiro – Baleia Rossi

Eduardo Costa – Bolsonaro

Hélio Leite – Bolsonaro

Cassio Andrade – Baleia Rossi

Nilson Pinto – Baleia Rossi

José Priante – Baleia Rossi

Paulo Bengston – Bolsonaro

Olival Marques – Bolsonaro

Celso Sabino – Bolsonaro

Júnior Ferrari – Bolsonaro

Vavá Martins – Bolsonaro

Cristiano Vale – Baleia Rossi

Vive Reis – Erundina

Resultado: O povo paraense, através de seus representantes, votará em Artur Lira, candidato apoiado pelo presidente Bolsonaro, que receberá nove votos da bancada.

Baleia Rossi, candidato do mesmo partido do governador Helder Barbalho, será votado por sete deputados e o Psol manterá sua trajetória de votar em candidato da própria legenda para marcar posição.

O CABIDE DE EMPREGO DA FAMÍLIA BARBALHO

Algumas horas após da divulgação da matéria Sucateamento, privatizações e corrupção no DETRAN não fazem Home office e nem tem LockDown, que o blog AS FALAS DA PÓLIS divulgou na madrugada desta quarta-feira, 22, resultou na exoneração de Joércio Barbalho, tio do governador do Pará, Helder Barbalho, que sentiu-se pressionado a ter que tirar o irmão de seu pai do comando de uma das áreas críticas do DETRAN-PA, onde acumula-se denúncias de irregularidades e desvios, que podem resultar em prisões

Leia no Blog As Falas da Pólis https://diogenesbrandao.blogspot.com/2021/01/

A Folha do Norte não serve para fazer chá

O amigo Guilherme Taré, coordenador do Festival TapaJazz (que nome emblemático) é um contador de causos do Baixo Amazonas.

Outro dia, batendo um bom papo, ele contou que alguém, para fazer chá, arrancou uma porção de folha, colocou na água, sem se preocupar em seleciona-las. Indagado se aquilo seria bom, o personagem do nosso Percussionista Santareno tascou-lhe:

“as únicas folhas que não servem para fazer chá são as folhas de zinco e a Folha do Norte”

Ditado popular

Ouvindo a frase, lembrei na mesma hora do grande jornal paraense a Folha do Norte. Era um tempo em que se praticava um jornalismo engajado, militante, que tinha lado, mas que preservava a qualidade das informações e a inteligência da pena.

Selecionei um resumo da história deste matutino, escritas num trabalho acadêmico de jornalismo da UFPa.

Impresso em sua própria tipografia, a “Typ. Da Folha do Norte”, o jornal foi
fundado em 1o de janeiro de 1896 por Enéas Martins e Cypriano Santos, os quais combatiam a política de Antônio Lemos, proprietário de A Província do Pará. A Folha do Norte defendia o Partido Republicano Federal, chefiado por Lauro Sodré e depois por Paes de Carvalho, grandes nomes da política da época (BIBLIOTECA PÚBLICA DO PARÁ, 1985, p. 154). Trazia explicitamente em sua proposta editorial o objetivo de “lutar pelo desenvolvimento político-social da região combatendo a política de Antônio Lemos” (FERNANDES, 2011, p.6).

O trabalho acadêmico pode ser acessado:

