O caos em Manaus exige união e solidariedade de todos os nortistas, tendo como alvo o vírus e a saúde pública

Os hospitais de Manaus estão abarrotados e muitas pessoas estão se tratando em casa. A maioria necessita de oxigênio. Os cilindros, quando chegam, duram poucas horas. As empresas que produzem oxigênio no Amazonas tem capacidade de produção de 27 mil metros cúbicos por dia. A demanda, neste momento, é de 70 mil metros cúbicos. Os profissionais de saúde estão esgotados. A infraestrutura é menor. Não tem leito suficiente. Muitos artistas e entidades da sociedade civil se mobilizam com compra de cilindros, álcool em gel e máscara. O número de infectados supera em muito a capacidade de atendimento da rede pública é alto e o nível de contaminação continua crescente. O Governo do Pará decretou o fechamento das embarcações procedentes do Amazonas, uma vez que o movimento entre estes dois estados é intenso. Na Região Oeste do Pará, a cada 15 dias, proveniente de Manaus, desembarcam nos municípios até 3 mil pessoas, despertando o temor que as pessoas do Pará vivem os transtornos que hoje vivem os nossos irmãos amazonense. A hora é de união e solidariedade.

O Pará é o segundo estado com o maior número de população em estado de vulnerabilidade social

O Pará vende seus recursos naturais a preço de banana e tem uma economia frágil, geradora de pobreza, desigualdade e uma enorme concentração de riqueza nas mãos de poucos. A resposta oficial tem sido decepcionante, socorrem os miseráveis com esmola sem intervir na causa principal.

O texto a seguir, produzido pelo colega ambientalistas Luis Estorgio, é o retrato deste quadro terrível que as pessoas de bem, setores da imprensa, das instituições e da academia, teimam em fechar os olhos para não ver e fingir que a vida e o destino nos reservou apenas este papel na história da humanidade.

O que adianta ser um Estado rico, se somos o segundo Estado com o maior número de municípios com população acima de 80 mil habitantes com alta vulnerabilidade social.

A seguir os 13 municípios paraenses que constam no documento da FNP. Acrescentei a posição do IDH-M de cada um deles.

  1. Bragança, conhecida como polo pesqueiro da região norte, figura na 3ª colocação geral. Posição no IDH-M/Pará: 40º;
  2. Ananindeua, segunda cidade mais populosa, figura na 8ª colocação. Posição no IDH-M/Pará: 40º;
  3. São Félix do Xingu, tem o maior rebanho bovino do país, figura na 9ª colocação. Posição no IDH-M/Pará: 57º;
  4. Tailândia, maior produtora de dendê do Estado (que é responsável por 90% da produção do país), figura na 11ª colocação. Posição no IDH-M/Pará: 66º;
  5. Abaetetuba, que tem uma economia baseada na piscicultura, na agricultura e na prestação de serviços, figura na 19ª colocação. Posição no IDH-M/Pará: 28º;
  6. Cametá, que é conhecida como o melhor carnaval do norte, figura na 21ª colocação. Posição no IDH-M/Pará: 79º;
  7. Moju, igualmente conhecida como grande produtora de dendê, figura na 30ª posição. Posição no IDH-M/Pará: 107º;
  8. Breves, no Marajó, figura na 40ª colocação. Posição no IDH-M/Pará: 131º;
  9. Castanhal, conhecida como “Cidade Modelo”, figura na 61ª colocação. Posição no IDH-M/Pará: 8º;
  10. Marituba, na Região Metropolitana de Belém, figura na 74ª colocação. Posição no IDH-M/Pará: 5º;
  11. Santarém, conhecida internacionalmente por ser o “Caribe brasileiro”, figura na 76ª colocação. Posição no IDH-M/Pará: 4º;
  12. Belém, a capital do Estado, está na 80ª colocação. Posição no IDH-M/Pará: 1º;
  13. Redenção, considerada a “capital do agronegócio” do sul do Pará, está na 98ª posição. Posição no IDH-M/Pará: 9º.

O que aconteceu no primeiro turno em Belém?

