O presidente é irresponsável ao estimular a não vacinação do povo brasileiro.

O Presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou que não tomará a vacina e até tentou torná-la facultativa como querem alguns de seus seguidores, alegando o direito à liberdade de decidir e de não ser obrigado pelo Estado a imunização.

O homem nasce livre, mas viver livremente depende de transpor obstáculos. Alegar a liberdade neste caso, revela baixa qualidade intelectual ou moral.

Os obstáculos à liberdade podem ser físicos, intelectuais ou morais.

Ninguém no Brasil vai ter sua liberdade ameaçada fisicamente por não tomar a vacina.

A vacina no Brasil sempre foi obrigatoriamente ofertado pelo Estado e aderida espontaneamente pela população, atendendo as campanhas eficientes, que tornaram o Brasil um exemplo em imunização, bem como erradicando doenças graves.

A liberdade, no caso da vacina, se é expontânea, deve obedecer a imposição de cunho intelectual e moral.

Os fatores intelectuais limitam a liberdade, quando,?através de informações científicas, o cidadão se convence da importância, da eficácia da imunização sua e das outras pessoas e auxilia o Governo em suas campanhas de vacinação em massa. No caso da pandemia, vacinar e imunizar o maior número de brasileiros significará a possibilidade de retomada da economia, liberando os recurso públicos do auxílio emergencial.

Mas a liberdade também está limitada por causas morais. A vida é um dom e deve ser preservada sempre. Preservar a própria vida é um dever e cuidar da vida do outro uma imposição moral decorrente do exercício da compaixão.

A liberdade plena, sem limites, reivindicada por quem não deseja ser imunizado, revela um ato político intelectual de desacreditar à ciência, as fontes de produção de conhecimento e as fraquezas morais, se quem não tem amor pela vida e nem empatia.

vacina #imunização

A Vida

A vida pode estar chegando ao fim. Vejo as forças esvaírem-se.

Defeitos aparecem em diversas partes do corpo.

Penso no que vivi até aqui.

Fui útil?

Construi algo de bom para deixar de exemplo?

Sinto que não.

Apesar de ter conquistado alguns degraus, foram em benefício próprio.

Pouco fiz pelo outro.

O que tenho para me orgulhar?

Como haverei de ser lembrado?

Sinto que estou de partida.

Não tenho mais tempo para tentar e começar tudo outra vez.

Tive chances, mas desperdicei. Tive poder e não soube usar.

O poder, como uma arma, é capaz de ferir quem não sabe manusea-lo.

Sinto que foi meu caso.

Sabe quando você está em viagem e passa por objetos de desejos e deixa para adquiri-los depois, mas não consegue porque o caminho é sempre pra frente?

Foi assim na minha vida.

Deixei de fazer coisas importantes quando tive a oportunidade de fazê-la.

Vou partir com a sensação de não ter o que levar na bagagem.

Tudo que passou pela minha vida foi consumido pelo tempo.

Adeus. Não posso deixar de ir. Chegou a hora.

Temos a primeira vacina, mas ainda não podemos relaxar

A Pfizer anunciou a vacina para o Coronavirus com eficácia de 95%, muito acima do que admitia a OMS. Para Organização Mundial de Saúde, diante de uma pandemia, poderia ser aceito vacinas com eficácia de até 50%. Que boa noticia. Agora, a Pfizer vai pedir registro a FDA, a Anvisa dos EUA. Obtido registro, começa a fase de fabricação, venda e distribuição.

Comemorar sim, relaxar nunca. Devemos continuar usando máscaras, higienização, distanciamento e tudo mais que possa evitar o contágio. Os desafios ainda não foram superados.

A vacina, depois de aprovada, entra na fase de fabricação e como o matéria-prima é difícil e escassa para a grande quantidade de vacina a ser produzida, para atender o Planeta inteiro, são bilhões de pessoas, combinado com a montagem da infraestrutura das fabricas de vacinas, vai demandar um tempo ainda grande até a produção em massa.

Depois de produzidas, as vacinas devem chegar até o destino final que é as mãos dos profissionais que vão aplica-las no corpo das pessoas para imuniza-las, isto requer um grande logística, com condições específicas. A vacina da Pfizer deve ser transportada em temperatura de -70ºC e nestas condições durar 15 dias. Depois, chegando ao local , teremos poucos dias para guardar em geladeira e aplica-la.

