Deputados paraenses protegem colega truculento que queria a volta da ditadura

Eder Mauro, Joaquim Passarinho, Eduardo Costa e Paulo Bengston, foram os quatro deputados federais paraense que votaram contra a prisão em flagrante do deputado Daniel Silveira, aquele que desejava a volta do AI-5, da ditadura e da cassação de todos os ministros do STF.

Não vou avaliar e nem opinar sobre a posição dos deputados, deixo para você fazer isso nos comentários.

Punição ao deputado Daniel Silveira e aos radicais, seja de lado estejam.

Os ministros e o próprio STF vêm sendo alvo de ataques por políticos radicais, que pregam o fim da democracia e a volta de governos ditatoriais. Na verdade, o incomodo deste grupo tem como alvo a Constituição Federal e as garantias individuas, direitos que protegem os cidadãos.

O mais novo ataque partiu do ex-ministro de Exercito, Eduardo Villas Bôas, em livro recente, conta como reuniu a cúpula das Forças Armadas para pressionou publicamente o STF, as vésperas da votação de um habeas corpus que poderia por em liberdade o ex-presidente Lula.

Esta manifestação do General Villas Bôas, incentivou o truculento deputado Daniel Silveira, que gravou mais um vídeo criminoso, ameaçando a integridade física dos ministros, defendendo a renúncia dos onze membros do Supremo Tribunal Federal, tudo em nome da imunidade e das liberdades, porém, propondo a volta do AI-5, instrumento ditatorial que fechou o STF e a Câmara dos Deputados, dando poderes pleno ao Presidente da República, que neste caso seria o capitão Jair Bolsonaro e seus militares de plantão.

O prontuário de Daniel já era o suficiente para que ele nunca tivesse assumido qualquer cargo público, principalmente de membro do Congresso Nacional.

Daniel Silveira, nascido em Petrópolis, foi Policial Militar do Rio de Janeiro entre 2012 e 2018.[1] Enquanto ainda era policial, afirmou que gostaria de atirar em um manifestante contra Bolsonaro[2] e recebeu 60 sanções disciplinares. Na sua ficha policial, consta que Daniel tinha “mau comportamento”, ficou 26 dias preso e 54 detido, além de receber 14 repreensões e duas advertências, sendo considerado inadequado para o serviço policial militar segundo boletim da polícia.[3][4] Durante o período que foi policial, cursou direito na Universidade Estácio de Sá, concluindo o curso em 2019.[1] É também professor de muay thai e defesa pessoal.[5]

O próprio deputado federal, ao ser preso, ainda gravou, sob o auspício do delegado da PF, um novo vídeo mantendo as ameaças e afirmando que já esteve preso mais de 90 vezes quando era membro da PM.

O episódio, propiciado pelo General e pelo Deputado, tira o país do foco principal, estamos em meio a uma pandemia, com mais de mil brasileiros morrendo todos os dias, com a população esperando as vacinas, o tratamento de saúde e o apoio econômico, em meio ao desemprego e ao desaquecimento, com aumento de preços de produtos da cesta básica.

Estamos pedindo socorro aos governantes e eles nos apresentam um crise institucional que custará tempo e mais dinheiro dos nossos impostos.

A crise, provocada propositalmente pelo General e pelo Deputado, já teve como desenlace a movimentação do aparato da PF para prende-lo. O Instituto Medico Legal para fazer o corpo de delito. A carceragem para recebê-lo e custear sua estada naquele equipamento. A reunião urgente dos STF para apreciar a decretação monocrática da prisão. O Judiciário para realizar a audiência de custódia. A Mesa da Câmara dos Deputados que passou um dia inteiro reunida buscando saída para crise. Ainda teremos, no Legislativo, muitas reuniões que gastam luz, água, cafezinho e salários, que ali não são baratos.

O custo e a energia gastas pelos poderes da república para um crise provocada por autoridades pagas com nosso impostos em um momento de pandemia, quando o certo a fazer é focar nas necessidades da população demonstram que precisamos de mais democracia e de instituições republicana, com regras políticas capaz de tirar do jogo aqueles que não colaboram com o avanço civilizatório.

Se o nosso sistema político funcionar e se de fato o povo tiver o poder de decidir o que é melhor pra ele e para seu país, com certeza, os militares estariam nos quartéis e cuidando da segurança de nossas fronteiras e pessoas como o mau PM Daniel Silveira teria cumprindo suas penas quando ainda era membro da corporação militar.

O deputado Silveira imita a carreira do presidente Jair Bolsonaro, que quando membro do Exercito Brasileiro, tentou ser um líder sindical violento, inclusive ameaçando explodir um reservatório de água como forma de pressão para aumentar os salários dos militares. Bolsonaro foi convidado a se retirar das Forças Armadas e teve sua ficha funcional classificada como um mau militar, mas o sistema político abriu as portas ele entrou, muito embora tenha ficado na geladeira por muitos anos, aguardando o sistema enfraquecer para seguir ocupando espaço e provocando as crises institucionais, nas quais sempre foi um mestre.

O deputado precisa ser cassado, julgado e se condenado deve, em fim, ser punido. Este recado é fundamental para que os seus colegas de radicalismo entendam o recado das instituições.

Agora, o mais importante, é preciso unir todos os democratas para por fim a esta farra dos radicais e cuidar da saúde do povo, da economia e do meio ambiente.