Quando fechou a apuração e o TSE anunciou o segundo turno entre Edmílson Rodrigues e o Delegado Federal Eguchi, do Patriota, presidido pelo Deputado Raimundo Santos, ligado a Assembléia de Deus, a cidade passou a se perguntar quem é o Eguchi e como ele derrotou o candidato da máquina estadual, do MDB, da Igreja do Evangelho Quadrangular e do maior grupo de comunicação do Estado?

Eu não sei ao certo, mas desconfio de algumas coisas.

Campanha eleitoral é simbologia. O eleitor percebe um problema que deseja combater e busca nos candidatos aquele que melhor simboliza a solução.

Se todos concordarem com esta premissa, podemos seguir palpitando.

O que ficou marcante nesta campanha aqui em Belém foi o desejo do grupo e da família Barbalho controlar a Prefeitura da capital. Fez de tudo para que isso acontecesse: retirou do jogo eleitoral nomes bem mais aceitáveis, como o da secretária de cultura, Ursula Vidal. Atropelou o vice-prefeito Orlando Reis. Interferiu em outros partidos, ao ponto de derrotar Eder Mauro e Jefferson Lima, filiados ao PSD e PP, respectivamente.

As operações da PF no Pará e os processos judiciais para apurar crimes de corrupção do Governador e de seus auxiliares mais direitos, inclusive com prisão do seu braço direito, Parsifal Pontes e a apreensão de farta quantia em dinheiro, encontrada escondida em um cooler, dinheiro da compra de respiradores e outros itens da saúde, desviados em plena pandemia, deram ao povo o desejo de solucionar o problema da corrupção.

Diante deste cenário, o eleitor passou a nutrir o desejo de encontrar um candidato que tivesse força para impedir a subida de Priante e da vitória eleitoral do MDB e que também fosse uma resposta clara ao combate a corrupção.

Será que estou indo na direção certa?

Eguchi fez toda a sua campanha como delegado da Polícia Federal que combate a corrupção.

No único debate, organizado pelo Portal Roma News e desprezado por Edmilson e Priante, o candidato do Patriota apresentou um único argumento para solucionar os problemas de Belém: combater a corrupção.

Perguntaram ao Eguchi como ele iria fazer para ter recursos e colocar em prática seus planos para Educação. Respondeu que combatendo a corrupção teria dinheiro sobrando. Disse que era da PF e que traria para sua equipe delegados desta corporação e que como filho de japonês valorizaria a educação.

Eguchi foi se construindo como simbolo do combate a corrupção.

Quando as pesquisas mostraram sua tendência de crescimento, principalmente através da pesquisa do IBOPE, divulgada na véspera das eleições, este fato fez o movimento do voto útil para derrotar Priante. Mas a força popular e politica que manteve a candidatura de Eguchi está alicerçada em grupos bolsonaristas, em evangélicos e na articulação do deputado Raimundo Santos.

Agora vem o segundo turno, Eguchi enfrentará Edmilson Rodrigues. Eguchi é de direita bolsonarista. Edmilson Rodrigues de esquerda radical, será que teremos um campanha direita versus esquerda? Quem os dois candidatos pode agregar e somar força? Como a campanha de Edmilson superará sua rejeição? Como se posicionará o Governador Helder Barbalho? Bolsonaro prometeu entrar na campanha no segundo turno em Belém, será que o apoio do Presidente vai ser bem vindo?

São muitas as perguntas, mas como o segundo turno é rápido, acho que nem vai dar tempo das coordenações de campanha respondê-las. Quem vai dar a resposta será de fato o eleitor nas urnas.

O Brasil fecha as portas para o Acordo Mercosul/União Europeia e prejudica o Pará

O acordo comercial Mercosul e União Europeia poderia representar a salvação da Amazônia e, em especial, a saída da condição de pobreza e de desigualdade para milhões pessoas. O Pará seria o Estado da região à receber os maiores benefícios proveniente deste acordo comercial, envolvendo um mercado consumidor gigante, calculado em 700 milhões de pessoas.