Como é difícil tudo isso, precisamente pelo enorme volume de vacinas, será necessário que outras vacinas sejam testadas e produzidas. Depois, tem o problema do preço caro destas doses, que dificulta que países pobres adquiram e imunizem as populações, principalmente as mais carentes.

Por tudo isso, meus amigos e minhas amigas, vamos continuar nos cuidando e cuidando um dos outros.

É hora de eleger um projeto de cidade como um espaço que une

Por José Carlos do PV

No dia 15 de novembro, vamos escolher o engenheiro e os pedreiros que reformarão nossa casa. Queremos morar melhor e com mais conforto, mas chamo a atenção para o fato de que esses administradores e executores escolhidos precisarão de um projeto de reforma se quisermos morar melhor.

Escolher bem o prefeito e os vereadores é bom, é democrático, é necessário, mas não lhes dizer qual cidade queremos pode, fatalmente, piorar o que hoje não está bom.

A cidade é a nossa casa. Nosso espaço coletivo. Nosso lugar de criar a família, de fazer amigos, de realizar os sonhos profissionais. Um lugar assim deve ser o melhor lugar do mundo.

Quando pensamos em uma cidade, devemos pensar em pontos importantes para a sua funcionalidade e interação das pessoas. Vamos pensar sobre essa funcionalidade, levantando os pontos-chave e comparando com a cidade de hoje?

Mobilidade e saneamento

Espaços públicos são as ruas, as calçadas, as praças, os parques, as escolas, as quadras, os locais de eventos. Quanto mais limpos, bem cuidados, arejados e frequentados, muito melhor será a cidade. Faça um mapa mental desses espaços ao redor de onde você mora e descubra o que está faltando ou funcionando mal.

Mobilidade é a circulação fácil, rápida e confortável de onde você está para qualquer ponto de sua cidade, principalmente para realizar as atividade fundamentais do seu dia a dia – como trabalhar, estudar, praticar esporte, acessar lazer, cultura e diversão ou ir em busca de serviços públicos disponíveis.

Fazer tudo o que uma vida saudável requer, sem transtornos, congestionamentos, barreiras, sem impactar ambientalmente a cidade, é o ideal que buscamos em um espaço coletivo. Na sua cidade o que atrapalha o ir e vir dos moradores?

Água e saneamento nos remetem à limpeza, ao asseio, à assepsia, mas não é só isso. Tratar a água e limpá-la depois do uso, antes de devolvê-la ao meio ambiente, previne doenças, garante boa saúde e cuida adequadamente do meio ambiente. Receber água de qualidade, com tratamento adequado, PH acima de 6, é um direito de todos os moradores de uma cidade, porque é um direito à vida protegido na Constituição Federal.

Saber que, depois do uso doméstico ou industrial, a cidade coleta as águas servidas e as tratas satisfatoriamente antes de devolvê-las ao meio ambiente nos garante que não estamos espalhando doenças, comprometendo o futuro das pessoas e do território.

Cuidando do lixo

Resíduos sólidos é a classificação técnica para tudo aquilo que sobra depois do uso humano das coisas. Esses resíduos devem ser reutilizados e só aquilo que não tiver qualquer possibilidade de reutilização, o chamado rejeito, é que deve ser descartado adequadamente e segundo a melhor técnica ambiental. Nossa economia é linear e funciona produzindo resíduos em todas as suas etapas, seguindo uma reta de destruição. O bom é construirmos uma economia circular, sem resíduos e sem sacar da natureza em velocidade que não permite à natureza se recompor.

A cidade é produtora de muito resíduo e deve encontrar solução adequada, implementando a Lei n.º 12.305, Política Nacional de Resíduos Sólidos, principalmente com a coleta seletiva de recicláveis e com o descarte adequado dos rejeitos, além de um política de não produção de resíduos sólidos. Faça agora um exame de consciência e veja a partir da sua casa, dos seus hábitos, como sua comunidade trata o lixo de sua cidade.

Patrimônio histórico e serviços públicos

Meio ambiente não é só o ambiente natural. Existe também o meio ambiente artificial, construído por nós, como é o caso do meio ambiente urbano. Nele, devemos resguardar o equilíbrio e a vida. Cuidar da história, guardando e zelando pelo patrimônio histórico. Manter as fachadas dos prédios harmônicos, preservando a beleza estética. Arborizar e criar espaços verdes. A beleza visual acalma, estimula, permite um ambiente de vida saudável, atrai negócios, turismo, produz cultura, ajuda o equilíbrio. Quanta história e beleza foi destruída em sua cidade?

