Morreu o Cacique do Povo Arara: invasões de terras indígenas levam a dor, o sofrimento e morte, inclusive por vírus.

O Cacique Arara, José Carlos, este que aparece com o ator Arnold Schwarzenegger, que sucedeu o cacique da foto acima, faleceu vítima de COVID-19. Estive nesta aldeia ouvindo os Araras que pediam que os brancos os deixassem em paz e não barrassem seu rio Xingu coma hidrelétrica de Belo Monte.

Os indígenas, nossos primeiro descendentes, vem sendo dizimados por vírus transmitidos por invasores de suas terras desde o descobrimentos do Brasil.

Historiadores nos contam que o número de europeus no tempo do descobrimento e colonização era infinitamente menor que os quase 10 milhões de habitantes do país.

Os colonizadores não tinham armas de guerra suficientes para matar tantas pessoas quantas foram as mortes e até o extermino de populações e etnias inteiras.

Deste fato surge a pergunta: o que matou tantos indígenas no tempo do descobrimento e da colonização?

Os Europeus já haviam domesticados e entrado em contato com muitas espécies animais e deles já haviam adquirido vírus e desenvolvido anticorpos. Os indígenas brasileiros não. Poucos animais convivem domesticamente com os nosso brasileiros nativos.

A disseminação de vírus trazidos pelos europeus foi fatal e matou milhões de pessoas.

Um dia, no Museu do Marajó, uma especialista em arqueologia me disse, e eu nunca esqueci, que todos os habitantes da ilha Mexina, morreram de uma grande febre. O desespero era tanto, que os acometidos desta febre, em sofrimento, se jogavam no rio e foram morrendo em massa.

O dr. Erik Jennings, que atende indígenas isolados, se preocupa com mais essa pandemia, por saber o quanto estas populações são vulneráveis e ainda mais nos dias de hoje, em que seus territórios são invadidos por garimpeiros, madeireiros e grileiros, como os europeus gananciosos, levam a morte para as aldeias.

Meus pêsames aos araras do Pará pela morte do seu cacique José Carlos, grande liderança preocupada com os povos indígenas do Xingu paraense. Perdemos um lutador e muita história ancestral.

O Pará e a Região Metropolitana de Belém, ainda não estão prontas para o relaxamento, segundo estudos da UFPA, que contradizem as autoridades estaduais

Foto: O Liberal
Foto: O Liberal

As pessoas estão na rua, voltando a circular, muitos sem máscaras. As empresas começam a relaxar e abrir para funcionar como se o vírus tivesse, como disse o dr. Marcio Maués, cansado de tomar açaí, embarcado no avião de volta para Wuhan, na China e nos deixado livres para circular e voltar a vida como vivíamos antes.

As pessoas estão sendo induzidas a pensar que o perigo passou pelas autoridades públicas, notadamente o Governo do Estado do Pará, com o slogan “Retoma Pará”, como se estivesse em campanha eleitoral apresentando bandeiras eleitoreiras.

O Estado justificou sua posição de relaxamento com base em um estudo da UFRA – Universidade Federal Rural, mas no dia 01 de junho, contrariando os estudos no qual se baseou a equipe do Governador, o Laboratório de Tecnologia Social da UFPA, emitiu um nota técnica, assinada pelos doutores:

Prof. Dr. Carlos Renato Lisboa Francês1 (rfrances@ufpa.br), Prof. Dr. Marcelino Silva da Silva1 (marcelino@ufpa.br), Prof. Dr. André Carlos Ponce de Leon Ferreira de Carvalho2 (andre@icmc.usp.br), Prof. Dr. Solon Venâncio Carvalho3 (solon@lac.inpe.br), Prof. Dr. Nandamudi Lankalapalli Vijaykumar (vijay.nl@inpe.br), Profa. Ma. e doutoranda Evelin Helena Silva Cardoso1 (evelinhelena@ufpa.br), Profa. Ma. e doutoranda Maria da Penha de Andrade Abi Harb1 (mpenha@ufpa.br), Profa. Ma. e doutoranda Lena Veiga e Silva1 (lenaveiga@ufpa.br), Mestrando Carlos André de Mattos Teixeira1 (carlos.mattos@itec.ufpa.br), e Mestrando Vitor Hugo Macedo Gomes1 (hugom4cedo@gmail.com).

