Esquema criminoso pode ter montado fake news sobre os respiradores da Sesma

DAS para Cleide Assunção – Agora vem a parte em que a desfaçatez, francamente, chega a níveis escandalosos. Após as denúncias do suposto superfaturamento dos respiradores do Zenaldo, vem a premiação. Qual seja, um DAS para Cleide Assunção no IGPREV, órgão que, segundo os bastidores da política, é comandando pelo irmão do governador e proprietário do jornal Diário do Pará e DOL, Jáder Filho.
— Ler em parawebnews.com/esquema-criminoso-pode-ter-montado-fake-news-sobre-os-respiradores-da-sesma/

Bolsonaro é denunciado em Haia por genocídio e crime contra humanidade – 26/07/2020 – UOL Notícias

O presidente Jair Bolsonaro é denunciado por crimes contra a humanidade e genocídio no Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia. A iniciativa, protocolada na noite deste domingo, está sendo liderada por uma coalizão que representa mais de um milhão de trabalhadores da saúde no Brasil e apoiado por entidades internacionais.
— Ler em noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2020/07/26/bolsonaro-e-denunciado-no-tribunal-de-haia-por-crimes-contra-humanidade.htm

A vida emergencial não tem prazo para acabar

O auxilio é emergencial, feito para três meses, agora, com mais duas parcelas extras, começa a preocupar quanto ao futuro das pessoas beneficiadas e a própria economia que dele está dependendo.

As filas em torno da Caixa e das Agências Lotéricas para os beneficiários do Auxílio Emergencial continuam, assim como a Covid-19 permanece nas nossas vidas sem dar trégua.

O Brasil está no platô de 1000 mortes por dia há muitas semanas e em alguns estados voltou a crescer os casos de infectados.

A vacina ainda está na fase de pesquisa, até aprovarem para iniciar a produção ainda demora.

O cenário é de incertezas e a economia ainda não se recuperou para liberar os cofres do pagamento deste valor que veio em boa hora para multidões de brasileiros, mas também para aquecer as vendas no comércio e no varejo.

Os nossos dirigentes políticos, os da economia e os líderes das entidades civis estão nos devendo uma discussão aprofundada, baseada em dados e que apontem caminhos para os novos tempos.

Obra do Mangueirão, diante das mortes da COVID-19, não é prioridade.

Governo do Estado anunciou obras no Mangueirão que custarão R$ 155 milhões. O anuncio foi feito em reunião com os clubes na Federação Paraense de Futebol. O Governo, na mesma ocasião, informou que o estádio passou recentemente por reformas e se encontra em perfeito estado para receber torcedores e clubes.

Ao tomar conhecimento desta informação não foi possível segurar a reação de espanto. Após o susto inicial, veio a certeza que estamos diante de um governo sem projetos, sem planejamento, sem prioridades e com interesses diferente das necessidades da população.

O futebol é uma paixão nacional e disso ninguém tem dúvida. Mas estamos em uma pandemia, com muitos infectados, muitas mortes, economia abalada e desemprego. Diante de um quadro assim é o caso de se perguntar, qual as primeiras prioridades de qualquer governante?

O bom senso responderia, sem pestanejar: vida, renda e emprego, seriam as respostas mais acertadas, independente de ser situação ou oposição.

O Estádio Edgar Proença está bem, pronto para funcionar, tem capacidade para 35 mil lugares. O futebol paraense não está no melhor do seus mundos. Os jogos vão ser retomados aos poucos. Neste primeiro momento sem torcida. Então, diante deste quadro óbvio, por que eleger a reforma e ampliação deste espaço público como prioridade?

Deve ter outras explicações, pensadas, talvez, por quem tem outros horizontes além dos interesses do povo paraense.

Estes R$ 155 milhões aplicadas em agricultura familiar, em empreendedorismo, em tecnologia para melhorar o plantio de mandioca, punha, açaí, cupuaçu, cacau ou quem sabe em primeiro emprego para jovens, a meu ver, seriam muito mais efetivos.

