Violência, corrupção e injustiça preocupam a população de Capitão Poço.

O radialista e ex-policial conhecido como “Navalhada”, que denunciava crimes cometidos por pessoas poderosas e influentes em Capitão Poço, foi calado a bala.

O Senhor Navalhada foi brutalmente assassinado, num crime político, executado por encomenda, mas que até a presente data continua sem explicação e sem uma satisfação para sociedade local, criando um clima insuportável de impunidade, aumentando o poder dos mandantes e executor, que continuarão a agir na saga criminosa que implantaram naquele pacato e produtivo Município, repleto de bons cidadãos e cidadãs.

O inquérito sobre o brutal assassinato, para avançar na colheita de provas, dependerá de atos da magistrada local. Embora o processo corra em segredo de justiça, a comunidade de Capitão Poço sabe de onde partiram as ordens, desconfiando que os poderosos tentarão calar a Justiça e impedir que os atos do inquérito sejam prejudicados pela influência criminosa dos suspeitos.

A população esperar que o Tribunal de Justiça, o Ministério Público, cobre celeridade e atendimento aos requerimentos dos investigadores por parte da Magistrada, que não pode se intimidar ao poder dos criminosos.

O que o povo de Capitão Poço deseja e espera é Justiça e os familiares e amigos da vítima não calarão enquanto aquele que puxou o gatilho e que o contratou estejam atrás das grades, pagando pelos seus crimes, incluindo os crimes de corrupção denunciado pela vítima.

A Vida

A vida pode estar chegando ao fim. Vejo as forças esvaírem-se.

Defeitos aparecem em diversas partes do corpo.

Penso no que vivi até aqui.

Fui útil?

Construi algo de bom para deixar de exemplo?

Sinto que não.

Apesar de ter conquistado alguns degraus, foram em benefício próprio.

Pouco fiz pelo outro.

O que tenho para me orgulhar?

Como haverei de ser lembrado?

Sinto que estou de partida.

Não tenho mais tempo para tentar e começar tudo outra vez.

Tive chances, mas desperdicei. Tive poder e não soube usar.

O poder, como uma arma, é capaz de ferir quem não sabe manusea-lo.

Sinto que foi meu caso.

Sabe quando você está em viagem e passa por objetos de desejos e deixa para adquiri-los depois, mas não consegue porque o caminho é sempre pra frente?

Foi assim na minha vida.

Deixei de fazer coisas importantes quando tive a oportunidade de fazê-la.

Vou partir com a sensação de não ter o que levar na bagagem.

Tudo que passou pela minha vida foi consumido pelo tempo.

Adeus. Não posso deixar de ir. Chegou a hora.

O monopólio político e econômico da família Tonheiro no nordeste paraense e a insegurança pública em Capitão Poço

a população quer apuração com transparência de todas as denuncias de irregularidas e do assassinato brutal e clama por justiça

As denuncias que o policial aposentado, conhecido com Navalhada, fazia contra a família Tonheiro, que controla politica e economicamente o município de Capitão Poço, que resultaram em seu assassinato brutal, ainda não explicado, precisam ser investigadas.

Segundo as denuncias, depois que a família Tonheiro, empresários de laranja e limão, móveis, supermercados, açougue, shopping, loja de informática, loja de material de peças para motos, loja Ferro e aço e as mais diversas atividades econômicas na região, incluindo loja de móveis em Bragança, entrou para  política, os negócios estão indo de vento em popa.

Muitas empresa foram criadas, com empregados do grupo como sócios, para participarem e vencerem as licitações. O comissão de licitação do município é controlada e volta para estes interesses, era o que denunciava Navalhada.

Nas vésperas das eleições, foi denunciado que a merenda escolar das crianças suspensa durante a pandemia, estava sendo distribuídas como cestas básicas para famílias carentes em troca de votos, sete dias antes do pleito. Ainda apura-se a possível falsificação de diploma do prefeito eleito João Tonheiro, que segundo dizem seu opositores é analfabeto.

A família Tonheiro, que elegeu o deputado estadual Antonio Tonheiro, para um segundo mandato, tem planos mais ousados na política e, pelo visto, não pretende apenas o controle econômico de todas as atividades lucrativas em Capitão Poço e região. Os Tonheiros querem muito mais. Nesta eleição, além de eleger João Tonheiro, prefeito de Capitão Poço, o vereador mais votados, também conquistaram o controle da prefeitura de Irituia, para qual elegeram Marcos Tonheiro, derrotando políticos tradicionais daquele município.