Serviços públicos básicos, de qualidade, para todos, sendo ofertados na cidade são fundamentais. Saúde, educação, esporte, assistência social. Cuidar das pessoas com humanidade é o que se espera dos administradores e de seus agentes. Isso não é menos importante, mas é o que deveria ser a prática republicana, como política de Estado. Será que tudo isso funciona em seu espaço?

Outro ponto é a organização das finanças públicas, a arrecadação dos tributos e o controle dos gastos excessivos, com ética, transparência e participação dos moradores nas decisões de prioridades dos gastos. É importante ter um planejamento participativo de forma plurianual, pensando no amanhã.

Para não alongar muito mais a reflexão sobre qual cidade queremos eleger e manter, segue um trecho da encíclica pastoral Laudato Si, emitida pelo Papa Francisco, que resume o sentido de pertencimento e integração que devemos ter em nossas cidades: “Como são belas as cidades que superam a desconfiança doentia e integram os que são diferentes, fazendo desta integração um novo fator de progresso! Como são encantadoras as cidades que, já no seu projeto arquitetônico, estão cheias de espaços que unem, relacionam, favorecem o reconhecimento do outro!”.

Responde Prefeito: Não tem debate, mas Belém tem perguntas a fazer.

Candidatos a Prefeitos de Belém: G1

O primeiro turno da campanha de prefeito de Belém vai ser apenas com a narrativa dos candidatos, sem debates. Eles e suas equipes de comunicação vão dizer o que bem quiserem e nós não vamos ter o direito de vê-los em confronto de ideias.

O debate entre os candidatos é fundamental para sabermos, pelo menos, parte da verdade. Vê-los expondo um a fragilidade do outro. Percebemos quem está mais preparado e quem pode realmente fazer o melhor pela cidade.


Como não vai haver debate porque a Globo desejou a concordância dos 13 candidatos, aceitando que que participe apenas os 4 primeiros colocados em pesquisa e consenso não haverá. Como o grupo RBA e seu candidato Priante se beneficia de não ter debate e por isso não o fará. Restaria uma saída, que seria a união dos blogs alternativos, como sugeriu Diógenes Brandão, para promover este momento democrático.

Pelo sim, pelo não, que tal perguntamos aos candidatos, desde agora, o seguinte:


1. Thiago Araújo: O senhor tem apoio do prefeito Zenaldo o que você manterá e o que você mudará como cara nova da gestão dele?

2. Edmilson Rodrigues: O Governador Helder Barbalho já sofreu várias operações da PF, MPF e Controladoria Geral da União, com busca e apreensão em sua residência, bloqueios de bens, prisão e demissão de secretários de confiança. Qual a sua opinião sobre as suspeitas de corrupção que pesam sobre o Governador? O PT está na base do governo Helder Barbalho e também integra a sua chapa, caso passe para o segundo turno, o Senhor pretende ter apoio do Governador Helder Barbalho?

3. Priante: O senhor tem 32 anos de mandatos, é membro da família Barbalho, que já governa o Pará e cujo Governador é investigado por suspeita da prática de corrupção durante o estado de emergência da Pandemia, como pretende tirar Belém do abandono sem corrupção? O Senhor diz que Belém está abandonada a 30 anos, o que o Senhor fez nestes 32 anos de mandato para impedir o abandono de Belém?

4. Gustavo Seffer: Belém tem pouco mais de R$ 500 milhões para investimentos em obras, um quilômetro de metrô custa R$300 milhões, para chegar ao Entrocamento, precisaríamos de 08 quilômetros de metrô, ou R$1,2 bilhão; em Belém, devido a composição do solo, este valor triplica, de onde você pretende arranjar esta fortuna para por em prática sua proposta de construir um metrô na Cidade? Caso consiga implementar o Metrô, vai destruir ou jogar no lixo tudo que já foi investido no sistema BRT?

5. Eguchi: Belém, para avançar, necessita solucionar problemas históricos, tais como alagamento, lixo, saneamento, etc, como sua experiência de policial federal pode ser utilizada para Governar Belém?

6. Mário Couto: O que o senhor acha da possibilidade dos Barbalhos controlarem Belém com a eleição de Priante?

7. Vavá Martins: O Círio é mais que um evento turístico, trata-se da maior manifestação religiosa em honra de Maria e do dogma de sua virgindade, antes, durante e depois do nascimento de Jesus Cristo; o senhor, Bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, que nega este dogma, como prefeito, respeitará o estado laico e manterá o apoio oficial as festividade nazarena?