Se um parte deste valor fosse transferido aos municípios que não tem leito de UTI ou para respiradores, bom, respiradores apaga, é melhor não falar de corda na casa de enforcado.

O Governo do Estado poderia aplicar este dinheiro na Cosanpa e melhorar a situação da empresa, evitando sua privatização, que será inevitável frente as exigências do novo marco legal do saneamento aprovado pelo Sanado Federal e que segui para sanção presidencial.

Espero, sinceramente, mas sem muita esperança, que os clubes paraenses, em respeito a sua torcida, alguns mortos pela COVID-19, outros que perderam empregos ou empresas, percebam, que é melhor que seus apaixonados fieis tenham renda para pagar ingresso, do que ver um belo estádio vazio, sabendo que esta obra pode ter enchido apenas poucos bolsos.

‘Fraudes e ilegalidades de Helder Barbalho foram ratificadas por montagem de dispensa de licitação’, diz subprocuradora da República

Na representação enviada ao STJ, Lindôra argumentou que as tratativas e o contrato sob investigação foram estabelecidos diretamente no Gabinete do Governador e apenas em um segundo momento ‘procurou-se atribuir uma pretensa conformidade legal para contexto absolutamente fraudulento que causou um grave dano material ao erário, moral e irreparável à sociedade paraense e o enriquecimento dos envolvidos no esquema’.
— Ler em politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/fraudes-e-ilegalidades-de-helder-barbalho-foram-ratificadas-por-montagem-fraudulenta-de-processo-de-dispensa-de-licitacao-diz-subprocuradora-da-republica/

Roubar dinheiro público não tem perdão, da saúde então…

Quero me deter nesta imagem de uma caixa térmica, tipo cooler, destas que se usa para conservar bebidas, onde foi escondido uma fortuna de R$750 mil, encontrado pela Policia Federal, na casa do gaucho Peter Cassol, ordenador das despesas, responsável pelas compras da saúde do Pará, pessoa de confiança da Administração Pública.

Os corruptos são criativos para esconder seus mal-feitos, já usaram malas, paredes falsas e até cuecas. O Pará coloca uma caixa térmica no museu da corrupção.

Alias, nos aeroportos brasileiros, os paraenses são identificados por viajarem com caixas térmicas, o famoso isopor, carregado de peixes, polpas de cupuaçu, bacuruí e açaí, nunca com dinheiro da corrupção.

Como explicar tanto dinheiro escondido em um cooler?

Não tem explicação e nem amparo legal.

Os investigadores, por um simples exercício de associação, não terão qualquer trabalho investigativo para ligar este dinheiro a corrupção na área da saúde, na compra de medicamentos e equipamentos para salvar vidas.

A PF tem um suspeito, o próprio Peter Cassol, pessoa que veio do Rio Grande do Sul para o Pará, junto com a equipe do Secretário de Saúde.

Quem conhece o serviço público e já investigou desviou sabe que para retirar ilegalmente esta polpuda soma de alguma despesas, a despesa deve ser muito alta, não tem como ser feita por uma única pessoa, passam por muitas mãos e tem autoridades acima deste diretor que autorizaram.

A Policia Federal, com a lógica de seguir o rastro do dinheiro, vai puxar o fio e com certeza chegará aos criminosos, identificando a quadrilha por trás desta do fortuna.

O silêncio da Assembléia Legislativa e da ativa Auditório Geral do Estado é ensurdecedor.

As explicações das autoridades ao público não importam agora. Não deveria ter ocorrido o fato suspeita de criminoso. Agora, todas as manifestações dos acusados devem ser feitas diretamente a Policia Federal, ao Ministério Público e ao STJ, dentro do processo.

O povo, principalmente aqueles que tiveram parentes mortos por falta de respiradores esperam por justiça.

Morreu o Cacique do Povo Arara: invasões de terras indígenas levam a dor, o sofrimento e morte, inclusive por vírus.