Conheça a integra da Nota Técnica:

Em conclusão, a Nota Técnica dos especialistas, aponta em primeiro lugar, a subnotificação dos casos de infectados, em 10 vezes, no caso de Belém, chamando a atenção para este fato de forma enfântica: “Portanto, não é razoável admitir-se que as políticas públicas tomem como base exclusivamente os dados oficiais (notoriamente subnotificados), sob pena de planejar o sistema já em níveis de colapso.”

A nota segue afirmando que não é possível se dizer que estamos com a curva de infectados e de óbitos em declínio por causa de defasagem da ordem de dezenas de dias entre o fato, a notificação e o ingresso dos dados no sistema, gerando um estoque de casos.

Soma-se a defasagem, o assumido caso, como se política de estado, de subnotificação que ocorre pela falta de testagem e pela dinâmica imposta pelos protocolos de mortes potencialmente associadas à COVID-19.

A Nota Técnica chama atenção para o completo desconhecimento do comportamento do vírus e seus efeitos: “Assim, fatores como o R0, ciclo da doença, imunidade, período de incubação, número de assintomáticos, não estão claramente definidos internacionalmente, o que leva à constatação de que qualquer suposição acerca do comportamento da doença tomado como uniforme seja mera especulação e não deva ser considerado, de maneira segura e responsável, por gestores públicos em suas tomadas de decisão.”

No parágrafo final das conclusões, que reproduzo na íntegra, os especialistas são duros ao questionar as autoridades estaduais e as declarações do Ministro Mandetta, afirmando que não se pode asseverar que estamos em curva descendente da pandemia:

À luz do exposto, entende-se que, a partir dos dados oficiais, tomando-se como referências os mais relevantes estudos realizados no Brasil e internacionalmente, não há como afirmar inequivocamente que o Pará ou a Região Metropolitana de Belém esteja já na curva descente da pandemia. Assim, com base na prudência, em não havendo vacina ou medicamentos comprovadamente eficazes, a única estratégia para desacelerar a pandemia continua sendo o isolamento social.

Eu sou Amazônia

Quantas vezes você ouviu dizer que o progresso era bom e ele precisava chegar à Amazônia.

Ele nunca chegou!

Não há progresso em garimpo, desmatamento, grandes projetos minerais, pastagem no lugar de árvore, desmatamento, poluição de rios, periferias não urbanizadas, cadeias lotadas, violência e mortes.

Não!

O modelo de progresso que até hoje se pratica e que é apoiado por governos e políticos, já destruiu 17% da floresta e fez a desgraça de povos indígenas, ribeirinhos, pescadores, agricultores familiares, muitos dos quais, expulsos de suas terras, hoje sofrem nas periferias das cidades, sem habitação adequada, sem urbanização, sem saneamento e sem emprego digno.

Como essa síntese extraída da realidade de quem vive aqui e do documento “Amazônia: novos caminhos para Igreja e para Ecologia Integral”, assinado pelo Papa Francisco, iniciamos a Semana do Meio Ambiente.

Nesta semana, quero te convidar a refletir sobre o modelo de desenvolvimento excludente e predatória que destrói a Floresta e seus ativos ambientais, para enriquecimento de poucos e a desgraça da imensa maioria, com perdas de vidas humanas, de muitas espécies, de biodiversidade e cultura.

A Amazônia e a humanidade correm grande perigo se este modelo não for parado agora. Estamos perdendo o sistema regulador do clima. Mais grave, porém, ainda pode estar por vir.

Quanto mais estes predadores penetram em lugares desconhecidos em busca de lucro, liberarão vírus, que até hoje provocaram endemias, mas que podem sair desse patamar e dessas fronteiras locais, ameaçando a humanidade com pandemias de efeitos nunca vistos.

Sua contribuição, seus comentários, suas opiniões, vão formar uma grande corrente de amor pelos povos e pela floresta.

Espalhe a hashtags #EuSouAmazônia

Em reunião presidencial, Ministro do Meio Ambiente explica como fazer para destruir a natureza

Enquanto a imprensa está preocupada com o coronavírus, vamos aproveitar e passar a boiada por cima da floresta e destruindo as proteções legais ao meio ambiente, tudo escondido do legislativo e usando a Advocacia Geral da União para barrar a reação do judiciário contra as ilegalidades.