Mas o acordo anunciando como uma grande vitória da Política Externa do Presidente Jair Bolsonaro, está prestes a ser inviabilizado e duas são as razões: a negação do desmatamento da Floresta Amazônica e a intenção do Ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles de passar uma boiada durante a pandemia e afrouxar as regras de defesa ambientais.

Leia mais nesta reportagem da BBC Brasil: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-53470391

Vale ressaltar que mesmo sem o acordo nacional, o mercado europeu pode ser alcançado pelos produtores do Pará, bastando para isso que o Governo Estadual construa estratégias e um modelo de desenvolvimento compatível com as exigências dos consumidores daquele Continente.

A primeira providência é ambiental. Os Pará tem sido conivente com a devastação do meio ambiente e de sua imagem externa. Além de cruzar os braços para toda a destruição de garimpeiros e madeireiros criminosos, quando age provoca dúvidas nas suas intenções ambientais. Seja nas licenças, fiscalizações e até nas ações punitivas.

O caso mais emblemático e mais recente, foi o processo de acusação contra voluntários brigadistas e ONGs com apoio internacional, acusados injustamente de serem os responsáveis por colocar fogo na floresta, com prisões arbitrárias, cujo inquérito policial concluir por não concluir. O encerramento do inquérito não chegou a nenhuma conclusão, mas a imagem do Pará ficou manchada internacionalmente.

O Governo do Pará só tem olhos para mineração, soja e boi. Os produtos amazônico, desejo de consumo dos europeus, não recebem qualquer política de incentivo do estado.

Os nossos governantes contentam-se em receber os tributos de curto prazo para fazer obras duvidosas e eleitoreiras, para não dizer outros interesses.

Focar no mercado europeu e com eles manter relações comerciais e de outros interesses, elevaria o patamar economico e de desenvolvimento do Pará. Está opção é segura, representando o melhor caminho para um futuro sem pobreza.

A Pesca Artesanal não interessa ao Governo do Pará

Pesca artesanal, uma desconhecida do Governo do Pará

José Carlos Lima (Zé Carlos do PV) – consultor ambiental

Quatro pescadores, o barco com gelo, rancho e óleo diesel, saem todos os dias dos mais diversos portos, instalados nas vilas, as margens dos rios que desaguam na costa marítima e águas interiores bragantinas e que compõem a imensa região de mangue, rico em nutrientes. 

Partem em direção aos pontos de pesca, vão contribuir para gerar renda e alimento saudável aos mais diversos lares brasileiros. Quem é que não aprecia um bom peixe fresco?

No porto, as famílias ficam em barracos humildes, esperando pela volta segura dos tripulantes das embarcações pesqueiras, torcendo para que regressem com vida e trazendo o peixe bom. 

Também ficam a espera da produção os atravessadores, os compradores, os financiadores da empreitada, ávidos pelo fruto do trabalho de captura da pesca artesanal, para pô-los nos mais variados mercados de peixe.

Até chegar à grelha ou à panela, o peixe sai das águas por mãos humanas, calejadas das redes, do sol escaldante e do sal. São pessoas que se arriscam no mar, queimam a pele, ganham rugas, para viver do suor do próprio rosto e sonhar com um futuro digno, que entra maré, sai maré e nunca chega. 

Ao sair dos portos, pelo caminho, vão deixando pra trás as fuzarcas, as redes de apoitar, os crimes ambientais cometidos em plena Resex Marinha, sem fiscalização, por falta de pessoal e estrutura, não atuam na proteção dos recursos naturais. 

O ICMBio, Instituto Chico Mendes de Biodiversidade, órgão federal, responsável por cuidar das unidades de conservação federal, possui escritório na cidade de Bragança, mas não tem pessoal suficiente e nem equipamento, não possui uma lancha para patrulhar a área, atender um chamado ou uma denuncia de captura ilegal, como é o caso da captura de Mero, que embora esteja ameaçado de extinção, aparece sendo comercializado no mercado local sem qualquer importunação.