Os capitão-pocenses, confiam na Justiça, no Ministério  Público e aguardam a apuração de todos os fatos denunciados, incluindo a apuração das mortes e das ameaças, até com usa do bombas na casa de adversários políticos, disparadas por integrantes da família poderosa.

MORTE DE CLEIDE MORAES – Alvará de soltura para motorista e o que dizem as testemunhas

A juíza Edilene de Jesus Barros Soares, da Vara Criminal de Benevides, expediu nesta sexta-feira (31), o alvará de soltura do motorista Victor Hugo dos Reis Morais, de 25 anos, acusado de estar embriagado e ter provocado o acidente de trânsito que matou a cantora paraense Cleide Moraes, no último domingo, em Santa Bárbara, na estrada de Mosqueiro.
— Ler em ver-o-fato.com.br/morte-de-cleide-moraes-alvara-de-soltura-para-motorista-e-o-que-dizem-as-testemunhas/amp/

O coronavírus expôs a péssima qualidade dos dirigentes brasileiros

Aerial view of coffins being buried at an area where new graves have been dug at the Parque Taruma cemetery, during the COVID-19 coronavirus pandemic in Manaus, Amazonas state, Brazil, on April 21, 2020. – Graves are being dug at a new area of the cemetery for suspected and confirmed victims of the COVID-19 coronavirus pandemic. (Photo by MICHAEL DANTAS / AFP)

As orientações para evitar mortes por contágio por COVID-19, durante a pandemia, declarada pela Organização Mundial da Saúde, OMS, eram simples e fácies de serem seguidas: Isolamento social da população, uso de máscaras, higienização com uso de álcool em gel, testagem em massa, aplicação de medicamentos experimentais, leitos de UTIs, com respiradores, políticas públicas de socorro aos setores mais vulneráveis da economia e transparência na divulgação dos dados e dos gastos públicos.

Nos estados e municípios, cujo administradores seguiram as orientações, tendo credibilidade e legitimidade para serem atendidos pela população, o resultado está expresso em números de contaminados e de vidas poupadas.

Infelizmente, os exemplos negativos de péssimos administradores são muitos, tanto na área público quanto nas empresas privadas. Mesmo entre as pessoas, foi possível observar um grande número dos que não tem amor pelo próximo, faltando-lhes empatia.

Da gripezinha, até hoje, o Brasil passou de mil mortos por dia. Nestes mais de 50 dias, desde que a pandemia foi declarada, conhecemos dirigentes que negaram a gravidade do vírus e da sua propagação. Fomos testemunhas das cenas de atos públicos e aglomerações realizadas como forma ostensiva de desobedecer as recomendações. Um medicamento, a cloroquina, passou a ser o símbolo de alinhamento ideológico de direita. Conhecemos cidades onde os prefeitos inauguraram tomógrafo sem ter funcionários para operar. Assistimos governador comprar respiradores por WhatsApp que não funcionaram. Soubemos, em meio a dor e o sofrimento, que não podemos confiar nos dados oficias do nosso país. Muito menos na transparências dos gastos. Quem pôde roubar, roubou.

Até dois Ministros da Saúde foram exonerados por não concordar em desobedecer as regras técnicas e sensatas em favor da defesa da vida da população. O substituto, um militar, emitiu protocolo de recomendação do uso de um medicamento de eficácia duvidosa no tratamento do coronavírus, mas sem a responsabilidade técnica e sem assinatura, um documento apócrifo para saúde pública de humanos.

Na empresa privada, também foram tristes os exemplos de empresas que não se preocuparam com seus clientes e com seus funcionários, funcionando para ter lucro sem se importar com a vida de quem lhes paga as contas. Teve até quem burlasse os decretos de essencialidade, simulando vender produtos de primeira necessidade junto com vasos sanitários.

Embora tudo isso seja lamentável, devemos ressaltar que o Sistema Único de Saúde – SUS, o maior sistema público de saúde do mundo, com seus profissionais abnegados, mesmo correndo risco de morte, salvou muitas vidas e confortou os doentes graves.

Vamos sair dessa, claro e logo em seguida iremos as urnas escolher novos prefeitos e novos vereadores. Eles serão os administradores que iremos colocar nos cargos públicos com a missão de manter o que deu certo durante a pandemia e corrigir todos os erros que resultaram em muitas mortes de amigos, conhecidos e familiares.