O Ministro Ricardo Salles, que de meio ambiente não tem nada, conclui com a frase, que resume o plano exposto de forma cínica na reunião oficial, com a presença do Presidente da República: “Vamos unir esforços para dá de baciada a desregulamentação”

O coronavírus expôs a péssima qualidade dos dirigentes brasileiros

Aerial view of coffins being buried at an area where new graves have been dug at the Parque Taruma cemetery, during the COVID-19 coronavirus pandemic in Manaus, Amazonas state, Brazil, on April 21, 2020. – Graves are being dug at a new area of the cemetery for suspected and confirmed victims of the COVID-19 coronavirus pandemic. (Photo by MICHAEL DANTAS / AFP)

As orientações para evitar mortes por contágio por COVID-19, durante a pandemia, declarada pela Organização Mundial da Saúde, OMS, eram simples e fácies de serem seguidas: Isolamento social da população, uso de máscaras, higienização com uso de álcool em gel, testagem em massa, aplicação de medicamentos experimentais, leitos de UTIs, com respiradores, políticas públicas de socorro aos setores mais vulneráveis da economia e transparência na divulgação dos dados e dos gastos públicos.

Nos estados e municípios, cujo administradores seguiram as orientações, tendo credibilidade e legitimidade para serem atendidos pela população, o resultado está expresso em números de contaminados e de vidas poupadas.

Infelizmente, os exemplos negativos de péssimos administradores são muitos, tanto na área público quanto nas empresas privadas. Mesmo entre as pessoas, foi possível observar um grande número dos que não tem amor pelo próximo, faltando-lhes empatia.

Da gripezinha, até hoje, o Brasil passou de mil mortos por dia. Nestes mais de 50 dias, desde que a pandemia foi declarada, conhecemos dirigentes que negaram a gravidade do vírus e da sua propagação. Fomos testemunhas das cenas de atos públicos e aglomerações realizadas como forma ostensiva de desobedecer as recomendações. Um medicamento, a cloroquina, passou a ser o símbolo de alinhamento ideológico de direita. Conhecemos cidades onde os prefeitos inauguraram tomógrafo sem ter funcionários para operar. Assistimos governador comprar respiradores por WhatsApp que não funcionaram. Soubemos, em meio a dor e o sofrimento, que não podemos confiar nos dados oficias do nosso país. Muito menos na transparências dos gastos. Quem pôde roubar, roubou.

Até dois Ministros da Saúde foram exonerados por não concordar em desobedecer as regras técnicas e sensatas em favor da defesa da vida da população. O substituto, um militar, emitiu protocolo de recomendação do uso de um medicamento de eficácia duvidosa no tratamento do coronavírus, mas sem a responsabilidade técnica e sem assinatura, um documento apócrifo para saúde pública de humanos.

Na empresa privada, também foram tristes os exemplos de empresas que não se preocuparam com seus clientes e com seus funcionários, funcionando para ter lucro sem se importar com a vida de quem lhes paga as contas. Teve até quem burlasse os decretos de essencialidade, simulando vender produtos de primeira necessidade junto com vasos sanitários.

Embora tudo isso seja lamentável, devemos ressaltar que o Sistema Único de Saúde – SUS, o maior sistema público de saúde do mundo, com seus profissionais abnegados, mesmo correndo risco de morte, salvou muitas vidas e confortou os doentes graves.

Vamos sair dessa, claro e logo em seguida iremos as urnas escolher novos prefeitos e novos vereadores. Eles serão os administradores que iremos colocar nos cargos públicos com a missão de manter o que deu certo durante a pandemia e corrigir todos os erros que resultaram em muitas mortes de amigos, conhecidos e familiares.

Helder em Nova York é prestígio pessoal ou para o Pará?

Prefeito Bruno Covas com o Prefeito Bill de Blasio

O Governador Helder Barbalho, convidado pelo Prefeito de Nova York, falará, nesta quinta-feira (21) em evento organizado por Bill de Blasio sobre a experiência paraense no combate ao coronavírus.

A Coluna Painel da Folha de São Paulo, registrou o fato:

Esqueceram de mim Organizado pelo prefeito de Nova York, Bill de Blasio, o evento virtual Visão Global reunirá em 21 de maio representantes de alto escalão de vários governos para discutir ações contra o coronavírus. Pelo Brasil falará o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB). Jair Bolsonaro não foi convidado.

Pela manhã, em uma rádio aqui de Belém o assunto virou polêmica, os radialistas instigavam os ouvintes com a pergunta se a participação de Helder em Nova York era prestigio ao Pará ou ao político.

Achei este debate de uma pobreza enorme, ainda mais que os radialistas pecam por não buscarem se informar antes de pautar a matéria.

O convite foi feito porque Helder Barbalho é governador do Pará e tem articulação nos EUA. Recentemente o Governador do Pará, concluiu o curso de gestão International Program for Public Leaders, na Universidade Johns Hopkins, em Washington.