8. Cleber Rabelo: qual sua opinião sobre a participação das esquerdas no Governo Barbalho, acusado de corrupção e como o senhor vê a aliança de esquerda PSOL – PT?

9. Gulherme Lessa: A Justiça determinou que até maio o lixão de Maritiba seja fechado, caso seja eleito, para onde enviará as quase 1.800 toneladas diárias de lixo da cidade?

10. Dr. Jerônimo: O senhor é homem e candidato do Partido da Mulher Brasileira, que tem como principal bandeira a igualdade de gênero, isto não é contraditório?

11. Jair Lopes: temos quatro candidatos de esquerda disputando a prefeitura de Belém, se todos estivessem unidos seriam mais forte, com mais chance de sucesso, qual é a dificuldade de unir as esquerdas no Pará?

12. Cassio Andrade: Belém é suja por causa dos entulhos jogados nas esquinas, em determinados pontos da cidade e nos canais. Qual sua proposta para resolver o problema do lixo?

Você, meu caro leitor, tem suas próprias perguntas. Então, por favor, não se faça de rogado, mande pelos comentários que selecionaremos as melhores e enviaremos aos comitês dos candidatos.

Vereador pra quê?

Você já se fez essa pergunta muitas vezes, não fez? Pra que mesmo que tem vereador na minha cidade se eles nada fazem. Realmente, as Câmaras de Vereadores deixam sempre muito a desejar.

Mas se os edis – edis é um outro nome que se apelido o vereador – realmente cumprissem seu papel constitucional, te juro, muita coisa seria diferente.

O vereador não é para ser do grupo do prefeito e muito menos para dar amem as coisas erradas que o alcaide faz – alcaide é outro apelido para prefeito.

O primeiro papel do parlamentar mirim – sacanagem chamar o vereador assim – é o de fiscalizar se o prefeito e sua equipe estão cumprindo o Plano Plurianual, a Lei de Diretrizes Orçamentária e o Lei de Orçamento Anual. Fiscalizar se as despesas previstas estão sendo executadas segunda os princípios de eficiência, moralidade, publicidade, pelo menos. Olhar atentamente se as leis de licitação e contratação foram observadas.

O vereador é responsável por votar as leis municipais. Lei importantes que organizam o espaço territorial e a vida em comunidade. Posso afirmar que um bom município é aquele que tem pelo menos seis leis eficientes: Lei Orgânica, a Lei do Zoneamento Urbano, o Código de Posturas Municipais, a Lei de construções e edificações, um bom código tributário municipal e um código ambiental.

São só leis que interessam aos munícipes? – a apelido para o morador, para o cidadão, para o contribuinte municipal. Claro que não. O vereador pode votar os planos municipais de saneamento básico, quando regula o abastecimento de água e esgoto, mas também o plano municipal de resíduos sólidos, pelo qual se estabelece a política de tratamento do lixo produzido na cidade. Ainda tem o plano cicloviário, aquele que estabelece as regras do sistema de transporte público e por vai.

Quando o eleitor não sabe pra que serve o vereador e menospreza esta atividade pública relevante, toda cidade paga um custo alto e aqueles que podem, vendem a casa, arrumam as malas, pegam a rural e vão para morar em outro lugar. Os mais ricos, acabam indo para um condomínio fechado. Os que não podem fugir, são obrigados a ficar e dizer que todo politica é igual e que vereador não serve pra nada.

A escolha é sua. Dia 15 de Novembro, você terá uma nova chance de mudar o destino de sua cidade, votando com consciência.

Para encerrar essa minha xaropada – sim porque tem gente que é tão alienada nem gosta de falar de política – quero te dizer que toda a cidade precisa de um vereador do Partido Verde para defender a causa animal e ambiental.

