Dossiês, fichamentos e perseguições políticos em tempo de democracia

A jornalista paraense Marcia Freitas, teve acesso a sua ficha preparada pelo SNI no período da Ditadura Militar. Estava fichada e isso impediria que tivesse acesso a cargos públicos e vantagens se fosse servidora.

A publicação deste documento de um período triste da nossa história é muito significativo e importante para que os jovens, que nada viveram ou sofreram, mas que hoje são instigados a fazer pouco caso, aprenda com a lição da história e lutem para que os erros do passado não se repitam no presente.

O momento da divulgação da ficha não podia ser outro. O Ministério da Justiça foi flagrado, em plena democracia, produzindo um dossiê de servidores públicos federais nos mesmo moldes do mau exemplo estampado no fichamento de Marcia Freitas.

O Ministro da Justiça tentou amenizar, mas a imprensa revelou que estavam fazendo relatórios com o nome de mais de 600 servidores federais, com fotos e detalhes de publicações em redes sociais, contrários aos fascismo e defesa da democracia.

Ditadura tem que acabar e dossiê de adversários políticos ferem os diretos individuais previstos nas nossa Constituição Federal.

Apresentadora foi proibida de exibir matéria sobre torturas nos presídios do Pará

“Eu fui censurada. Como estava explicando para vocês, eu ia reestrear nessa emissora de televisão hoje. (…) Estava tudo certo. Programa pronto, matéria gravada. Editor se dedicou para fazer um bom programa para vocês, esse compromisso que nós temos com a verdade. Mas eu não imaginava que eu fosse esbarra com o que tem acontecido aqui no Estado do Pará. 
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Espaço Aberto: Simão Jatene bate o martelo e anuncia que não será candidato a prefeito de Belém em novembro

O ex-governador Simão Jatene (PSDB) anunciou na última terça-feira (21), em reunião realizada no escritório do PSB, que não será candidato a prefeito de Belém nas eleições de novembro. O prefeito tucano Zenaldo Coutinho esteve presente ao encontro,
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Por que o Pará elege tantos políticos populistas e corruptos?

Em 7 de cada 10 lares paraenses alguém recebeu auxílio emergencial no Pará.

O que isso quer dizer?

Somos um estado rico com um povo pobre. Um povo que vive de favores governamentais, sem autonomia pessoal, sem orgulho de manter com dignidade sua família. Dependente e suscetível a ser enganado por políticos corruptos e populistas.

Por isso, insisto que o bom Governador e o político correto será aquele capaz de fazer um transformação econômica para gerar emprego e distribuir renda.

Esse negócio de asfalto pra cá, asfalto pra lá não muda a vida das famílias em nada, até porque o asfalto é caro, retira dinheiro público de outras áreas importantes, enriquece poucos, permite corruptos desviarem recursos públicos e de tão mal feito, dura só até o próximo inverno ou a próxima eleição.

A vida emergencial não tem prazo para acabar

O auxilio é emergencial, feito para três meses, agora, com mais duas parcelas extras, começa a preocupar quanto ao futuro das pessoas beneficiadas e a própria economia que dele está dependendo.

As filas em torno da Caixa e das Agências Lotéricas para os beneficiários do Auxílio Emergencial continuam, assim como a Covid-19 permanece nas nossas vidas sem dar trégua.

O Brasil está no platô de 1000 mortes por dia há muitas semanas e em alguns estados voltou a crescer os casos de infectados.

A vacina ainda está na fase de pesquisa, até aprovarem para iniciar a produção ainda demora.

O cenário é de incertezas e a economia ainda não se recuperou para liberar os cofres do pagamento deste valor que veio em boa hora para multidões de brasileiros, mas também para aquecer as vendas no comércio e no varejo.

Os nossos dirigentes políticos, os da economia e os líderes das entidades civis estão nos devendo uma discussão aprofundada, baseada em dados e que apontem caminhos para os novos tempos.

Ursula Vidal se colocou fora do jogo político e não foi agora.

Em qualquer situação, a verdade é sempre preferível, mas para alguns políticos essa regra parece não fazer sentido.

Uma pena!

A Secretária de Cultura Ursula Vidal publicou uma justificativa, repetida em nota no RD, que só não é infantil porque não corresponde a verdade, para dizer o que todos já sabiam, que ela não é candidata. Não é candidata porque não pode ser politica e nem legalmente.