Também é claro que é prestigio pessoal, mas ao mesmo tempo ajuda o Pará a ser lembrado para negócios e turismo.

O Prefeito de Nova York, com este evento, quer chamar a atenção para a importância de sua cidade que vive de turismo de eventos e de compras, mas turismo é um negócio de mão dupla e se for bem aproveitado pode render parceira para os dois lados.

Manoel Diniz pergunta: Qual a missão de Mandetta no Pará?

O ex-ministro Mandetta adotou duas posturas em relação ao Pará no mínimo curiosa.

Em entrevista a jornalista Leda Nagle, disse que o pico da doença no Parã seria em junho e que o sistema de saúde agora que iria colapsar.

Em seguida veio a Belém, trazido pelo a entidade Comunitas, que atua em parceira público-privada, e após reunir com a equipe local e com o Governador do Estado, surpreendeu a todos afirmando que a Região Metropolitana de Belém já havia alcançado o pico da contaminação pelo coronavírus.

A declaração de Mandetta recebeu a crítica de Manoel Diniz, marapaniense, profissional da área de saúde, apaixonado pelo SUS, que achei por bem compartilhar com vocês:

“Peço perdão a todos pela intromissão, para, primeiro como cidadão, perguntar qual a missão de Mandetta no Pará, e se veio em visita de cortesia ou representando que instituição para em seguida conjecturar ?
Ora, pelos Mapas apresentados, para a RMB e Estado está cristalinamente evidenciado que o Pico já se deu no inicio de maio, ai convenhamos, não seria o Mandeta a pessoa certa para anunciar aquilo que nós construimos. Como ex- ministro poderia ter mais cuidado para não cometer o erro que cometeu com Leda Nagle.Depois da porta arrombada, fica mais dificil consertar.
Seria hora de perguntar : trabalhas na casa ???
Haveremos isso sim fazer justiça a todos os trabalhadores das Secretarias Municipais e a SESPA que tornaram possível essa travessia !
O Diagrama de Controle fala por si só , não precisando do assessoramento equivocado do Mandetta !”

A pergunta de Diniz precisa ser respondida, pois Mandetta surgiu assim, sem mais nem menos, a nos deixar inseguros.

Pensar o Brasil para depois da nossa vitória sobre o coronavírus.

Como vamos recuperar os empregos perdidos na pandemia, empregar os que já estavam desempregados antes dela e reerguer a nossa economia, depois que derrotarmos a COVID-19?

No cenário futuro, repleto de incertezas, ainda não é possível saber como será o “novo normal”.

Poderemos sair livremente às ruas, mantermos o ritmo de trabalho no meio público e as relações pessoais, voltaremos a nos tocar, nos abraçar, viver do mesmo jeito que vivíamos antes de sermos atingidos por este vírus desconhecido da ciência e que ainda nem tem perspectiva de vacina ou cura através de remédio eficaz?

São perguntas inevitáveis que precisam de respostas múltiplas, da união e dos esforços de todos, independente de lado e da posição que ocupamos na vida.

Antes da pandemia, o Brasil já acumulava um cenário econômico de crescimento negativo. Treze milhões de brasileiros estavam na condição de desempregados. Outros viviam em subemprego e uma parcela significativa trabalhava no mercado informal. O dólar subia, as bolsas despencavam e as medidas econômicas baseadas no liberalismo não davam sinais positivos de retomada do crescimento.

A necessidade de defender a vida das pessoas ameaçadas pela propagação veloz e da contaminação por um vírus novo; de proteger o sistema de saúde de um colapso; obrigou os brasileiros – como obrigou a população mundial – a adotar medidas amargas e optar pela vida, deixando a economia e o emprego em segundo plano.

Partimos do distanciamento, isolamento social e, em alguns lugares, chegamos até o confinamento (que o excesso de estrangeirismo chama de lokdown).

Todos sofreram diminuição de ganhos, mas foi o comércio, os serviços, os profissionais liberais, a área cultural, o turismo, as atividades que mais tiveram perdas com as medidas de combate ao coronavírus. As médias, pequenas empresas e os trabalhadores informais, viram suas pequenas popança derreter para sustentar os tempos de dificuldades.

Antes da crise sanitária, o projeto econômico do governo do presidente Jair Bolsonaro, falava em crescer diminuindo as despesas primárias, vendendo ativos, simplificando a burocracia, facilitando a entrada de investimentos estrangeiros.