O Cacique Arara, José Carlos, este que aparece com o ator Arnold Schwarzenegger, que sucedeu o cacique da foto acima, faleceu vítima de COVID-19. Estive nesta aldeia ouvindo os Araras que pediam que os brancos os deixassem em paz e não barrassem seu rio Xingu coma hidrelétrica de Belo Monte.

Os indígenas, nossos primeiro descendentes, vem sendo dizimados por vírus transmitidos por invasores de suas terras desde o descobrimentos do Brasil.

Historiadores nos contam que o número de europeus no tempo do descobrimento e colonização era infinitamente menor que os quase 10 milhões de habitantes do país.

Os colonizadores não tinham armas de guerra suficientes para matar tantas pessoas quantas foram as mortes e até o extermino de populações e etnias inteiras.

Deste fato surge a pergunta: o que matou tantos indígenas no tempo do descobrimento e da colonização?

Os Europeus já haviam domesticados e entrado em contato com muitas espécies animais e deles já haviam adquirido vírus e desenvolvido anticorpos. Os indígenas brasileiros não. Poucos animais convivem domesticamente com os nosso brasileiros nativos.

A disseminação de vírus trazidos pelos europeus foi fatal e matou milhões de pessoas.

Um dia, no Museu do Marajó, uma especialista em arqueologia me disse, e eu nunca esqueci, que todos os habitantes da ilha Mexina, morreram de uma grande febre. O desespero era tanto, que os acometidos desta febre, em sofrimento, se jogavam no rio e foram morrendo em massa.

O dr. Erik Jennings, que atende indígenas isolados, se preocupa com mais essa pandemia, por saber o quanto estas populações são vulneráveis e ainda mais nos dias de hoje, em que seus territórios são invadidos por garimpeiros, madeireiros e grileiros, como os europeus gananciosos, levam a morte para as aldeias.

Meus pêsames aos araras do Pará pela morte do seu cacique José Carlos, grande liderança preocupada com os povos indígenas do Xingu paraense. Perdemos um lutador e muita história ancestral.

Eu sou Amazônia

Quantas vezes você ouviu dizer que o progresso era bom e ele precisava chegar à Amazônia.

Ele nunca chegou!

Não há progresso em garimpo, desmatamento, grandes projetos minerais, pastagem no lugar de árvore, desmatamento, poluição de rios, periferias não urbanizadas, cadeias lotadas, violência e mortes.

Não!

O modelo de progresso que até hoje se pratica e que é apoiado por governos e políticos, já destruiu 17% da floresta e fez a desgraça de povos indígenas, ribeirinhos, pescadores, agricultores familiares, muitos dos quais, expulsos de suas terras, hoje sofrem nas periferias das cidades, sem habitação adequada, sem urbanização, sem saneamento e sem emprego digno.

Como essa síntese extraída da realidade de quem vive aqui e do documento “Amazônia: novos caminhos para Igreja e para Ecologia Integral”, assinado pelo Papa Francisco, iniciamos a Semana do Meio Ambiente.

Nesta semana, quero te convidar a refletir sobre o modelo de desenvolvimento excludente e predatória que destrói a Floresta e seus ativos ambientais, para enriquecimento de poucos e a desgraça da imensa maioria, com perdas de vidas humanas, de muitas espécies, de biodiversidade e cultura.

A Amazônia e a humanidade correm grande perigo se este modelo não for parado agora. Estamos perdendo o sistema regulador do clima. Mais grave, porém, ainda pode estar por vir.

Quanto mais estes predadores penetram em lugares desconhecidos em busca de lucro, liberarão vírus, que até hoje provocaram endemias, mas que podem sair desse patamar e dessas fronteiras locais, ameaçando a humanidade com pandemias de efeitos nunca vistos.

Sua contribuição, seus comentários, suas opiniões, vão formar uma grande corrente de amor pelos povos e pela floresta.