http://Jornal Folha do Norte e suas publicações sobre a Amazônia, Resumo: O jornal Folha do Norte (1896-1974) é um dos mais importantes da história da imprensa no Pará. Com longevidade de 78 anos, foi um dos jornais pelo qual os leitores acompanharam acontecimentos regionais, nacionais e também internacionais. Trouxe em suas páginas a vida política do estado, defendendo o Partido Republicano Federal, liderado por Lauro Sodré, e fazendo oposição à política de Antônio Lemos, do Partido Republicano no Pará. Propõe-se, com este artigo, verificar de que forma o jornal se pronunciou sobre Belém, o Pará e a Amazônia, considerando-se a importância da imprensa como produtora de sentidos. Para isso, entendeu-se que seria importante analisar as edições da Folha do Norte, publicadas no mês de janeiro, pois esse é o mês de comemoração de aniversário do jornal e da cidade. Para a realização da pesquisa, foram utilizadas também as seguintes palavras-chave: região norte, Amazônia, região Amazônica,Pará, Belém. Palavras-chave: Mídia impressa; Folha do Norte; produção de sentidos; Amazônia; Pará; Re Pará e a cidade de Belém1 2 3 SILVA, Camille Nascimento da Resumo: O jornal Folha do Norte (1896-1974) é um dos mais importantes da história da imprensa no Pará. Com longevidade de 78 anos, foi um dos jornais pelo qual os leitores acompanharam acontecimentos regionais, nacionais e também internacionais. Trouxe em suas páginas a vida política do estado, defendendo o Partido Republicano Federal, liderado por Lauro Sodré, e fazendo oposição à política de Antônio Lemos, do Partido Republicano no Pará. Propõe-se, com este artigo, verificar de que forma o jornal se pronunciou sobre Belém, o Pará e a Amazônia, considerando-se a importância da imprensa como produtora de sentidos. Para isso, entendeu-se que seria importante analisar as edições da Folha do Norte, publicadas no mês de janeiro, pois esse é o mês de comemoração de aniversário do jornal e da cidade. Para a realização da pesquisa, foram utilizadas também as seguintes palavras-chave: região norte, Amazônia, região Amazônica,Pará, Belém. Palavras-chave: Mídia impressa; Folha do Norte; produção de sentidos; Amazônia; Pará; Região. Introdução A imprensa surgiu no Pará em 1822, com a publicação do jornal O Paraense, de Felippe Alberto Martins Maciel Parente e Daniel Garção de Melo, no quadro das ideias do Movimento Vintista. Nos anos posteriores a 1822, outros jornais surgiram, trazendo a política como assunto recorrente. A partir de 1940, com o jornal Treze de Maio, isso 1 Trabalho apresentado no GT História da Mídia Impressa, integrante do 9o Encontro Nacional de História da Mídia, 2013. 2 3 Coautora, bolsista de Iniciação Científica PIBIC/FAPESPA na Universidade Federal do Pará, estudante de graduação do 7o semestre do curso de Comunicação Social, habilitação Jornalismo. E- mail: millenascimento@yahoo.com.br 4 Coautor, bolsista de Iniciação Científica PIBIC/FAPESPA na Universidade Federal do Pará, estudante de graduação do 5o semestre do curso de Comunicação Social, habilitação Jornalismo. E-mails: jesse_rcc@hotmail.com , jesse.brigida@ilc.ufpa.br Coautora, bolsista PROEX na Universidade Federal do Pará, estudante de graduação do 5o semestre do curso de Comunicação Social, habilitação Jornalismo. E-mail: cleoviana_cn@hotmail.com SEIXAS, Netília Silva dos Anjos BRÍGIDA, Jessé Andrade Santa NUNES, Cleonice Viana Universidade Federal do Pará/ Pará

Ônibus de paraenses que transportava sonhos, termina em desastre e expõe a tragédia da política econômica predatória.

Acidente com ônibus na BR-376 em Guaratuba, que deixou 19 mortos e 31 feridos, na segunda-feira (25), transportava paraenses em busca do sonho do emprego de qualidade, com carteira assinada, direitos garantidos e renda para sustentar a família.
Imagem: G1 – Globo

Entra governo e sai governo, mas o modelo econômico extrativista, explorador das riquezas naturais, in natura, continua o mesmo. Aqui no Pará tem um bordão antigo, que mais parece uma sina: “somos um estado rico com um povo pobre”.

O PIB per capita é alto. O saldo na balança comercial é um dos maiores do país. As exportações paraenses batem recorde. A arrecadação de imposto só aumenta. Somos o primeiro em exportação de vários produtos. Mas o modelo econômico não é capaz de tirar o povo paraenses da condição de miserável e nem consegue gerar emprego de qualidade para sua população.

