Bolsonaro é denunciado em Haia por genocídio e crime contra humanidade – 26/07/2020 – UOL Notícias

O presidente Jair Bolsonaro é denunciado por crimes contra a humanidade e genocídio no Tribunal Penal Internacional, com sede em Haia. A iniciativa, protocolada na noite deste domingo, está sendo liderada por uma coalizão que representa mais de um milhão de trabalhadores da saúde no Brasil e apoiado por entidades internacionais.
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Orly Bezerra esclarece: “Trabalho com informação de verdade. Não com fake news.”

Sou jornalista há 47 anos e, nesse tempo, aprendi a valorizar a informação como algo essencial à vida em sociedade. A informação verdadeira, checada, confirmada, ou até mesmo, e principalmente, aquela negada por quem tem interesse em esconder a verdade.

Esse é o espírito do jornalismo, que me foi ensinado pelo saudoso Cláudio de Sá Leal e outras feras na antiga redação de O Liberal, onde comecei a carreira. Eram tempos de ditadura militar e censura prévia, contra os quais a minha geração lutou e, percebemos agora, continua lutando.

Tornei-me publicitário depois, por força das circunstâncias, mas nunca abandonei o espírito jornalístico, ou seja, a necessidade de me cercar dos fatos, de me informar, de saber da verdade. E isso, por outro lado, influencia o meu modo de trabalhar a comunicação publicitária. 

Criei a Griffo há 39 anos, junto com os também jornalistas Antonio Natsuo e Nélio Palheta, pensando em contribuir para a profissionalização do jornalismo empresarial na já distante década de 1980. Migramos definitivamente para a publicidade, mas o jornalismo nunca me largou, e vice-versa.

Reside aí, provavelmente, o meu pendor pelas campanhas políticas, em que se trabalha com fatos, com levantamento de informações, num embate democrático de ideias e opiniões, que não raro exigem a intervenção da justiça eleitoral. Mesmo nesses casos, a democracia está intacta, a justiça cumpre o seu papel.

Por conta dessa vocação, a Griffo também trabalhou muito com administrações públicas, com diversos governos e prefeituras, incluindo a do hoje governador Hélder Barbalho, quando prefeito em Ananindeua. Acredito termos feito um bom trabalho, pois era frequentemente demandado nos serviços e também nos aconselhamentos ao prefeito quanto ao posicionamento da comunicação da Prefeitura.

Em toda essa história, a nossa relação com as administrações públicas – e também com as várias empresas privadas que atendemos e continuamos a atender – foi sempre de seriedade e correção. Tanto que, em quase quatro décadas, jamais houve questionamentos nesse sentido que não tenham tido motivações políticas. Condenação mesmo não houve. 

Infelizmente, nem todos os administradores, quando vitoriosos na eleição, consideram avaliar a campanha com o distanciamento que deve existir: há acusações, denúncias e opiniões fortes de cada lado. O rancor pessoal muitas vezes sobrevém. Mas isso não é o pior. O pior é quando a máquina estatal é utilizada para expressá-lo. E tentar destruir o outro.

Nas duas últimas eleições para o governo do Estado, trabalhamos para os candidatos Simão Jatene e Márcio Miranda, tendo em comum como adversário Helder Barbalho. Numa, Jatene venceu. Noutra, Márcio perdeu. Em ambas as campanhas, houve acusações, fatos relembrados, denúncias graves, embates pesados. Quando Jatene venceu, os profissionais que trabalharam contra ele continuaram suas vidas normalmente. Quando Márcio perdeu, muitos outros perderam.

Eu continuo, e continuarei, minha vida profissional como sempre: dedicando-me aos clientes e à minha empresa. Mas parece que a vitória eleitoral não bastou. Agora, com o poder nas mãos, é preciso destruir aqueles considerados inimigos. Não é mais um embate democrático, é o peso da máquina contra cidadãos e empresas não alinhados com o pensamento dominante.

Ao me incluir no inquérito da operação “fake news”, o que se pretende é misturar alhos com bugalhos, transformar informação jornalística e mentiras em farinhas do mesmo saco. É claramente confundir e não apurar a verdade.

Hoje, presto serviço para a Prefeitura de Belém e, nessa condição, dou aconselhamentos ao prefeito Zenaldo Coutinho e à sua área de comunicação, sempre pautados no rigor profissional, como sempre faço com os administradores com quem trabalho, qualquer que seja o partido deles. Se as orientações profissionais que ofereço ao meu cliente acabam afetando, de alguma forma, pretensões de outras pessoas, acredito que o problema não seja meu, mas dessas outras pessoas.

Só que, quando essas outras pessoas detém o poder nas mãos, podem exceder no exercício do poder. Foi o que aconteceu na terça-feira, quando policiais civis entraram na minha casa e na minha empresa, levaram equipamentos e papéis, e exibiram para a imprensa algum dinheiro que encontraram em casa.

Da empresa, além de alguns documentos, foi levado o servidor de rede que reúne todos os arquivos de trabalho, e uma história de décadas de muita luta e correção. Ou seja, o núcleo operacional da empresa, sem o qual hoje em dia, numa agência de publicidade, nenhum setor funciona. Não se sabe por quanto tempo os serviços terão que ficar paralisados, prejudicando o trabalho de 25 pessoas.