Espalhe a hashtags #EuSouAmazônia

Em reunião presidencial, Ministro do Meio Ambiente explica como fazer para destruir a natureza

Enquanto a imprensa está preocupada com o coronavírus, vamos aproveitar e passar a boiada por cima da floresta e destruindo as proteções legais ao meio ambiente, tudo escondido do legislativo e usando a Advocacia Geral da União para barrar a reação do judiciário contra as ilegalidades.

O Ministro Ricardo Salles, que de meio ambiente não tem nada, conclui com a frase, que resume o plano exposto de forma cínica na reunião oficial, com a presença do Presidente da República: “Vamos unir esforços para dá de baciada a desregulamentação”

O coronavírus expôs a péssima qualidade dos dirigentes brasileiros

Aerial view of coffins being buried at an area where new graves have been dug at the Parque Taruma cemetery, during the COVID-19 coronavirus pandemic in Manaus, Amazonas state, Brazil, on April 21, 2020. – Graves are being dug at a new area of the cemetery for suspected and confirmed victims of the COVID-19 coronavirus pandemic. (Photo by MICHAEL DANTAS / AFP)

As orientações para evitar mortes por contágio por COVID-19, durante a pandemia, declarada pela Organização Mundial da Saúde, OMS, eram simples e fácies de serem seguidas: Isolamento social da população, uso de máscaras, higienização com uso de álcool em gel, testagem em massa, aplicação de medicamentos experimentais, leitos de UTIs, com respiradores, políticas públicas de socorro aos setores mais vulneráveis da economia e transparência na divulgação dos dados e dos gastos públicos.

Nos estados e municípios, cujo administradores seguiram as orientações, tendo credibilidade e legitimidade para serem atendidos pela população, o resultado está expresso em números de contaminados e de vidas poupadas.

Infelizmente, os exemplos negativos de péssimos administradores são muitos, tanto na área público quanto nas empresas privadas. Mesmo entre as pessoas, foi possível observar um grande número dos que não tem amor pelo próximo, faltando-lhes empatia.

Da gripezinha, até hoje, o Brasil passou de mil mortos por dia. Nestes mais de 50 dias, desde que a pandemia foi declarada, conhecemos dirigentes que negaram a gravidade do vírus e da sua propagação. Fomos testemunhas das cenas de atos públicos e aglomerações realizadas como forma ostensiva de desobedecer as recomendações. Um medicamento, a cloroquina, passou a ser o símbolo de alinhamento ideológico de direita. Conhecemos cidades onde os prefeitos inauguraram tomógrafo sem ter funcionários para operar. Assistimos governador comprar respiradores por WhatsApp que não funcionaram. Soubemos, em meio a dor e o sofrimento, que não podemos confiar nos dados oficias do nosso país. Muito menos na transparências dos gastos. Quem pôde roubar, roubou.

Até dois Ministros da Saúde foram exonerados por não concordar em desobedecer as regras técnicas e sensatas em favor da defesa da vida da população. O substituto, um militar, emitiu protocolo de recomendação do uso de um medicamento de eficácia duvidosa no tratamento do coronavírus, mas sem a responsabilidade técnica e sem assinatura, um documento apócrifo para saúde pública de humanos.

Na empresa privada, também foram tristes os exemplos de empresas que não se preocuparam com seus clientes e com seus funcionários, funcionando para ter lucro sem se importar com a vida de quem lhes paga as contas. Teve até quem burlasse os decretos de essencialidade, simulando vender produtos de primeira necessidade junto com vasos sanitários.

Embora tudo isso seja lamentável, devemos ressaltar que o Sistema Único de Saúde – SUS, o maior sistema público de saúde do mundo, com seus profissionais abnegados, mesmo correndo risco de morte, salvou muitas vidas e confortou os doentes graves.

Vamos sair dessa, claro e logo em seguida iremos as urnas escolher novos prefeitos e novos vereadores. Eles serão os administradores que iremos colocar nos cargos públicos com a missão de manter o que deu certo durante a pandemia e corrigir todos os erros que resultaram em muitas mortes de amigos, conhecidos e familiares.