O plano econômico focado simplesmente no mercado, foi contrariado com a necessidade do Estado forte, o único capaz de socorrer a população, através do seus sistema público de saúde, alias o maior do mundo, com aporte de recursos para área da saúde. O Estado foi chamado a auxiliar os estados e municípios que perderam receitas, disponibilizar ajuda as empresas e criar o auxilio emergencial para milhões de brasileiros sem renda.

O número de pessoas que acessaram o aplicativo para receber o auxilio de tão expressivo, assustou, desconfiávamos do número de pessoas vivendo em estado de pobreza e agora sabemos o CPF. As filas nas agências da Caixa Econômica e nas Lotéricas sensibilizaram os chips eletrônicos das máquinas produtoras de imagens registrando as enormes filas e os muitos acessos causou bug no aplicativo criado para o cadastro de quem tinha direito ao recurso.

O Presidente da República, dispondo apenas de uma carta econômica na manga, a receita liberal do Ministro Paulo Guedes, apelou para o malabarismo retórico tosco, grosseiro, violento, insensível, de tentar forçar as pessoas a voltar ao trabalho, quebrando as recomendações da OMS, mesmo isso significando risco de morte e pressão absurda sobre o sistema de saúde.

Os governadores e prefeitos sentiram a pressão da população acometida da infecção viral de um lado, do outro a reação de setores insuflados pelas declarações presidenciais, mas seguiram adotando as medidas de isolamento social e restrições das atividades econômicas para salvar o maior número possível de pessoas.

Tudo vai passar, toda pandemia vem, provoca estragos e vai, mas deixa seus efeitos e a responsabilidades para que as pessoas se reinventem e busquem superar as dificuldades que ficaram.

O Brasil é gigante, diverso, rico, criativo, já superou outras e superará mais esta crise.

A primeira lição é saber que todos os país brigarão pelas suas economias e nos devemos brigar pela nossa. Segundo, devemos olhar o que deu certo, o que funcionou e aperfeiçoa-lo. Terceiro é ver quem suportou e deu mais sacrifício, estes precisam ser compensados, apoiados, incentivados. A quarta, é ver quais as mudanças e novos hábitos ficarão para sempre em nossas vidas.

O Estado que todos diziam que só atrapalhava, era pesado, consumia muito recurso, foi o que cumpriu o papel decisivo no socorro as empresas, às pessoas e será ele que socorrerá o país na sua reconstrução econômica.

A pacto federativo não funcionou. A centralização em Brasília foi derrotada. O papel da União deve ser revisto. Os estados e os municípios foram decisivos na defesa das medidas sanitárias e na assistência direta às pessoas que precisaram de atenção à saúde.

O país deve reconhecer que o SUS foi um invenção brasileira que deu resultado, mas que precisará ser aperfeiçoado, com investimentos, tecnologia, incluindo aporte de recurso para pesquisa e formação de profissionais de saúde.

As empresas nacionais, com destaque as médias e pequenas, a agricultura familiar, cooperativa, os profissionais liberais, o trabalhador informal, o setor cultural, turístico e esportivo pagaram um preço alto para ajudar o país e serão elas que devem ser o alvo de todas as atenções de um plano econômico, baseado no pleno emprego e na sustentabilidade ambiental.

Os hábitos de higiene, distanciamento, de diminuição no consumo de supérfluo, o trabalho em casa que o vicio do estrangeirismo chama intimamente de home office), as compras remotas (lá vem de novo, on line), tudo isso ficará e mudará nosso modo de viver.

As nossas cidades, nossas áreas de lazer, nossas ruas e as nossas moradias, o nosso transporte público, precisam de novos formatos.

Os barracos das favelas e das baixadas, com casas apertadas, não são apropriadas para suportar outras crise sanitária e uma plano nacional de habitação digna se faz necessário.

Enquanto superamos a crise e lutamos para vencer o coronavírus, devemos logo começar a trabalhar para o futuro, que está bem ai, com a certeza que vamos sair dessa mais fortes e mais brasileiros.

Bolsonaro está cumprindo a Constituição Federal?

Por que muitas pessoas no Brasil não conseguem raciocinar além do governo em curso?

Não entendeu a pergunta?

Vou te explica-la, com exemplos.

Relembre algumas atitudes do atual presidente Jair Bolsonaro que você apoia, fazendo ou compartilhando postagens aberrantes nas redes sociais, achando-se o top dos intelectuais e o supra-sumo da coerência política.