O uso de malhadeiras proibidas é responsável pela captura de pequenos peixes, muitos dos quais, sem valor comercial, são mortos e jogados fora. A diminuição destes pequenos peixes coloca em risco o estoque pesqueiro e a produção. 

A refeição a bordo das pequenas embarcações, também, pois é feita com os peixes menores e fica comprometida por causa da escassez.  

Os pescadores artesanais, responsáveis pelo abastecimento do mercado de peixe do país, vão navegar por horas até o ponto de pesca. Passarão pelas águas barrentas da foz, as águas verdes, até alcançar o mar azul, onde só se vê os astros, as estrelas e os cardumes de bijupirá, cujo dorso pode ser observado passando pela flor d’água 

Serão oito dias de uma intensa rotina e perigo, principalmente de ser atropelados por um navio de grande porte, navegando no piloto automática, em rota pré-definida. 

Sem instrumentos modernos, os pilotos dos barquinhos apelam para experiência. Quando avistam apenas uma luz vermelha, o navio passará ao largo, mas quando se enxerga duas luzes vermelhas é o desespero de  puxar as redes e se afastar o mais rápido possível antes da quilha de ferro, empurrada por motores possantes, esmagarem a madeira molhada do pequeno e frágil barco, provocando o naufrágio dos seus ocupantes. 

Já no ponto de pesca, é hora de soltar quatro mil metros ou mais de redes, amarrá-la ao barco e deixá-la pescando por quatro horas seguidas, enquanto o barco desce puxado pela força da maré. 

A embarcação segue na força da correnteza, os homens a bordo se preparam para comer e descansar no intenso balançar do barco, até chegar a hora de puxar a rede, conferir a produção, colocar tudo no gelo e voltar ao ponto de partida para reiniciar a rotina, que será assim dia após dia, até chegar a hora de voltar ao porto, extenuado, vender a produção, ter alguns poucos dias de vivência familiar, que é dividido com a preparação para uma nova pescaria, ciclo que só se encerrará quando não houver mais força física, consumida pela labuta.

“A atividade pesqueira de pequena escala na região estuarina do Rio Caeté é de grande importância para economia da região e movimenta aproximadamente 4 milhões de reais e mais de 3.000 toneladas de pescado ano”, conclui a tese: Desembarque da pesca de pequena escala no município de Bragança- Pa: esforço de produção, assinada por Roberto Vilhena do Espirito Santo e Victória Judith Isaac. 

Dez espécies são responsáveis por 80% do total desembarcado. Porém, as especieis que mais se destacam são: bandeirado, pescada gó, pescada amarela, corvina, bagre e a pratiqueira.

O estado do Pará, sozinho, é o maior produtor de pescado do Brasil em volume e espécies. A produção paraense atinge 15,5% de tudo que se produz no país. Parte significativa desta produção, mais de 75%, é proveniente da pesca artesanal, sendo a pesca realizada em aguas costeiras, estuarias e interior.

A pesca artesanal também é praticada no lago de Tucuruí, nos diversos rios paraenses e no interior da Ilha do Marajó. Cada uma com sua especificidade. 

Embora o Pará ocupe lugar significativo na produção nacional, o Governo do Estado pouco investe neste setor e não dispõe de políticas públicas significativas voltadas para organização da produção, incorporação de técnicas ao saber pratico transmitido por gerações, comercialização e qualidade de vida das pessoas que se dedicam a atividade pesqueira em seu território. 

Do orçamento geral do estado para o exercício de 2020 (R$ 27 bilhões) o Governo do Estado não tem um só programa para pesca, destinando apenas R$ 290 mil para aquicultura, especificamente para implantação de viveiros. 

O pescador artesanal não frequenta escola de pesca, aprende a pescar na prática, com outros pescadores mais experientes. A maioria aprende com o pai ou com um parente próximo. O pai pescador geralmente transmite a um filho os conhecimentos práticos da arte de capturar os peixes. Ensina quais os petrechos, a arte da navegação, como se livrar dos insetos que vem do mangue, os movimentos da maré e da lua, os caminhos do mar e os pontos mais piscosos da região. São segredos passados de pais para filhos como se fazia desde antigamente.

