O satélite existe? – Amazônia Real

No ano passado, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que as imagens de satélite sobre queimadas e desmatamentos na Amazônia eram mentirosas. Sem outra saída do impasse, Ricardo Galvão, o diretor do Inpe, um dos mais antigos e respeitados do mundo na matéria, que captara e interpretara as imagens, sustentou a veracidade das fotografias e por isso foi demitido.
— Ler em amazoniareal.com.br/o-satelite-existe/

A bancada do PV na Câmara apresentou ao Governo Federal dois requerimentos de informação relacionados a ações na Amazônia.

A bancada do PV na Câmara apresentou ao Governo Federal dois requerimentos de informação relacionados a ações na Amazônia. Nos documentos, os parlamentares questionam o uso das Forças Armadas e os resultados das operações na região, além das razões para a exoneração da coordenadora-geral de Observação da Terra do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (INPE).
— Ler em www.leandre.com.br/noticia/1575

Antiambientalismo de Bolsonaro já prejudica empresas brasileiras

O Governo Bolsonaro tem se colocado contra o ambientalismo de forma a prejudicar a economia nacional. As exportações brasileiras vem sofrendo sérias restrições em países onde a legislação obriga a seguir regras de sustentabilidade.

O desmatamento da Floresta na Amazônia tem alcançado patamares alarmantes e acendido o alerta mundial para o perigo planetário.

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2020/07/antiambientalismo-de-bolsonaro-ja-prejudica-empresas-brasileiras.shtml?utm_source=mail&utm_medium=social&utm_campaign=compmail

A fala de Hamilton Mourão protege desmatamento, atenta contra povos indígenas e põe em risco a economia do país

Não é possível desmatar floresta nativa e nem praticar mineração em terras indígenas de forma legal na Amazônia ou em qualquer outro bioma no Brasil.

Art. 225, § 4.º. A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso dos recursos naturais.

A Constituição Federal e as legislações submissas, que vão na mesma pisada, não permitem o desmatamento de floresta nativa. Por tanto, todo e qualquer desmatamento praticado neste bioma é ilegal, segundo o Código Florestal brasileiros e, na maioria dos casos, crime, segundo a Lei dos Crimes Ambientais.

No caso de mineração em Terra Indígenas, a nossa Constituição Federal tem disciplina clara, conforme pode ser constatado no art. 231, § 3.º:

§ 3.º. O aproveitamento dos recursos hídricos, incluídos os potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra das riquezas minerais em terra indígenas só podem ser efetivados com autorização do Congresso Nacional, ouvidas as comunidades afetadas, ficando-lhes assegurada participação nos resultados da lavra, na forma da lei.

O Congresso nacional nunca votou a autorização e nem as comunidades afetadas foram ouvidas e nem se chegou a qualquer cálculo como garantir a participação destas comunidade.

O vice-presidente Hamilton Mourão, general afastado, bem como todas as autoridades brasileiras devem obrigação ao cumprimento de todas as normais legais existentes e mandar retirar garimpeiros de terras indígenas e também determinar a prisão dos marginais que desmatam e destroem a Floresta Amazônico, protegida e inviolável.

O coordenador do Conselho da Amazônia não pode continuar inventando moda e criando argumentos para encobrir os crimes, sob pena de ser conivente com todas as atividades ilegais ocorridas na Floresta e nas Terras Indígenas.

Dizer que a pressão internacional de investidores exigindo o fim do desamamento esconde disputa geopolítica por que o Brasil é uma potência agrícola, se não for falácia, esconde a má-fé de que o Governo deseja fechar os olhos para expansão agrícola sobre floresta nativa e tem no desmatamento uma estratégia deliberada de desobstruir o caminho para um modelo devastador e gerador de risco a preservação ambiental que o constituinte garantiu que não seria desequilibrado.

O Vice-presidente também comete um desatino ao afirmar que as queimadas na Amazônia são praticadas por proprietários em suas propriedades privadas adquiridas legalmente com vista a renovação de pastos.

Todas as informações indicam que isso não é verdade. As queimadas são feitas, depois do desmatamento ilegal, para substituir a capoeira em que se transformou a Floresta, após a retirada da madeira nobre, para plantar capim e criar boi.