Ursula não tem apoio político para se viabilizar como candidata. Não é a candidata do Governador Helder Barbalho, que tem outros compromissos. Não consegui ser a candidata do PT, que joga o jogo do MDB E sua imagem de novidade foi manchada pelas suas decisões pessoais equivocadas. Sem apoio político sua possibilidade eleitoral, que já era bem pequena, murchou

O segundo motivo, perdeu o prazo de desincompatibilização. O processo eleitoral exigia dela uma decisão que implicava em sair do governo em junho e correr o risco de concorrer sem a máquina e sem apoio político do seus atuais aliados, decisão que ela postergou por erro de interpretação jurídico.

Ursula Vidal se colocou fora do jogo e não foi agora.

Tudo começou quando Ursula se filiou, foi acolhida, apareceu no cenário e abandonou o seu primeiro partido, o PPS. Seguiu para uma nova legenda, o REDE Sustentabilidade, que logo trocou pelo PSOL, partido que a acolheu de braços abertos, mas deixou pra trás o esforço dos militantes daquela agremiação, para se juntar ao velho MDB de Jader Barbalho.

Ursula, foi mais uma promessa que ficou pra trás, engolida pela velha política, pela crença de que se pode viabilizar uma alternativa nova com velhas alianças e sem projeto político coletivo. Não há futuro nos velhos métodos, incluindo negar os fatos.

Liberdade de comunicação, imprensa e opinião

O jornalismo do Pará tem muitos bons profissionais. Jornalistas que honram seu oficio e seguem o ensinamento do mestre Graciliano Ramos.

“Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar.
Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer.”

(Graciliano Ramos)

O problema não são os jornalistas, mas os donos dos jornais, das rádios, das tevês e agora de alguns portais, que também são políticos ou vivem a serviços de um modelo econômico ultrapassado, predador. Controlam a informação, manipulam os fatos e usam a informação para desinformar ou perseguir.

Os poucos heróis que ousam usar os recursos disponíveis das novas mídias sociais para lançar dúvidas sobres vossas verdades, vocês os perseguem.

Chega!

Deixem-nos em paz. Tirem as mãos da nossa felicidade. Nós precisamos entrar no século XXI e olhar para o futuro, sem o seus atrasos colonialistas.

Aqui é a Amazônia, um celeiro de vida e vida em abundância, mas não feita para ser destruída, consumida, explorada para satisfação eterna de vocês.

Lula e Serra: por que a política vira caso de polícia?

Por que muitos políticos brasileiros, de partidos os mais diversos, usaram desviar recursos públicos e se envolver em esquema de corrupção?

Políticos com passado honrado, com propósitos dignos e projetos louváveis cederam ao poder do dinheiro, abandonando a ética e partindo para compra de mandatos populares.

Defendo que todos paguem pelos seus crimes, mas o motivo que os levou a tocar de lado, precisa ter uma explicação.

Meu palpite é que o sistema político, a desigualdade social, além, claro, das condutas individuais, precisam de um olhar mais atento.

Sempre haverá humanos cometendo algum tipo de desvio de conduta, por isso devemos trabalhar para ter sistema capaz de detectar, impedir e punir.

O sistema político precisa ser reformado, criando filtros para que as pessoas que entram na política apenas por interesses pessoal e com vida pregressa que sinaliza para desvio de conduta sejam barradas.

O sistema deve oferecer ao escrutínio popular as melhores opçõesde de cada matiz ideológica, aliado a competência para o cargo e vida digna.

Sei que é difícil uma reforma política perfeita, ainda mais que os atuais políticos, escolhidos pelo sistema em vigor, nem de perto estão a altura desta missão

Penso que uma tarefa assim, deveria partir de instituições respeitáveis da sociedade, mas estas instituições vem fugindo das suas responsabilidades

As denuncias de corrupção e prisões de pessoas importantes no Brasil tem feito um desserviço à política, afastando dela pessoas de bem e atraindo cada vez mais oportunistas.

A política é o melhor meio de melhorar a sociedade e devemos trabalhar para melhorar esta imagem para que as novas gerações e os melhores filhos de nossa sociedade queiram gostar de fazer a boa política.

Espaço Aberto: A regra é clara. E pela regra, Úrsula não pode mais disputar a eleição para prefeito de Belém.

A menos que mar vire sertão e o sertão vire mar, a secretária de Estado de Cultura, Úrsula Vidal, a grande aposta do Podemos para disputar a Prefeitura de Belém, está fora das eleições municipais deste ano, ainda que o Congresso venha a aprovar o adiamento para novembro.
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