Foi este modelo predatório, fabricante de pobreza, que fez paraenses jovens e familiares saírem em um ônibus lotado, percorrer mais de 3 mil quilômetros, para morrer sonhando com um emprego.

O que eles queriam não era abandonar sua terra natal, empreender uma aventura de viagem e nem o enfrentar perigo da morte. Queriam apenas trabalhar, viver com dignidade e do suor do próprio rosto. Direito elementar, que o estado onde nasceram não lhes proporcionou.

O governador Helder Barbalho tem se esforçado em muitas áreas e até se esmerado em propagandear seus atos, mas seu Governo não tem projeto de desenvolvimento e de preservação do meio ambiente.

Ele repete o mesmo do mesmo.

Constrói prédios públicos, asfalta ruas. Compra respiradores. Anda por todos os cantos do Pará e se esforça para que seu slogan “Governo por todo o Pará” seja uma realidade, apenas com placas de obras e inaugurações. Mas sua política econômica e ambiental é uma negação. Um zero a esquerda.

O desastres deste ônibus e a morte dos 19 paraenses, está sendo vista pela imprensa local apenas pelo lado da tragédia humana e dá dor das perdas de vida. O Governo é tão raso que tratou o caso apenas pelo lado da segurança pública.

Vamos prantear nossos 19 conterrâneos, cujo nomes, para lembra-los, está listado aqui e as homenagens soaram no coração de seus parentes e amigos que por que aqui ficaram.

  • Alexandre Costa da Cruz – 26 anos
  • Andreia Miranda dos Santos – 27 anos
  • Antonio Carlos Teixeira Lima – 41 anos
  • Carlos Henrique Da Silva Teixeira – 14 anos
  • Christopher Silva – idade não confirmada
  • Dailson Ferreira Pimentel – 32 anos
  • Emanuele Cristina Martins Miranda – 26 anos
  • Emanuelle Pinheiro – idade não confirmada
  • Gabrielly Pinto Favacho – 21 anos
  • Geovanna Cristina Pacheco Pinheiro – 20 anos
  • Iracelma de Carvalho e Souza – 47 anos
  • Iranilda Carvalho de Souza – 54 anos
  • João Paulo Ferreira Santos – 19 anos
  • José Renan da Silva Souza – 18 anos
  • Juliane de Jesus Botelho Garcia – 23 anos
  • Roni Cristian Pinheiro de Almeida – 21 anos
  • Thyago dos Santos Barros – 32 anos
  • Valdenilson Gurjão de Souza – 22 anos
  • Yasmin Carvalho de Souza – idade não confirmada

Fiquemos cientes que outros tantos paraenses continuarão fugindo em ônibus fretado ou ônibus de linha regular em busca de trabalho digno, que sabem não encontrarão por aqui.

Fazem desta aventura a porta de saída ou da esperança para não ser mais um sem emprego ou com trabalho informal, quando muito, nas filas dos auxílios indigentes ou até, infelizmente, aumentando as estáticas da enorme população carcerária, que entope as casas penais e os fóruns em audiências de custódia e nas sessões processuais penais.

O governador Helder Barbalho é jovem, está com todo gás, tem experiência e tempo de mandato, ainda dá para sair da mesmice, do populismo e do excesso de palanque eleitoral. Se quiser, pode escrever seu nome e o de sua família construindo um corajoso programa de desenvolvimento econômico, baseado na sustentabilidade, na geração de emprego e renda.

O destino, Governador, está lhe dando a oportunidade de mudar o futuro de jovens pobres de periferia. O Senhor tem a caneta, o apoio político e popular suficiente pra construir um novo futuro para o nosso Pará.

Faça um compromisso sobre o caixão destes dezenoves paraenses que a partir deles nem um jovem talentosos e trabalhador do nosso estado precisará se arriscar a morrer para sonhar com um emprego digno.

Deputados paraenses não furaram fila de vacinação e foram vítimas de fake news do Diário do Pará

No domingo o Jornal Diário do Pará, do Governador Helder Barbalho, levantou dúvidas sobre a família de um deputado, que ele chamou de emplumado, ter furado a fila da vacina em um hospital de Capanema.

