Pescador artesanal não é prioridade no Governo de Helder Barbalho, que não tem política pública para o setor

A pesca, muito importante para economia, renda e ocupação no Pará, não recebe atenção por parte do Governo do Estado, que não tem política e nem destina recurso para o setor.

Corvina, Gó, Pescada, Serra, Tamuatá, Anujá, Mapará, Tucunaré, Tambaqui, Pirarucu, Filhote, Pargo, Pirapema, peixes das águas continentais, dos lagos, dos igarapés, dos rios, dos oceanos. A diversidade faz do Pará um campeão em espécies de peixes.

O setor pesqueiro do Pará é forte, aproveitando a quantidade e a qualidade, movimenta milhões e gera muita ocupação, principalmente entre as famílias dos pescadores artesanais.

O setor pesqueiro paraense representa 63% de todo a produção da Região Norte e 15,5% do país, sendo o maior produtor brasileiro de pescado.

Deste volume de produção, a aquicultura, ainda é incipiente, representa apenas 2%, enquanto que a pesca industrial produz 21,4%. O peso maior fica por conta da pesca artesanal, que é responsável por 77,2% de todo o volume pescado nas águas continentais e interiores deste vasto emaranhado de rios, furos, igarapés e de um dos maiores manguezais do país.

Os pescadores artesanais, responsáveis por colocar o Pará em destaque neste setor, atuam sem qualquer presença de políticas públicas do Estado. Não tem tecnologia, não tem fiscalização, não tem sistema de comercialização justo, nem na qualidade de vida das famílias destas pessoas. Basta um simples leitura ao Orçamento Geral para 2020, para constatar que o Governo não tem olhos e nem foi fisgado pela importância econômica deste setor.

veja o quadro do Orçamento Geral do Estado:

Apesar do gordo Orçamento Geral do Estado, as prioridades, as escolhas e os reais interesses do Governo, aparecem no orçamento das pastas.

O orçamento da Secretária de Estado de Desenvolvimento Agropecuária e da Pesca revela o que pensa o Governador sobre o setor produtivo, em especial o da pesca artesanal.

Os pescadores artesanais sem voz e nem representação na Assembléia Legislativa viram um Orçamento do Pará para 2020 de R$27 bilhões, destinar apenas 1,07% para investimento no setor pesqueiro ou míseros R$290.000,00. Sendo que o único programa “Desenvolvimento da Produção Aquícola e Pesqueira, é destinado a aquicultura e não a pesca artesanal.

No verão paraense, muitas vão saborear uma gó frita, um bandeirado assado, um tucunaré na manteiga, uma banda de tambaqui, pescado por estes heróis paraenses, desprezados pelas políticas públicas, mas responsável por colocar o Pará entre os mais produtivos do Brasil.