Quantos ao indígenas, a declaração de Mourão de que estas populações precisam ser “mais integradas”, fere o entendimento pacifico do que determina o art. 231 da Constituição Federal, pois não cabe ao Estado brasileiro dizer o que deve ou deve fazer as populações indígenas e nem induzir, por qualquer meio, a integração dos indígenas a nossa sociedade.

A minha interpretação de que toda a ação de desmatamento em florestas, garimpagem, mineração ou desrespeito a autodeterminação dos povos indígenas é ilegal e crime não foi feita com esforço hermenêutico complexo, pois bastas uma leitura dos diplomas legais para se deduzir o que acabo expor.

Toda ação contrária, a inação e a descarada defesa destas ilegalidades, cometidas por autoridades brasileiras, em conluio com os criminosos, precisa parar imediatamente. O vice-presidente não tem que achar nada, precisa ser pressionado a cumprir a lei, não proteger criminosos, parar o desmatamento, retirar garimpeiros das áreas indígenas e deixar que os povos indígenas decidam livremente sobre suas próprias vidas.

O Brasil não tem alternativa, prova para humanidade que não concordar com a destruição da floresta ou não terá investimentos estrangeiros e ainda pode ver seus produtos sendo impedidos de exportações, causando grave prejuízos a nossa combalida economia.

Boicote as empresas e aos produtos extraídos de forma predatória da Amazônia

Segundo o Imazon, o desmatamento da Amazônia em abril foi o maior em 10 anos. A área de desmate aumentou 171% em comparação como o mesmo mês no ano passado. Um terço deste desmatamento ocorreu no estado do Pará.

Sempre que leio estas noticias me pergunto porque elas não emocionam pessoas do povo e, principalmente, autoridades da região Amazônica. Tudo fica igual até que o próximo índice mais alarmantes ainda seja divulgado.

Nem um chefe de poder, nem os membros da academia, nem a grande imprensa, ninguém que pode fazer algo se move da cadeira e diz: chega, não vai haver mais desmatamento da floresta Amazônica, não irão destruir o patrimônio da humanidade e comprometer o futuro das próximas gerações. Não mais!

Você me perguntaria, com toda razão, por que eu e o partido verde não mudamos esta história? Também me questiono todos os dias, sempre com a mesma indagação, por que nós que defendemos a Amazônia e que tanto falamos não somos ouvido aqui dentro?

Não é só o PV, que é um partido pequeno e quase sem estrutura que não é ouvido, são os ribeirinhos, os indígenas, os quilombolas, o povo originário e as entidades da sociedade civil que são caladas, sufocadas, amordaçadas, mortas por serem consideradas inimigas do desenvolvimento, do progresso e do emprego, pois é em nome do modelo atual de crescimento econômico, destruidor da vida e concentrador de riquezas que se desmata e se destrói a natureza.

As entidades empresárias e os políticos com mandato daqui da região defendem abertamente as ameaças a vida: apropriação e privatização dos ativos ambientais, como a própria água; concessões ilegais de exploração da madeira e entrada de madeireiros ilegais; caça e pesca predatórias; megaprojetos não sustentáveis (hidrelétricas, concessões florestais, extração maciça de árvores, monoculturas, estradas hidrovias, ferrovias e projetos de mineração e petróleo); poluição causada pela indústria extrativistas e pelos lixões; e, acima de tudo, mudanças climáticas. (documento final do Sínodo da Amazônia)

Volto a me perguntar se eu já fiz tudo que estava ao meu alcance para evitar esta tragédia anunciada contra a humanidade? Não, não fiz tudo ainda.

O PV fez? não fez. Precisamos fazer mais, muito mais, até que todos estejam convencidos que estamos à beira do abismo.

A saída que vejo é a criação de uma grande frente em defesa da Amazônia, dos seus povos e de um modelo que combine desenvolvimento sustentável, justiça social, cultura de paz com radicalização da democracia e fortalecimento de instrumentos de defesa deste mesmo modelo.

Mas só isso basta. Precisamos da solidariedade nacional e internacional em favor desta causa. A humanidade precisa entender a Amazônia como um patrimônio de todos os povos.

Aqui está a minha mea culpa, faça você também a sua e venha ajudar a mudar este jogo de morte.

Procure uma das entidades de defesa da Amazônia, crie a sua entidade com seus amigos, apoie um projeto sustentável ou boicote todos os produtos extraídos de forma predatória da Amazônia.

#SomosAmazônia