Os pais pescadores, por saber dos sacrifícios, das agruras, dos dissabores e até dos perigos,  geralmente evitam que todos filhos sigam sua profissão, apostando na educação, com ajuda da mãe, que na verdade é quem cuida da prole, para tirá-los deste caminho que não acham ter futuro, mas sempre tem aquele filho, que por alguma razão, perde o interesse pelo estudos, pois é justamente o filho que acaba herdando do pai os conhecimentos do ofício de “Simão Pedro”. 

Em Bragança, o Instituto Federal do Pará e a Universidade Federal do Pará ofertam cursos técnicos e em grau universitário na área de pesca e aquicultura, mas, contraditoriamente, estes cursos não são frequentados pelos filhos dos pescadores e o motivo é triste, os que tem habilidade prática da pesca não tem estudos suficientes para ingressar no ensino médio e universitário. Já os que ingressam neste curso, porque passaram nas provas seletivas, acabam não exercendo a profissão para qual estudaram. 

Ao atracar no porto, a pequena tripulação ainda não pode descansar, três ainda são as tarefas: a comercialização, o processo de divisão do esforço de pesca e limpar as ferramentas, remendar as redes, reparar a embarcação.

O que foi pescado é logo negociado. Quem estipula o preço, geralmente, são os compradores. O preço depende da relação entre o dono do barco e o atravessador, que financiou o gelo, os víveres, o óleo diesel. O pescador fica obrigado a vender-lhe tudo e pelo preço um pouco mais baixo do que oferece o mercado. 

Feita a venda. Apurado o resultado. A divisão, com a tripulação, composta, geralmente, por quatro membros, é feita da seguinte forma: retira-se as despesas do barco e o saldo é dividido em cotas, ficando o dono do barco com duas cotas. 

O pescador não tem dinheiro para financiar a pescaria e nem tempo ou habilidade para comercialização. Estes são fatores decisivos que os mantem atrelado ao sistema de comercialização através do atravessador. 

Também por estes dois motivos, as várias tentativas para criar cooperativas de comercialização, com o protagonismo dos próprios pescadores, naufragaram.

De cada R$100,00 pagos pelo consumidor, R$ 58,60 são apropriados pelos agentes de comercialização e R$ 41,409 reais pelos pescadores, apontou a pesquisa citada. 

Sem cooperativa, sem assistência técnica, sem políticas públicas consistentes, deveriam ter voz através de suas organizações, mas também ai os pescadores são desassistidos. 

A organização dos pescadores é Colônias de Pescadores, regulado pela Lei Federal n.º 11.699/2008, que prever a total liberdade de organização, ou seja, as colônias são livres para criar suas próprias regras internas.  

Na maioria, estas colônias são controladas por velhas lideranças e seus familiares, que usam dessas organizações como um meio de vida, como se fosse propriedade privada, aproveitando-se do pouco nível de consciência política e do pouco tempo que o pescador dispõe para se dedicar as atividade associativas, para manter o controle político e eleitoral. 

As colônias oferecem muito pouco em termo de defesa da classe, contentando em dispor de um pequeno cardápio assistencialista, principalmente o encaminhamento para acessar a aposentadoria. 

Na região bragantina, nem todo pescador tem acesso ao seguro defeso, apenas os que estão ligados à atividade de pesca industrial de pargo e de lagosta, conseguem preencher os requisitos legais para fazer jus ao benefício.

A pesca é um importante atividade econômica paraenses, mas para agregar valor ao produtor, melhor ganho de produção e qualidade de vida aos trabalhadores da pesca será necessário que o Governo do Estado adote políticas públicas executadas com apoio técnico e financiada por programas consistentes e contínuos.  

PF desmonta quadrilha de desmatadores em Altamira, Brasil Novo, Medicilândia e Uruará

O juiz federal substituto da 4ª Vara Gilson Vieira Filho determinou o afastamento de agentes públicos suspeitos de integrar uma organização criminosa formada por madeireiros, servidores públicos das secretarias municipais de Meio Ambiente, advogados e engenheiros florestais.