Do que foi recolhido em casa, havia, em dinheiro, 15 mil reais destinados a cobrir as despesas domésticas e/ou emergenciais nesses tempos de pandemia, de quase 90 dias de quarentena, que não se sabe quando acaba, principalmente para quem, como eu, passou dos 60. Havia também 8 mil e 500 euros que comprei, e apresentei o comprovante, para a viagem pro exterior que faria com a minha mulher e deveria ter acontecido em abril, quando a pandemia nos obrigou a adiá-la. Tudo normal, bem justificado e condizente com o meu padrão de vida. Mas o importante era exibir uma imagem que normalmente se associa a criminosos.

Dos equipamentos, celular e documentos, o que sobressai é a materialização do que acabei de relatar: uma vivência com a informação, que faz parte do acervo do meu trabalho profissional. Nada disso é crime, porque a informação que reúno é pública. Nada é criado, nada é inventado, nada é fake.

Algo mais que aprendi na escola de jornalismo que frequentei, que foi a prática do jornalismo diário, é que a verdade é por demais poderosa. E, por isso, a informação, a comunicação da verdade, incomoda tanto.Tenho a certeza de que a verdade prevalecerá e a justiça será feita.

Orly Bezerra é a mais nova vítima de inquérito que tem feição de perseguição política.

R$750.000,00 encontrado escondido na casa de Diretor da Secretária de Saúde

A Policia Civil do Pará, chefiada por pessoa de inteira confiança da cúpula do Governo do Estado, a pretexto de apurar crimes cibernéticos, tais como a fake news, vem escalando como alvo principal os blogueiros que se opõe ao Governador Helder Barbalho, acusando-os indevidamente de disseminarem informações falsas. O mais novo alvo alcançado por este inquérito foi o jornalistas, publicitário e empresário Orly Bezerra, acusado de financiar os blogues sob investigação.

Quem conhece o Orly Bezerra, como eu conheço e desde de os tempos do jornal O Estado do Pará, lutando por uma imprensa livre e democrática, sabe que jamais Orly estimularia a disseminação de fake news. Por ele, boto minha mão fogo por ter testemunhando que em todos os anos de Governo do PSDB, quando esteve a frente das campanhas e da comunicação do Governo do Estado, nunca um só jornalista ou blogueiro foi atacado, perseguido ou calado por dar opinião contrária aos interesses oficiais.

Bons tempos aquele!

Minha opinião para o fato é que se trata de uma tentativa desesperada de apagar a repercussão negativa da operação da Policia Federal no Pará. Tentam criar uma imagem e fatos para servir a luta política na versão que tudo não passa de perseguição ou de ataques da oposição, jogando a narrativa a favor do grupo que temporariamente governa o Pará.

Dentre os blogueiros, alvos destas investigações, estão aqueles que alertaram as autoridades sobre superfaturamentos, compras dirigidas e por dispensa de licitação, contrariando as legislações e os princípios constitucionais da probidade administrativa.

Dentre as denuncias feitas por estes blogues, está a que mostrou as irregularidades nas compras de respiradores por parte do governo. Informação que pode ter gerado o inquérito no Superior Tribunal de Justiça, dai o inconformismo oficial.

A Policia Federal, em ação de busca e apreensão autorizada pelo STJ, com base em informações de ilegalidades, cumpriu diligências no Pará contra corrupção e encontrou R$ 750 mil reais escondidos dentre de uma caixa térmica na casa de um servidor de confiança da Secretaria de Saúde e outros R$ 60 mil, na casa de um assessor especial do Governo do Estado do Pará.

As imagens do cooler com um montão de dinheiro circulou nacional e nos mais recônditos cantos do Pará. O Governo emitiu nota paga aos dois jornalões controlados, na qual omiti a origem da dinheirama, mas os blogues livres não! Os blogues não são comprados e tem independência, por isso deram voz aos escândalos e mostraram os fatos, como os fatos são para a população tomar conhecimento.

Hoje, os investigadores da Policia Civil escarafuncharam até fazer a imagem pífia, de troco, perfeitamente compatível com a renda do investigado, que nem se compara aos R$750 mil.

Dizem os policiais que encontraram R$15 mil reais na casa do publicitário. E daí? Ele não é servidor público, não é diretor da Secretária da Saúde e nem é assessor especial do Governo do Estado. O valor é totalmente compatível com os ganhos de sua empresa e possível de ser explicado em qualquer Tribunal sério.

Espero que a Ordem dos Advogados do Brasil seção Pará, o Sindicato dos Jornalista, o Ministério Público e a corregedoria de justiça do Estado, percebam a gravidade dos fatos, a violação dos direitos individuais das pessoas, a grave ameaça ao estado democrático de direito e se posicionem urgentemente.

Por fim, espero que minha opinião também não seja confundida pelo inquérito e que este blog não entre no rol dos investigados, uma vez que me considero um cidadão livre e disposto a exercer meu direito de cidadania de fiscalizar a correta aplicação do dinheiro público, além de continuar me posicionando sobre fatos com os quais não comungo.