A nota maldosa, era maldosa e mentirosa. Puro Fake News do jornal oficial do estado do Pará.

Os hospitais de Capanema e os deputados que tem ligação com a área de saúde ou com a cidade estão inocentes e todos dizem ter responsabilidade e respeito com a população e por isso aguardarão seu lugar na fila de vacinação.

Deputado Federal Nilson Pinto, Eduardo Costa e o deputado estadual Jaques Neves, que tem ligação com Capanema, respeitarão todos os protocolos e a fila de vacinação.

Diante de flagrante crime de Fake News, quero ver se a delegacia de crimes tecnológicos e contra as Fake News da Policia Civil vai abrir inquérito e pedir providências ao dr. Heyder.

Vale dá garantias as autoridades que o Pará não será o novo Brumadinho?

A Vale que provocou o desastre em Brumadinho é a mesma que opera mineração no Pará. Lá em Braumadinho eles diziam que estava tudo bem e que a mineração deles era segura. As autoridades ambientais e de segurança de barragens acreditaram e o resultado foi o destare que matou 272 pessoas e até hoje onze famílias não tiveram nem o direito de enterrar seus mortos, pois o corpo deles continuam desaparecido.

A Vale aqui no Pará afirma que não tem a menor possibilidade de acontecer o mesmo que aconteceu em Minas Gerais. As nossas autoridades acreditam e a nossa imprensa bate palmas.

E você, meu amigo e minha amiga, acredita na Vale?

Você acha que a mineração praticada pela Vale no Pará é segura e não vai acontecer desastres por aqui?

poste suas opinião nos comentários.

Hospital de Capanema se manifesta sobre insinuações do Diário do Pará no caso de vacinação fora da prioridade

Ilustre Zé Carlos,

A Associação Guiomar Jesus – Hospital Saúde Center, recebeu 100 (cem) doses da vacina para ser aplicado nos funcionários da saúde, de acordo com os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

São critérios rígidos, e mediante a prestação de contas com o Departamento de Vigilância em Saúde de cada dose aplicada em cada funcionário.

Esta empresa de saúde agradece as autoridades governamentais por ter destinado tais doses e pela confiança depositada a cada dia pelo trabalho que desempenha na região do caetés.

Esperamos que o Ministério Publico investigue, qual o hospital na região de Caetes, precisamente em
Capanema que estaria aferindo de forma incorreta o público alvo a ser vacinado, ou puna de forma servera os percurssores de FaKe News.

Atenciosamente,

Aldrei Panato
Diretora Jurídica

Leia a nota do Diário do Pará

Deputado Federal Nilson Pinto repudia insinuações do Diário do Pará e pede punição para quem furar fila da vacinação

Caro Zé Carlos,

Nem eu nem Lena fomos vacinados contra a Covid, em lugar nenhum. Estamos esperando nossa vez, de acordo com a ordem de prioridades traçada pelo ministério da saúde.

Recomendo ao Ministério Público e à Polícia Federal que investiguem com rigor a notícia e punam exemplarmente os eventuais culpados.

Se entre esses culpados estiverem políticos, que sejam presos e tornados inelegíveis. O combate à Covid é um assunto muito sério que precisa ser tratado com seriedade por todos.

Um grande abraço.

Nilson Pinto

Leia nota publicada no Reporte Dário:

Diário do Pará insinua que família de deputado federal furou fila da vacina em Capanema.

Lena Pinto, esposa do deputado federal Nilson Pinto, desmente que tenha furado fila e pede punição.

Leia a seguir a nota e o esclarecimento da Senhora Lena Pinto:

Sou pré candidata a deputada federal, venho de uma família tradicional de Bragança, e estive na região sozinha essa semana, minha filha não é casada com o deputado Jaques Neves , não estive em nenhum hospital de Capanema, não me vacinei, vou esperar a chamada da minha idade e toda a minha família, quero que o ministério público investigue e vá em cima dos fake news fajutas que publicam para denegrir a imagem de pessoas sérias. Tive covid19 eu e Nilson passamos 16 dias internados e sabemos da seriedade do problema é pra mim , se alguém burlar isso deveria ser preso.

