O Liberal é um armazém de nitrato de amônia prestes a explodir

O Liberal acordou com a macaca e soltou os cachorros para cima do Governo Barbalho. O Repórter 70 está recheado de notas incômodas, como se mandassem recados fortes de insatisfação.

O primeiro pacote de notas questiona a política de industrialização do Governo e a própria conduta do presidente da Fiepa, o empresário gráfico José Conrado. As gotas de ódio pingam nas escolhas do governo Jatene e nas do atual governo para coordenar as políticas para o sertor.

As toneladas de nitrato de amônia foram armazenadas no espaço “em poucas linhas”, sobre o crime do Gordo do Aurá, denominado de manobra político-policial.

O Jornal noticia que o Ministério Público Federal e o do Estado estarão tomando o depoimento da viúva do Vereador Bandido e avisa que tem arquivos de uma reportagem preparada por jornalistas de fora do Pará.

O Gordo do Aurá foi peça fundamental durante as últimas eleições. A campanha do Governador eleito, usou o Vereador de Ananindeua, acusado de ser traficante e comandar o tráfico na região do Aurá, para atacar o candidato Márcio Miranda.

A propaganda de Helder Barbalho afirmava que Márcio era apoiado pelo Gordo do Aurá e que o Vereador comandava o tráfico, por tanto, insinuava e conduzia o eleitor a concluir que Márcio Miranda era apoiado pelo crime organizado.

Logo após as eleições e posse do novo Governador, quando voltava de um atendimento no Pronto Socorro Municipal, em plena Avenida Pedro Miranda, Gordo do Aurá teve o carro fechado e foi executado.

Dizem que na região da execução haviam 18 câmeras de segurança.

O que fez O Liberal mudar tão radicalmente é um mistério. O que significa esta mudança, ninguém ainda pode saber. Mas o nitrato de amônia está armazenado e um incêndio está preste a acontecer.

A mudança de postura do Jornal acontece no dia seguinte em que o jornalista Olavo Dutra, que comandou o espaço Repórter 70, distribuiu aos seus contatos a seguinte mensagem:

Como você sabe, fui desligado de O Liberal, depois da publicação de uma nota, em 150 toques, que a direção da empresa julgou ser “ofensiva” aos interesses do governo do Estado. Tratava da contratação de empresa para aquisição de equipamentos sofisticados para uso em ações de espionagem, conforme publicado anteriormente pelo governo no Diário Oficial.
Essa não foi a primeira intervenção do governador para me tirar de circulação, mas deu certo. Outros tiveram que se calar a pedido dele, mas, para mim, tudo bem, vida que segue.
Ocorre que eu escolho como e quando deverei aposentar minha caneta e ainda não chegou a hora. Meu blog – em formato de coluna – está a caminho e espero continuar contando com sua colaboração, o que muito me honra. Vamos continuar dizendo o que é certo e o que errado sem amarras e com a devida responsabilidade, pois essa é nossa missão.
Sobre o blog, você será avisado do lançamento. Prepare suas notas e me aguarde.
Grande abraço.