A ação da Polícia Federal, autorizada pela Justiça Federal, visou desmontar uma quadrilha de agentes públicos que davam cobertura ao desmatamento e a comercialização de madeira nos municípios de Altamira, Brasil Novo, Medicilândia e Uruará.

O policial rodoviário federal Valderson Vargens da Silva, o policial civil Sérgio Roberto Dias Caldeira e o policial militar Climi Cleber Pinheiro Soares foram afastados do emprego ou função pública.

Wesley Storch, secretário municipal de Meio Ambiente e Turismo de Altamira(SEMAT), Lúcio Francisco de Paula Costa, coordenador da Secretaria de Meio Ambiente da SEMAT de Altamira, Lucas Gomes de Alvarenga Shubert, assessor jurídico da SEMAT de Altamira, e Verbena Regina Sá Brito, assessora jurídica da SEMMA de Brasil Novo, também foram afastados de suas funções.

O sigilo da decisão que ordenou a operação foi levantado na tarde desta quarta-feira (29) pelo juiz federal da 4ª Vara, Antônio Carlos Campelo.

Quem estraga a política são os políticos sabinos

O deputado federal Celso Sabino pediu inscrição como candidato a prefeito de Belém pelo PSDB.

O pediu, segundo anunciou a coluna do Bacana foi protocolado perante a Executiva Municipal.

Tudo seria normal se não fosse os fatos protagonizados pelo próprio Sabino, que o descredencia dessa pretensão política.

Ele é ainda filiado ao PSDB, deputado federal pela legenda e eleitor de Belém.

Ocorre que Celso Sabino, logo após eleito, diga-se por obra e graça do apoio da máquina, se afastou do ninho tucano e sua irmã foi confirmada na JUCEPA pelo Governador Helder Barbalho. Mostrando sua inclinação por governos de plantão.

O deputado Sabino controla o Partido Solidariedade e só ainda não se filiou nesta sua nova legenda para não perder o mandato por infidelidade.

Note-se ainda que o controle do PSDB municipal de Belém é do prefeito Zenaldo Coutinho que está comandando sua própria sucessão e nesta articulação o Deputado Celso não tem espaço.

O deputado Celso Sabino sabe que não tem qualquer simpatia dentro do PSDB Municipal e muito menos manteria o leque de partido aliados ao prefeito, por isso tem chance reduzidíssima de apoio oficial para sua pretensão.

Sabedor dessa pouca chance, por que Sabino pleiteia a vaga de candidato municipal pelo PSDB?

Aqui é que morar a razão do título deste artigo.

O Deputado age de caso pensado para melar o jogo, criar dificuldades e usar tudo como moeda de negociações. Sua movimentação, com certeza, está sendo comemorada pelos estrategistas do MDB e de outras legendas com pretensões em dirigir os destinos da Capital Paraense.

Neste episódio e em outros, o que menos interessa são os problemas das pessoas que moram na cidade de Belém e precisam dos servos públicos de transporte, moradia, emprego, saneamento, arborização, cultura, lazer.

Estas manobras dos políticos sabinos, que usam a política para seus objetivos de poder pessoal, desprezando a principal função desta nobre atividade, que é servir os interesses coletivos, é que provocam a desconfiança da população e fazem o povo achar que todos os políticos são iguais, nunca se dão respeito e nem respeitam o desejo popular.

Apresentadora foi proibida de exibir matéria sobre torturas nos presídios do Pará

“Eu fui censurada. Como estava explicando para vocês, eu ia reestrear nessa emissora de televisão hoje. (…) Estava tudo certo. Programa pronto, matéria gravada. Editor se dedicou para fazer um bom programa para vocês, esse compromisso que nós temos com a verdade. Mas eu não imaginava que eu fosse esbarra com o que tem acontecido aqui no Estado do Pará. 
— Ler em blogamazonlive.blogspot.com/2020/07/apresentadora-foi-proibida-de-exibir.html