Lena Pinto

Resta agora a providência do Ministério Público investigar, descobrir se a nota é verdadeira e punir o culpado. Seja o deputado federal e sua família ou o Jornal do Governador.

O Diário do Pará, por seu turno, um jornal ligado a família do Governador do Estado, tem obrigação de esclarecer a comunidade de quem estava falando e quais provas que tem para dar credibilidade ao que publicou ou admitir que espalha Fake News para atingir adversários.

A propaganda do Governo do Estado sobre vacina é mentirosa

A verdade é a verdade e não aceita questionamentos. A mentira, ao contrário, aceita debate. A mentira, por exemplo, pode ser encoberta por versões, preenchidas com gotas de verdades para confundir os desavisados. Um criminoso constrói sua história com versão que confunde os investigadores ou dificulta a descoberta da verdade. A verdade é simples. A mentira é complexa. A verdade brilha. A mentira ofusca.

Digo isto para questionar esta propaganda mentirosa do Governo do Estado do Pará. Veja a imagem e me acompanha na analise que faço a seguir.

A vacina é por todo o Pará, mas não é para toda população do Pará. A propaganda é mentirosa. Na frase de efeito está a pegadinha. Acompanhe comigo.

O Pará recebeu 173.240 doses, cada pessoa precisa tomar duas doses, nesta fase serão vacinadas 86.620 pessoas. A população do Pará, estimada, é de 8,074 milhões, com as doses disponíveis, apenas 1,07% da população receberá as duas doses. Apenas 34% dos profissionais de saúde serão vacinados. Usarão menos de 200 mil agulhas. Cada sala, das 1.500 abertas, aplicará 58 doses, se cada dose demorar um minuto para ser aplicada, as salas serão usadas apenas por sessenta minutos. A hastag #boravacinar, que fecha a peça publicitária, também é um apelo mentiroso, não pode se tornar realidade justamente por falta de vacina para todo o Pará.

A propaganda Vacina para todo Pará é simplesmente mentirosa e por ser mentirosa cabe questionamento, cabe debate, cabe versões. No debate vão defendê-la de muitas maneiras. Podem, por exemplo, dizer que a intenção foi espalhar esperança e fé na vacina. Podem dizer que o governo fez chegar a todos os municípios as doses de vacina disponível. Ainda podem dizer que até indígenas receberam as doses e que os profissionais de saúde que foram vacinados estão gratos. Mas estaremos ainda assim diante de uma propaganda mentirosa.

Comparo esta propaganda a celebre peça publicitária romana que inspira muitos governos até nos dias de hoje. Falo da ‘panis et circencis”, pão e circo. O trigo distribuído para plebe atendia apenas os que tinham cidadania romana, ou seja, menos de 0,5% da população e os circos tinham espaço limitado. Mas a ideia de pão e circo inspira até hoje, inclusive serviu para marca o movimento “Tropicália”, com a bela obra de Gilberto Gil e Caetano Veloso:

O Governo do Estado tem seus méritos, claro. Helder Barbalho, embora investigado pela PF no caso dos respiradores, mostra empenho no combate ao coronavírus, mas estas suas ações não justificam a propaganda mentirosa que visa ampliar em milhões fakes as poucas doses de vacinas recebidas para o uso emergencial.

O Imperador César se divorciou de sua esposa Pompeia, acusada sem prova de traição conjugal, afirmando: “minha esposa não deve estar nem sob suspeita”. Esta frase deu origem a um provérbio, cujo texto é geralmente o seguinte: “À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta”.

A publicidade oficial está adstrita ao principio da moralidade e como a mulher de Cesar, não basta ser honesta, deve estar de acordo com a Constituição Federal, art. 37, § 1.º:

§ 1º A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos.

Art. 37, § 1.º