Depois troque todas as atitudes que listou e que acha positivo de Bolsonaro, o nome do atual presidente, por uma governo imaginário de uma outro presidente que você não gosta, tipo o Lula, que você destila ódio todos os dias, por exemplo.

Se o que Bolsonaro está fazendo agora você concordaria que Lula fizesse, caso voltasse a ser presidente, então seu apoia as medidas do atual mandatário estão certas.

Se Lula demitisse o direito geral da PF e colocasse no seu lugar alguém que foi seu segurança pessoal e amigo dos seus filho, que estão sendo investigados, você apoiaria?

Se Lula desejasse saber com antecedências tudo que a PF está investigando, principalmente os casos que dizem respeito aos deputados corruptos do PT, você apoiaria?

Se Lula e o PT fizessem manifestações pedindo o fechamento do STF, do Congresso nacional e a implantação da ditadura do proletariado e do comunismo, você apoiaria?

Se Lula disse em meio a uma pandemia que tudo não passava de uma gripezinha você apoiaria?

Se Lula, que nunca frequentou uma faculdade, que não é médico, é um torneiro mecânico, formado a distância em curso profissional, indicasse a cloroquina como o melhor remédio para curar coronavírus, você apoiaria?

Se Lula mandasse abrir a economia no lugar de proteger a saúde da população você apoiaria?

Se o Lula trocasse o Ministro da Saúde em meio a uma pandemia e colocasse no seu lugar uma empresário da saúde privada que apoia o fim do isolamento social em plena crise sanitária, você apoiaria?

Então, meu amigo, reflita antes e aproveite a quarentena para buscar na internet tudo que diz respeito a democracia, a república e a todos os princípios constitucionais do art. 37, da nossa carta magna.

Art. 37. A administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e, também, ao seguinte:

https://www.senado.leg.br/atividade/const/con1988/CON1988_05.10.1988/art_37_.asp

Máscara chinesas trazem o número da besta fera?

Recebi de um grupo de WhatsApp, composto por pessoas humildes, da Região Metropolitana de Belém, uma mensagem com a imagem de uma mascara proveniente da China, insinuando que nela está gravado o número da besta 666, da qual fala o Apocalipse de João e que isso seria o sinal de que as revelações proféticas da Bíblia, referente aos finais dos tempos, que estão se concretizando.

Olhando as marcas, percebe-se que ali não temos números e sim as marcas feitas pelos prendedores mecânicos das máquinas que fabricam as máscaras. As marcas estão em cima e em baixo e não são números.

A mensagem, porém, evidencia a proliferação de teorias conspiratórias terrenas ou divinas, como também interpretação literal do texto bíblico, sem os devidos cuidados e estimulado por quem não estudou teologia.

Estas teorias e interpretações errôneas do texto sagrado, são incentivadas em redes sociais, movimentando os algoritmos e transformando a ignorância e a boa-fé em engajamento e adesão a causas que tem propósitos inconfessáveis.

A crença nestas hipóteses absurdas e sem qualquer base em fatos verdadeiros e nem na ciência, tem causado a divisão da sociedade, extremismo e prejuízos até para saúde das pessoas, que acreditando que estão a seguindo bons caminhos, acabam sendo manipulados por grupos poderosos econômicos ou políticos e deixando de se proteger. Lembro aqui a campanha absurda contra vacinas.

Muitos estudos sérios foram feitos sobre o Livro do Apocalipse e as conclusões mais aceitas é que João não escrevia para prever o futuro

Quando João escreveu o livro, no século 1, ele não estava querendo explicar acontecimentos futuros. “Ele usava códigos e símbolos para alertar os cristãos da época sobre a adoração ao imperador de Roma e lançar um ataque ao poderoso regime.”

Se você escrever o nome do imperador Nero Cesar no alfabeto hebraico, a equação fica: 200+60+100+50+6+200+50=666.

Em telha, pesquisador escreve Nero Cesar
Image captionEm números, nome do imperador Nero Cesar vira 666

Historiadores acreditam que a perseguição de Nero a cristãos em Roma fez com que ele fosse uma figura odiada pelos primeiros cristãos.

Fonte BBC

Por tanto, minha gente, deixem de acreditar em bobagens e pratiquem a lei maior de “amar o próximo com a ti mesmo” evitando espalhar o coronavírus, se contaminar e contaminar os seus familiares e amigos. Ouçam as autoridades de saúde. Sigam as regras de higiene. Usem as máscaras, não saiam sem a proteção delas. Fiquem em distanciamento. Pratiquem o isolamento social.

A besta fera de hoje é o coronavírus e não as mascaras.