Esquema criminoso pode ter montado fake news sobre os respiradores da Sesma

DAS para Cleide Assunção – Agora vem a parte em que a desfaçatez, francamente, chega a níveis escandalosos. Após as denúncias do suposto superfaturamento dos respiradores do Zenaldo, vem a premiação. Qual seja, um DAS para Cleide Assunção no IGPREV, órgão que, segundo os bastidores da política, é comandando pelo irmão do governador e proprietário do jornal Diário do Pará e DOL, Jáder Filho.
— Ler em parawebnews.com/esquema-criminoso-pode-ter-montado-fake-news-sobre-os-respiradores-da-sesma/

Governo sanciona com vetos o novo Marco Legal do Saneamento, que ameaça o futuro da Cosanpa

A novo marco legal do saneamento, sancionado pelo Presidente Jair Bolsonaro, com vetos, será a pá de cal sobre a Cosanpa, que será privatizada, isto será uma questão se tempo.

www1.folha.uol.com.br/mercado/2020/07/veto-de-bolsonaro-no-marco-do-saneamento-abre-nova-crise-com-congresso.shtml

UBSs fluviais, presente de grego para os municípios

O Senador Jader Barbalho festeja a chegada aos municípios das primeiras Unidades Básicas de Saúde Fluvial, adquirida com as emendas apontadas pelo seu mandato ao Orçamento da União.

O primeiro município a receber a UBS Fluvial foi a pobre Oeiras do Pará, segundo a informação postada na matéria publicada na edição de domingo, 05/07, no Diário do Pará.

Cada UBS Fluvial sairá por R$1,8 milhões, quase o mesmo valor das UBS tradicionais e está planejada para ser usada em atendimento aos ribeirinhos, funcionando com uma equipe composta por profissionais de saúde e embarcadiços, quase no mesmo número que a equipe da atividade fim.

Não é a primeira tentativa de criar unidade de saúde adaptadas para região amazônica, usando os rios como meio de locomoção, visando atender os ribeirinhos, uma parcela significativa da população paraense, sempre esquecida e com pouca política pública.

Todas as outras tentativas anteriores fracassaram, como será, provavelmente o caso dessas UBSs, que servem apenas para jogar dinheiro fora, com os barcos e lanchas fundeadas nos portos das cidades paraenses, como foram as ambulanchas a gasolina, sem servir ao propósito para o qual se destinam, transformando em verdadeiros presentes de grego.

Vou explicar ao caso, para não dizerem que estou agourando ou jogando “psica”, ao contrário queria tanto que fosse um sucesso, mas não tem como ser e o Senador Jader, que tem experiência, sabe que não será.

Geralmente estes barcos são construídos em estaleiros fora da Amazônia, sem ouvir nossos caboclos, práticos e profundos conhecedores das navegação local. Também não ouvem os profissionais de saúde acostumados a servir as populações das beiras dos rios e furos. Sem esse acompanhamento, as especificações não se adaptam as especificidades da navegação dos nossos rios. O uso diário mostra a ineficiência e custo elevado.

A UBS Fluvial terá um custo de funcionamento que envolve salários das duas equipes permanentes, material para uso nos tratamentos de saúde, alimentação dos tripulantes e equipe de saúde, combustível e manutenção constante da embarcação.

Calculo que para funcionar plenamente uma UBS Fluvial desse porte consuma mensalmente em torno de R$ 700 mil mês da receita combalida dos municípios.

Poucos serão os municípios que, mesmo necessitando deste serviço de saúde, terão receita própria para manter o custo de funcionamento de uma unidade dessas.

Os primeiros meses de funcionamento, deverão ser suportado exclusivamente pela receita do município. O Ministério da Saúde, entra posteriormente, providenciando uma parte do valor, de acordo com os procedimentos e a tabela do SUS, que não está adaptada para suportar preços das despesas amazônicas.

Queria que o Senador Jader Barbalho provasse o meu engano, mas o resultado, infelizmente, vai ser um festa na chegada da embarcação e muita tristeza aos vê-las paradas, apodrecendo nos portos das cidades, enquanto as famílias dos ribeirinhos estarão mais uma vez desprovidas do serviço público.

Quando pensares em algo para Amazônia, por favor, ouve quem mora aqui, na beira do rio, nas várzeas, nas ilhas, nos furos. O caboclo sabe como fazer melhor, mais rápido e mais barato. Pode ser que isso não interesse para Brasília, mas é dinheiro público e sonhos que se vão.

MP pede afastamento do secretário de Saúde, Alberto Beltrame, por improbidade administrativa – Portal Roma News

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) pediu o afastamento do atual secretário de Saúde do Estado, Alberto Beltrame, por improbidade administrativa. Na Ação Civil Pública (ACP) ajuizada contra o secretário, o MP aponta provas de um superfaturamento em uma compra, com dispensa de licitação, de R$ 2 milhões em garrafas pet vazias na empresa Marcoplas Comércio de Móveis LTDA, localizada em Ananindeua. A informação foi compartilhada em primeira mão pelo influencer David Mafra
— Ler em www.romanews.com.br/