Olavo Dutra tem “problema de coluna”

O jornalista Olavo Dutra, que por muitos anos foi responsável por uma das principais colunas do Jornal O Liberal, o Repórter 70, lançou sua própria coluna, agora digital, após deixar aquele Jornal Impresso. A Coluna do Olavo Dutra é um sucesso. Olavo tem muitas fontes, de onde extraí boas informações que ganha o tempero do seu texto leve e ligeiramente picante.

Perguntei ao Dutra o porque desta iniciativa e obtive dele a seguinte resposta que compartilho por aqui.

A decisão de lançar a Coluna Olavo Dutra.com.br não foi, como muitos dizem e pensam, uma “revanche” contra quem quer que seja. Não.
Com mais de 40 anos de jornalismo e mais de 20 fazendo colunas – Primeira Coluna, Edwaldo Martins, Plano Geral, do Rubens Silva, e Aparte, do Ribamar Fonseca (A Província); Coluna Diário, Lana, Fernando Castro e Vera Castro (Diário do Pará); de novo Edwaldo Martins, Isaac Soares, Adenirson Lage e o R-70 (Liberal) acabei com calo no cérebro que teima em não me largar. Tenho “problema de coluna”.
Ao longo desse tempo acumulei fontes extraordinárias de informação em todos os setores possíveis e imagináveis, muitas em plena “vigência” até hoje, sem falar nas novas e promissoras fontes. Então, por mim e por elas – por elas e por mim -, nunca apenas por mim, sigo no batente fazendo o que sei fazer com prazer e dedicação, graças a elas.
Há um dado, porém, que não pode ser desprezado: a coluna, que tem o formato de coluna tradicional – não sei quem inventou -, traz, aos domingos, uma entrevista, o que lhe confere um diferencial que as pessoas me dizem gostar muito. Além do mais, tem sido “baixada” nas redes sociais a partir das 22 horas, diariamente, e a partir das 18 horas, às sextas-feiras, com edição válida para sábado e domingo – suposto dia de descanso. É bacana.
Porém, acima de tudo, a coluna trás muita informação, informação variada e que não se prende apenas aos fatos na capital. O interior também é Pará e precisa ser informado. Mais que isso, veicula fatos que os grandes jornais não publicam, não por incompetência, que os profissionais que neles atuam são reconhecidamente competentes, mas por limitações que os próprios veículos se impõem, para o bem ou para o mal da sociedade.
Certamente não está faltando papel nos jornais para publicar tanta informação, mas falta o papel dos jornais na publicação dessas informações. Como se diz, livre pensar é só pensar.

Liberdade de comunicação, imprensa e opinião

O jornalismo do Pará tem muitos bons profissionais. Jornalistas que honram seu oficio e seguem o ensinamento do mestre Graciliano Ramos.

“Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar.
Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer.”

(Graciliano Ramos)

O problema não são os jornalistas, mas os donos dos jornais, das rádios, das tevês e agora de alguns portais, que também são políticos ou vivem a serviços de um modelo econômico ultrapassado, predador. Controlam a informação, manipulam os fatos e usam a informação para desinformar ou perseguir.

Os poucos heróis que ousam usar os recursos disponíveis das novas mídias sociais para lançar dúvidas sobres vossas verdades, vocês os perseguem.

Chega!

Deixem-nos em paz. Tirem as mãos da nossa felicidade. Nós precisamos entrar no século XXI e olhar para o futuro, sem o seus atrasos colonialistas.

Aqui é a Amazônia, um celeiro de vida e vida em abundância, mas não feita para ser destruída, consumida, explorada para satisfação eterna de vocês.